WPP nega rumor sobre fraude contábil

Das Agências Internacionais de Londres

As ações do grupo britânico WPP CAIRAM 5,56% ONTEM NA Bolsa de Londres apresar da empresa ter refutado informações publicadas em jornais britânicos durante o fim de semana sobre irregularidades na contabilidade do maior conclomerado de comunicação do mundo.  A queda acentuada, contudo, foi pouco maior do que a desvalorização  de 5,21% do índice FTSE 100 – o mais representativo da bolsa londrina -, do qual os papéis WPP fazem parte.

Segundo as informações publicadas, a empresa estaria realizando a amortização de seus ativos intangíveis de maneira mais lenta do que seria o correto, o que teria influenciado positivamente o resultado a empresa. Nos primeiros cinco meses do ano, a empresa registrou queda de 8% na receita, em virtude da crise pela qual passa o setor. No ano, as ações da empresa acumulam queda de 35% em Londres.

 

Expansão agressiva

As informações divulgadas pela imprensa britânica diziam respeito, principalmente, aos intangíveis relacionados às aquisições feitas pelo grupo. Nos últimos dois anos, o WPP comprou 77 empresas por um total de 3,7 bilhões de libras (R$ 16,76 bilhões). Entre esses ativos estão contabilizadas as marcas das companhias compradas. Para este ano, esta amortização deve somar 20 milhões de libras (R$ 90,6 milhões). Ontem, a empresa divulgou comunicado onde dizia que apesar da retração do setor onde atual, não haverá problemas em amortizar este valor em 2002.

A empresa também informou que adota dois métodos de amortização. Um para as empresas de pouca expressão que comprou onde o valor será contabilizado ao longo de 20 anos e outro para as grandes agências de publicidade como J. Walter Thompson, Ogilvy & Mather Internacional e Young & Rubicam, no qual a contabilidade dois intangíveis é feita ano a ano. Aa diferença deve-se ao fato de que a empresa acredita que essas agências tem um valor econômico  constante em virtude de suas marcas e de suas participações no mercado.

Fonte: Gazeta Mercantil – Mídia & Marketing – pág.  C-8 23 de julho de 2002.