A PRÓXIMA VÍTIMA

A decisão do Presidente Fernando Henrique, de não respeitar o acordo
com o Congresso, com relação à questão do Imposto de Renda continua a provocar
reações e a receber o repúdio dos mais variados segmentos da sociedade. Como
se sabe, os senadores e deputados aprovaram a correção da tabela do imposto de
renda em 17,5% e haviam obtido a concordância do governo que prometera respeitar
a decisão do legislativo. FHC, entretanto, decidiu não cumprir a palavra empenhada e
vetou o projeto de lei do Congresso, em atitude com pouquíssimos precedentes
políticos. Em seu lugar editou a MP número 22, a qual além de adiar para 2003 a
correção da tabela na declaração de ajuste anual, ainda penaliza as empresas de
prestação de serviços com o aumento de quase 200 por cento na base de cálculo da
CSLL.

Protestando veementemente contra essa absurda medida, o presidente
do SESCON- Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis, de Assessoramento,
Perícias, Informações e Pesquisas no Estado de São Paulo Carlos-  José de Lima
Castro declara que as empresas do segmento de serviços não concordam com a
decisão do governo em transformá-las no "bode expiatório" da questão.

"O governo alega estar perdendo arrecadação e isso não é verdade. A
tabela de imposto de renda deveria ser corrigida anualmente, o que não é feito
desde 1996. De lá até agora a inflação superou  a marca de 40%, segundo a maioria
dos institutos de pesquisa. Após muita luta o Congresso aprovou a correção da
tabela em apenas 17,5% e, ainda assim, o governo se nega a aceitá-la", comenta
Castro.

"E, ademais, piorou as coisas", acrescenta Castro. "Em decisão que só
pode ter partido da cabeça de algum burocrata alienado, o governo decidiu cobrar
essa inexistente perda de arrecadação de um setor da sociedade já altamente
penalizado: o das empresas de prestação de serviços".

Continuando, esclarece Castro: " as micro e pequenas empresas de prestação de
serviços já vêem lutando contra a discriminação a que estão submetidas. Não lhes é
permitido optar pelo Simples como acontece com os demais segmentos de
negócio. Não se deve perder de vista que as empresas de prestação de serviços
são as  que mais empregam e que mais contribuem para a geração de postos de
trabalho".

Conclui Castro afirmando: "os trabalhadores vêem sendo vítimas da
Receita Federal desde 1996.As empresas de prestação de serviços foram agora
eleitas como as próximas vítimas.

Maiores informações e agendamento de entrevistas com as Relações
Públicas Rita de Cássia, e Cristiana Andrade pelo telefone 3022-7502 www.grunase.com.br