Ser arrojado vira trampolim para vaga em agência

FREE-LANCE PARA A FOLHA

No ano passado, o publicitário Antonio Marcio Ribeiro Junior, 29, investiu na tática de atrair a atenção do selecionador. Foi ousado, mas conseguiu o que queria.
Ribeiro Junior redigiu uma carta e mandou para a agência de publicidade W/ Brasil. O texto chegou às mãos do dono da agência, o publicitário Washington Olivetto, e teve o impacto de um outdoor. "Contei que havia escolhido a publicidade depois de assistir a uma palestra dele", lembra.
Na época, Ribeiro Junior ainda estudava engenharia, mas a influência de Olivetto mudou muitas coisas. "Passei a gostar mais de comunicação do que de números."
O que os aproximou de vez foi a China. Ele explica: "Dizia também no texto que havia morado lá, e ele, por coincidência, tinha acabado de voltar daquele país."
A ousadia -e a coincidência- acabaram valendo uma vaga de estagiário que durou quatro meses.
"Fui um dos poucos a conseguir uma chance sem depender de indicação", afirma. "Antes disso, passei por quase dez dinâmicas de grupo em processos seletivos de outras empresas, mas acabava eliminado." (VB)
Folha de S. Paulo - Empregos - pag. 2  27/01/2002