MANIFESTO

Recebido do CONRERP/DF o manifesto abaixo, que tem o apoio do SINPRORP. Solicitamos que cada profissional contribua com sua colaboração.

Sindicato dos Profissionais Liberais de Relações Públicas no Estado de São Paulo.

São Paulo, 14 de Junho de l999.

"Caro Wilson,

Recebi sua correspondência de 07 do corrente e vou providenciar seu pedido. Mas acho que no DF só existem duas assessorias de RP registradas. A mais importante é a RP LABOR, do Newton Garcia, cujo endereço eletrônico é rplabor@linkexpress.com.br

Aproveito a oportunidade para enviar informações sobre o ensino de Relações Públicas pedindo para que divulguem o máximo possível entre os colegas. Fico às ordens para maiores e melhores explicações sobre o assunto.

Colegas Relações Públicas, Publicitários e Jornalistas,

Estou enviando abaixo o texto de um boletim que mandamos para os profissionais registrados no Conselho Federal de Profissionais de Relações Públicas do Distrito Federal, protestando a respeito da divisão da área de Comunicação Social provocada por alguns colegas jornalistas e aceita pelo MEC. Estamos solicitando a todos que concordem com nossas posições que enviem uma mensagem de protesto ao Ministério da Educação. Para compreender melhor o que está acontecendo sugerimos uma visita ao site do Laboratório de Imprensa onde existe um dossiê completo sobre o assunto. http://www2.uol.com.br/observatorio/

Um abraço a todos.

Elizabeth Brandão
Presidente do CONRERP/DF
pazitob@tba.com.br
Fone: (061) 274 4035
Fax: (061) 273 6543


PELA UNIÃO DA COMUNICAÇÃO SOCIAL

O informativo do CONRERP 6ª Região traz notícias polêmicas sobre nossa área. Trata-se da separação da habilitação de Jornalismo do restante da Comunicação Social, por solicitação da FENAJ e de alguns professores de jornalismo, encaminhada ao MEC, na qual nossos colegas pedem uma Comissão de Especialistas só para esta área.

O fato bizarro é resultado de uma longa discussão que começou com a proposta de mudança das Diretrizes Curriculares para o Curso de Comunicação Social, colocada pelo MEC. Uma facção de professores, liderada pelo curso de Jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina, e parte da Diretoria da FENAJ tomaram posição contra a liberalização do currículo, antiga reivindicação de alunos e professores, e contra as tendências que foram colocadas, democraticamente, por representantes de diversos órgãos de comunicação, em reunião no Ministério da Educação em Fevereiro deste ano. Descontentes, o grupo articulou politicamente contra essas tendências liberalizantes conseguindo o apoio do próprio MEC que autorizou a constituição de uma Comissão só para jornalismo.

As Comissões de Especialistas são constituídas, em geral, por 5 professores, de reconhecida competência em suas áreas, indicados pelas Universidades Federais. Existe uma Comissão para cada curso superior existente nas Universidades Federais e elas têm por objetivo acompanhar o ensino de suas respectivas áreas, dar parecer nos processos de solicitação de novos cursos, enfim, representam o pensamento acadêmico de cada setor do conhecimento dentro do Ministério. Portanto, existe uma Comissão de Especialistas em Comunicação presidida, atualmente, pela Professora Sidinéia Gomes Freitas que é também a Presidente do CONFERP - Conselho Federal de Profissionais de Relações Públicas, e composta por mais quatro membros. Pois foi essa Comissão que foi desautorizada pelo MEC que criou uma nova só para jornalismo, como se esta habilitação não fizesse parte da Comunicação Social.

Solicitamos aos colegas que compartilham nossa posição que copiem, assinem e enviem as mensagens de protesto colocada abaixo, dirigidas ao Ministro Paulo Renato de Souza da Educação e ao Secretário de Educação Superior do MEC, Abílio Afonso Baeta Neves.

Senhor Ministro,

Como profissional de Comunicação, venho protestar contra a divisão que o Ministério da Educação está fazendo na área de Comunicação Social com a criação de uma Comissão de Especialistas específica para a habilitação de Jornalismo. Esta medida, tomada à revelia da opinião das faculdades, professores e alunos, prejudica o ensino e o exercício profissional da Comunicação em todo o país, contribui para o corporativismo e testemunha contra a posição liberal e democrática que o próprio Ministério vinha defendendo em relação às diretrizes curriculares.

