Prêmio Opinião Pública em sua 20ª edição


Promovido pelo Conrerp – Conselho Regional dos Profissionais de Relações Públicas, o Prêmio Opinião Pública homenageia, nesta segunda-feira, dia 3, em cerimônia no Hotel Sofitel de São Paulo, os melhores cases do ano em cinco categorias: Relações com a Comunidade, Relações com Públicos Específicos, Relações com o Público Interno, Eventos e Administração de Crises.

As grandes vencedoras foram, respectivamente: Rigesa, Celulose, Papel e Embalagens, de Campinas (SP), com o "Projeto Aprendendo com a Árvore – Paca", coordenado por Desirée Colucci Martini; Concessionária da Rodovia Osório, de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, com a "Estação Free Way", orientado por Daniela Rodrigues da Cunha; Samarco Mineração, de Minas Gerais, com o case "Elaboração e Implantação do Programa de Gestão da Comunicação Interna", sob a responsabilidade de Maria Aparecida de Paula; Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (RS), com o projeto "CIC – 100 Anos de História", organizado por Maria Lúcia Bettega; e, por fim, World Trade Center de São Paulo, cujo case "Na crise do terror, a vitória da paz" teve coordenação externa, realizada pela ADS Assessoria de Comunicações, sob a supervisão de Ingrid Jandira Rauscher.

Este último case merece destaque, visto que a ADS era responsável pela divulgação do evento, marcado pela World Trade Centers Association para acontecer na capital paulista, nos dias 13 e 17 de outubro. No dia 11 de setembro, com a destruição da sede da Associação nos Estados Unidos, o encontro corria sérios riscos, assim como o "Show do Brasil", evento de comércio exterior paralelo à assembléia.

"Até o último minuto estávamos em dúvida sobre a realização do evento, um projeto no qual vínhamos trabalhando há um ano. Tudo teve de ser reformulado, pois o conceito das relações internacionais mudou no dia 11 de setembro. Embora o ataque tenha sido a um símbolo da pujança econômica dos Estados Unidos, o pessoal do WTC em São Paulo também ficou um pouco temeroso. Além disso, estava programada a participação de outros WTCs e muitas viagens começaram a ser canceladas.

O clima de festa, típico do Brasil, previsto para dar a tônica ao evento, tornou-se, de repente, politicamente incorreto. E também esse conceito foi alterado. Apesar de tudo isso, a situação foi uma oportunidade para posicionar o WTC no Brasil. As pessoas agora sabem das funções da instituição, que também acabou adquirindo maior projeção", avalia Rauscher.

Apesar do quadro nada animador, a assessoria fez valer o refrão brasileiro "Levanta, sacode a poeira, dá a volta por cima", e realizou o encontro, obviamente respeitando e rendendo as devidas homenagens às vítimas dos atentados em Manhattan.


Roseani Rocha
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  Revista About online 05.12.2001