Segunda-feira, 30 de junho de 2003

País facilita acesso de alunos estrangeiros

 

A ênfase em atrair estrangeiros e entre eles, executivos brasileiros, começou com o discurso do primeiro-ministro britânico Tony Blair ao G-8, em junho de 1999, no mesmo período em que adotou um conjunto de medidas de ensino para facilitar o acesso de estudantes estrangeiros.

 

Na época, foi criado um sistema mais sofisticado, reduzindo o visto de permanência para vários países e desde então o governo vem insistindo no marketing de que o Reino Unido é um portal para o resto da Europa, de avião, barco ou trem pelo Eurotúnel.

 

Brasileiros estão entre os estudantes que têm direito de trabalho em qualquer organização ou empresa (até 20 horas semanais, ou em período integral durante as férias) para alunos matriculados em cursos de período integral (mínimo de 15 horas/aulas semanais) com duração superior a seis meses. Nessa mesma condição também têm direito ao sistema de saúde britânico.

 

Em julho de 2002, o governo britânico publicou uma revisão orçamentária, prevendo um aumento recorde nos investimentos públicos em educação. De acordo com esse documento, o investimento deve crescer a uma média real de 6% ao ano, atingindo 5,6% do PIB em 2005/6, o que equivale a 57,8 bilhões de libras, ou pouco mais de R$ 270 bilhões. Hoje a parcela do PIB aplicada na área é 5,3%. (T.A.)  pag. B9