AULAS DE INGLÊS PARA EXECUTIVOS ON-LINE

Nem só de cursos técnicos e gerenciais vivem os profissionais no Brasil. Para atender à demanda do mercado, dois portais destacam-se oferecendo aulas de inglês via web para executivos: Englishtown e Global English.

No norte-americano Englishtown, o diferencial dos cursos é o conteúdo. Alunos do nível avançado podem praticar o idioma a partir de estudos de casos de negócios preparados pela Harvard Business School, dos Estados Unidos, uma das mais conceituadas escolas da área  de negócios do mundo. O portal ainda conta com aulas diferenciadas para companhias de seguro, telecomunicações, finanças, farmacêuticas e automotivas, abordando o uso do inglês em situações que incluem habilidades sociais, telefonemas, reuniões e apresentações.

As aulas começam a cada meia hora e são acompanhadas, on-line, por mais de 200 professores, que se revezam em diversos países. “Para aprender um novo idioma a pessoa deve interagir tanto com o professor quanto com outros alunos, por voz e texto. Sem uma tutoria bem-feita, não se obtém sucesso algum”, afirma Júlio De Angeli, diretor-geral do Englishtown no Brasil, onde a empresa é parceira estratégica da fornecedora de soluções de ensino  MHW  (do grupo Xerox), da  Universidade  Virtual  Brasileira e do portal de          e-learning Eschola.com.

O site que pertence à rede de escolas de inglês e organizadora de intercâmbios internacionais EF Education, é traduzido em 14 línguas, incluindo o português. “O Englishtown  conta com 1,5 milhão de usuários, sendo 250 mil no Brasil”, diz De Angeli. “Nossa solução é usada por 12 mil funcionários do Universal Music Group e 18 mil da Aventis. E está sendo testada por várias empresas sediadas no País”, conta.

O Englishtown oferece recursos de áudio e vídeo e cursos durante 24 horas por dia, sete dias por semana, assim como o também norte-americano Global English, que lançou no mês passado sua solução corporativa para ensino do idioma. O Global English conta com um gerador de relatórios on-line que permite que o gerente de Recursos Humanos acompanhe o progresso dos funcionários da empresa. Outra ferramenta disponível é um voice chat, onde estudantes de uma mesma companhia que apresentem o mesmo nível de aprendizado podem conversar entre si. O suporte é feito em tempo real na língua nativa do aluno, em 12 idiomas, incluindo o português.

De acordo com Roberto Caropreso, diretor responsável pela estratégia de mercado do    Global English no Brasil, dos 750 mil usuários no mundo da solução de ensino ao consumidor, 7% são brasileiros. Mas os planos da empresa são mais ambiciosos. Sua meta é conquistar 30 mil usuários do produto no País em dois anos. Graças a uma parceria mantida com a Faculdade Getúlio Vargas do Rio de Janeiro todos os estudantes de MBA (Master Business Administration) podem ter acesso aos serviços do portal. Por enquanto, somente a Procter & Gamble está testando a solução no País, mas a escola aposta no mercado nacional. Caropreso acredita que, comparada aos métodos de ensino de inglês tradicionais, a solução pode representar uma economia de aproximadamente 40% para as corporações.

Gazeta Mercantil - SP - Geral - pg.5 - 17/4/2001