Empresas oferecem estágios no exterior

Analisa Spaggiari

Os programas de educação intercultural por meio de serviços no exterior têm investido agora nos programas de trabalhos ou estágios, remunerados ou não, para estudantes universitários e profissionais que queiram complementar a sua carreira ou melhorar a língua estrangeira. O investimento não é barato. Um programa assim varia de R$ 4 mil a R$ 10 mil.

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Segundo Claudia, a maioria dos profissionais que procuram por estágios vem das áreas de Business, Finanças, Publicidade, Marketing, Jornalismo e também de Web Design.

O programa de estágios nos EUA é obrigatoriamente de no mínimo um mês de curso de inglês, sendo necessário que a pessoa já esteja em um nível avançado, com uma carga horária de 30 horas semanais. Já o estágio pode ter duração de 4 a 8 semanas. O programa de dois meses, entre estudo e estágio, tem um custo de R$ 5 mil, em média, sem contar acomodação e refeição. “Durante o mês de estudo, o pretendente passará por entrevistas com as empresas interessadas em tê-lo como estagiário. Vale lembrar que esses estágios não são remunerados”, ressalta Claudia.

Já no Canadá, o programa pode ter uma duração maior, ficando até 24 semanas, metade para curso e metade para estágio. “Como o país tem um custo de vida mais baixo o programa sai por cerca de R$ 4 mil o pacote similar ao dos EUA”.

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O programa proporciona ao estudante experiência da vida cotidiana e da cultura americana, ao mesmo tempo em que aprimora sua habilidade com a língua inglesa. “Os jovens trabalharão em estações de esqui e resorts, fazendo serviços desde a manutenção de aparelhos até o serviço de limpeza nesses lugares. Eles receberão a remuneração em dólares, ganhando por hora”, afirma Robles.

Em média, ganha-se R$ 17 por hora, trabalhando 40 horas por semana. No mês, o estudante pode ganhar até R$ 3 mil. De acordo com Robles, os jovens que estarão trabalhando nos EUA terão todos os direitos de um cidadão americano, trabalhando legalmente por quatro meses.

O programa inclui passagem aérea, colocação no emprego, documento trabalhista, seguro saúde no Brasil e nos EUA. O investimento é de R$ 4.750 mil mais R$ 80 de taxa de entrevistas e provas de inglês. “Para o jovem poder trabalhar no exterior, é necessário estar em um nível intermediário de inglês, no mínimo. De acordo com a fluência, é determinado o cargo de trabalho”, diz Robles.

A acomodação é na estação de esqui, em alojamentos compartilhados por esses estudantes, e não está inclusa no programa.

DCI - pag. A6  - Serviços - 14/05/02

Retorno financeiro compensa gastos

Muitos jovens têm se interessado em trabalhar no exterior, para ganhar um dinheiro extra e melhorar seu inglês.

A estudante de economia, Fernanda Harue de Almeida, 19 anos, passou por essa experiência. Em dezembro do ano passado, após passar por alguns testes e entrevistas em inglês pela Cultura Global Intercâmbio Cultural, ela foi para os Estados Unidos trabalhar como garçonete em um restaurante da estação de esqui de uma pequena cidade do país.

“Eu já tinha feito alguns cursos de inglês, inclusive nos EUA, mas dessa vez queria trabalhar lá”, conta Fernanda. Ela ficou no País durante 3 meses, mas deu para juntar um dinheiro para arcar com as despesas gastas com o programa e ainda sobrou para juntar para a próxima viagem.

“Eu ganhava R$ 9 por hora e ainda 20% em cima da conta das mesas que eu atendia. Alguns finais de semana eu conseguia faturar até R$ 2 mil”, diz Fernanda. Entretanto, as despesas com acomodação, refeição e transportes estão à parte do investimento no preço do programa. “Por semana, eu gastava cerca de R$ 240. O legal de uma viagem assim é que você fica mais responsável, pois você administra seu dinheiro e tem suas obrigações”.

Já Gustavo Soares Jardim, estudante de engenharia, 19 anos, também participou do programa organizado pela Cultura Global em dezembro de 2001 e foi trabalhar em uma estação de esqui na área de manutenção de equipamentos.

“Eu ganhava R$ 17 por hora. Fiquei três meses. O mais legal foi a oportunidade de conhecer e treinar meu inglês com pessoas diferentes”, conta Gustavo. Ele ainda ressalta que ter domínio da língua é muito importante na hora de embarcar em um programa assim, pois no trabalho, você lida diretamente com as pessoas.

Fonte: DCI - pag. A-6 - Serviços/14-05.2002