A Sua Excelência o Senhor
Paulo Renato de Souza
Ministro da Educação
webmec@mec.gov.br

Senhor Secretário,

Como profissional de Comunicação, venho protestar contra a divisão que o Ministério da Educação está fazendo na área de Comunicação Social com a criação de uma Comissão de Especialistas específica para a habilitação de Jornalismo. Esta medida, tomada à revelia da opinião das faculdades, professores e alunos, prejudica o ensino e o exercício profissional da Comunicação em todo o país, contribui para o corporativismo e testemunha contra a posição liberal e democrática que o próprio Ministério vinha defendendo em relação às diretrizes curriculares.

Ao Senhor
Abílio Afonso Baeta Neves
Secretário de Educação Superior do MEC
webmec@mec.gov.br 


COMISSÃO DE JORNALISMO - URGENTE

Dou conhecimento a todos da íntegra do Parecer 687/99 (Processo 23001.000188/99-95) dado pela Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação sobre o pedido de criação de uma Comissão de Especialistas de Ensino de Jornalismo (o documento me foi encaminhado nesta data pela secretaria do CNE). Peço que seja dada a divulgação possível ao documento:

"I - RELATÓRIO 

O Coordenador Geral de Avaliação do Ensino Superior - DEPES/SESu, de ordem, encaminha à apreciação do CNE proposta de criação de Comissão de Especialistas de Ensino de Jornalismo. A justificativa apresentada pode >ser restringida à inserção da habilitação no Exame Nacional de Cursos em >separado da área de Comunicação Social. 

II - MÉRITO 

Com efeito, a proposta fundamenta-se na justificativa mencionada, tendo em vista que as duas outras - "necessidade evidente de tratamento diferenciado das demais habilitações da área de Comunicação, em decorrência de mais especificidades e oportunidade de resgatar o perfil do jornalista, dentro da concepção de atualidade e modernidade das mais bem conceituadas escolas de formação" são válidas para as diversas habilitações das direrentes áreas, bastando como exemplo indicar Comércio Exterior, habilitação contemporânea frequënte na área de Administração. 

A inserção da habilitação jornalismo no Exame Nacional de Cursos, por sua vez, precisaria ser entendida como uma amostra das competências desenvolvidas no âmbito da área de Comunicação Social, área essencialmente interdisciplinar e multidisciplinar, que engloba a produção do sentido e mesmo do próprio real mediante símbolos consubstanciados em múltiplas linguagens. Por outro lado, do ponto de vista prático, admitir a transformação de uma amostra de uma área de conhecimento em um campo específico de formação profissional pode ensejar o fortalecimento de especialismos ou da especialização em si, numa perspectiva contrária às tendências hodiernas de formação horizontalizada. 

III - VOTO DA RELATORA 

Diante do exposto e por entender que não cabe estabelecer diretrizes e >parâmetros para habilitações específicas, sou de parecer contrário à proposta de criação de Comissão de Especialistas de Ensino de Jornalismo. 

Brasília-DF, 7 de julho de 1999 
Conselheira Silke Weber - Relatora 
IV - DECISÃO DA CÂMARA 
A Câmara de Educação Superior acompanha o voto da Relatora 
Sala das Sessões, 7 de julho de 1999 
Conselheiros Roberto Cláudio Frota Bezerra - Presidente 
Arthur Roquete de Macedo - Vice-Presidente 

A respeito desse documento e dos desdobramentos que ele apresenta, gostaria de fazer duas observações que envolvem minha responsabilidade como membro da atual CEE-COM: 

1) A decisão oficial do Conselho Nacional da Educação é clara e parece encerrar uma etapa das discussões havidas até agora. Mas apenas uma etapa, insisto, porque o debate em torno dos rumos dos cursos de Comunicação não terminou: ele próprio colocou em evidência questões para as quais a atual Comissão do MEC deverá estar atenta na implementação das Diretrizes Curriculares (que já foram entregues à Secretaria de Ensino Superior do MEC no dia 20 de junho), inclusive com a participação dos colegas da Comissão de Jornalismo; 

2) É preciso, agora, que a SESu convoque, com urgência, a Comissão de Especialistas, a fim de que ela própria - como parece indicativo na deliberação do CNE - volte às suas atividades regulares sob pena de termos uma desarticulação geral das instituições de ensino que ministram cursos de Comunicação.