Código de Ética

REGULAMENTO DA LEI No. 5.377

de 11 de dezembro de 1967,

Que disciplina o exercício profissional de Relações Públicas

TITULO I - Da Profissão de Relações Públicas

CAPITULO I - Do Profissional de Relações Públicas

Art. 1o. - A atividade e o esforço deliberado, planificado e contínuo para estabelecer e manter compreensão mútua entre uma instituição pública ou privada e os grupos de pessoas a que esteja direta ou indiretamente ligada, constituem o objeto geral da profissão liberal ou assalariada de Relações Públicas.

Art. 2o. - A designação de Profissional de Relações Públicas e o exercício das respectivas atividades passam a ser privativos:

a) dos que, a partir da vigência da presente Lei, venham a ser diplomados em Cursos de Relações Públicas, de nível superior, reconhecidos pelo Conselho Federal de Educação;

b) dos que, antes da vigência da presente Lei, sendo possuidores de diplomas de nível universitário, tenham concluído cursos regulares de Relações Públicas, em estabelecimentos de ensino, cujos currículos venham a ser homologados pelo Conselho Federal de Educação;

c) dos diplomados no Exterior em cursos regulares de Relações Públicas após a revalidação do diploma nos termos da legislação vigente, e ressalvados os amparados através de convênios.

CAPITULO II - Do Campo e da Atividade Profissional

Art. 3o. - A profissão de Relações Públicas, observadas as condições previstas neste Regulamento, poderá ser exercida, como atividade liberal assalariada ou de magistério, nas entidades de direito público ou privado, tendo por fim o estudo ou aplicação de técnicas de política social destinada à intercomunicação de indivíduos, instituições ou coletividades.

Art. 4o. - Consideram-se atividades específicas de Relações Públicas as que dizem respeito:

a) à orientação dos dirigentes de instituições públicas ou privadas na formulação de políticas de Relações Públicas;

b) à promoção de maior integração da Instituição na comunidade;

c) à informação e à orientação da opinião pública sobre objetivos elevados de uma instituição;

d) ao assessoramento na solução de problemas institucionais que influam na posição da entidade perante a opinião pública;

e) ao planejamento e execução de campanhas de opinião pública;

f) à consultoria externa de Relações Públicas junto a dirigentes de instituições;

g) ao ensino de disciplinas específicas ou de técnicas de Relações Públicas, oficialmente estabelecido.

CAPITULO III - Do Exercício Profissional

Art. 5o. - O exercício em órgãos da administração pública, em entidades privadas ou de economia mista de cargos, empregos ou funções, ainda que de direção, chefia, assessoramento, secretariado e as de magistério, cujas atribuições envolvam principalmente conhecimentos inerentes às técnicas de Relações Públicas, é privativo do profissional dessa especialidade devidamente registrado no Ministério do Trabalho e Previdência Social.

$ 1o. - A apresentação de diploma de Relações Públicas, embora passe a ser obrigatória para o provimento de cargo público federal, estadual ou municipal, da administração direta ou indireta, não dispensa a prestação de um concurso quando a Lei o exija.

$ 2o. - O disposto “in fine” neste artigo se aplica, por igual, aos profissionais liberais e aos que exercem a atividade em Escritórios, Consultorias ou Agências de Relações Públicas legalmente autorizadas a funcionar no País.

$ 3o. - A falta de registro profissional torna ilegal o exercício da Profissão de Relações Públicas.

TITULO II  - Da Organização Profissiona

CAPITULO I - Do Registro Profissional

Art. 6o. - A inscrição profissional de Relações Públicas será feita pelo Serviço de Identificação Profissional do Ministério do Trabalho e Previdência Social, mediante a apresentação de títulos, diplomas ou certificados registrados  pelo Ministério da Educação e Cultura para as hipóteses das alíneas “a”, “b” e “c” do art. 2o.

$ 1o. - No caso do art. 13 o registro profissional fica condicionado à apresentação de Carteira Profissional anotada, ou comprovante de recebimento salarial, ou, ainda, de declaração do  empregador de que o interessado exerce a atividade em caráter principal ou permanente, para os profissionais sujeitos ao Regime da Consolidação das Leis do Trabalho.

$ 2o. - Em se tratando de funcionário público, autárquico ou de sociedade de economia mista, será necessário a apresentação de título de nomeação, portaria ou ato oficial devidamente averbado ou, ainda, declaração formal de Diretor, ou chefe de Serviço de Pessoal de que o interessado exerce a atividade, em caráter principal ou permanente, em setor especializado em Relações Públicas.

$ 3o. - Para os profissionais liberais que exerçam a atividade individualmente ou em Escritórios, Agências ou Consultorias e, bem assim, em funções de magistério será necessária a apresentação de documentos comprobatórios que atestem a realização de trabalhos definidos no artigo 4o. deste Regulamento.

Art. 7º.  - Nos casos dos parágrafos do artigo anterior, será sempre necessário a comprovação do exercício profissional pelo prazo mínimo de 24 (vinte e quatro) meses anterior à vigência desta Lei..

Art. 8º Do competente livro de registro deverão constar, obrigatoriamente:

a) denominação do estabelecimento de ensino em que se diplomou o interessado;

b) o número do registro no Ministério da Educação e Cultura;

c) indicação do dispositivo deste Regulamento que fundamentou o pedido de inscrição, em se tratando de não diplomados.

CAPÍTULO II  - DA Carteira Profissional

Art. 9o. - A todo profissional registrado na forma deste Regulamento, o Ministério do Trabalho e Previdência Social fornecerá Carteira Profissional, de acordo com o modelo em uso, na qual deverá ser anotado o número da respectiva inscrição no setor competente desse órgão.

CAPÍTULO III -  Da Jurisdição

Art. 10 - Os portadores da Carteira Profissional de Relações Públicas poderão desempenhar suas atividades no Distrito Federal, Territórios, Estados e Municípios, quer em caráter liberal quer assalariado.

Art. 11 - A fiscalização do exercício da Profissão de Relações Públicas, em todo o território nacional, será feita pelo Ministério do Trabalho e Previdência Social, ao qual compete:

a) propugnar por uma adequada compreensão dos problemas de Relações Públicas e sua racional solução;

b) orientar e disciplinar o exercício da Profissão de Relações Públicas, sem prejuízo da competência específica do Ministério da Educação e Cultura; e

c) dirimir as dúvidas suscitadas pelo exercício da Profissão de Relações Públicas, e por este Regulamento, em decorrência de casos omissos.

TÍTULO III - DAS DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS

CAPÍTULO I - DOS PRATICANTES

Art. 12 - No caso de insuficiência de Profissionais de Relações Públicas, comprovada por falta de inscrição em recrutamento ou seleção pública, poderão os órgãos públicos, bem como quaisquer empresas privadas, solicitar ao Ministério do Trabalho e Previdência Social licença para o exercício dessa Profissão por pessoa conhecedora ou praticante dos métodos de Relações Públicas, portadora de diploma de curso superior.

Art. 13 - O disposto no "caput" do artigo 2º se aplica, também, aos que comprovarem o exercício de atividade de Relações Públicas, em caráter principal ou permanente, pelo prazo mínimo de 24 (vinte e quatro) meses até 12 de dezembro de 1967, e, a qualquer tempo, a qualidade de sócios titulares da Associação Brasileira de Relações Públicas - ABRP, por idêntico período.

Art. 14 - As exigências do artigo 5º não prejudicarão a situação dos atuais ocupantes de cargos, empregos e funções da espécie, no Serviço Público e nas entidades privadas, enquanto os exercerem.

Art. 15 - O presente Regulamento entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

 

Brasília, 26 de setembro de 1968.

Jarbas G. Passarinho