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oletim Eletrônico da Agência de Relações Públicas – Unidade Experimental
  Curso de Relações Públicas - Universidade Metodista de são Paulo.
Ano II - Número 12      16 de abril 20
01

 

Coordenadora do curso de relações públicas da UMESP é entrevistada pelo Diário Popular

 

"Atualmente é errado imaginar que o profissional de comunicação só precisa saber se comunicar. Conhecer dois idiomas, ter domínio de informática e saber um pouco de tudo é mais importante do que simplesmente saber se comunicar". Essa declaração é da professora Maria Aparecida Ferrari, coordenadora do curso de Relações Públicas da Universidade Metodista e foi publicada no caderno Cursos e Concursos do Diário Popular, do dia 8 de abril. A comunicação sem fronteiras é a chamada de capa do caderno. Sob o título "Olhos voltados para o mundo" (página 3) apresenta a opinião dos profissionais entrevistados sobre as exigências que irá enfrentar o vestibulando que pretende seguir carreira na área de Comunicação.

A foto de Maria Aparecida aparece ao lado do emérito profissional de relações públicas o professor Erasmo de Freitas Nuzzi, diretor da Faculdade Cásper Líbero. Com a sabedoria que lhe é própria insiste que a formação fundamental dos estudantes de Comunicação se baseia principalmente no estudo da Língua Portuguesa – instrumento vital no trabalho dos profissionais da área – e da sociedade e política nacional.

Parceria entre clientes e agências
revitaliza
Projeto Experimental.

 

Realizou-se, no dia quatro de abril, na Universidade Metodista, o primeiro encontro entre clientes e as equipes das Agências de Projeto Experimental de Relações Públicas, promovido pela Coordenadora do Curso, Professora Dra. Maria Aparecida Ferrari. O objetivo maior foi o de integrar academia/mercado, aproximar clientes das equipes de trabalho, aumentar sua credibilidade na universidade, nos propósitos do curso de Relações Públicas e nos formandos, que lhes oferecem o melhor de seus esforços ao elaborarem para suas empresas o Projeto Experimental.

Compareceram ao evento clientes das doze Agências constituídas em 2001, que já criam seus Projetos, os professores Waldemar Kunsh, Denize Guazelli, Isildinha Martins, Fábio França e todos os alunos do sétimo semestre de Relações Públicas.

A coordenadora do curso recepcionou os convidados nominando-os segundo a posição que ocupam nas empresas que representam. Explicou os objetivos e as etapas de produção do Projeto Experimental, exigência legal para a aprovação do formando em Relações Públicas.

O professor Fábio discorreu sobre as etapas de desenvolvimento estratégico do trabalho e ressaltou a importância do envolvimento dos clientes com as equipes para o sucesso de um trabalho de interesse de ambas as partes. Os clientes entusiasmados elogiaram a iniciativa do curso de Relações Públicas, apresentaram sugestões, prontificaram-se em manter as portas abertas e a colaborar com os formandos, acompanhando-os até a apresentação oficial e solene dos projetos, no final do curso. Ao encerrar o evento, a professora Maria Aparecida manifestou seu reconhecimento aos clientes, dizendo que sua presença dava início a nova fase na aproximação da universidade com o mercado e que a parceria agora criada viria revitalizar ainda mais o curso de Relações Públicas.

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G
estão de pessoas e estratégia de negócios é tema de novo lançamento da FGV.

E
m evento ocorrido no dia 4 de abril, no clube Antarctica-Fundação Getúlio Vargas, o professor Victor Cláudio, em parceria com os professores Takeshy Tachizawa e Antônio Fortuna, lançou o livro Gestão com pessoas uma abordagem aplicada às estratégias de negócios. O livro inaugura a coleção FGV Negócios e estuda a influência direta da gestão de pessoas como parceiras na execução das estratégias corporativas. O autor é diretor acadêmico do Instituto Metodista Bennett no Rio de Janeiro.

RELAÇÕES PÚBLICAS NA TV

A
profissão de relações públicas foi discutida no programa Trampolim da RedeSTV, Canal Net 3 São Paulo, que foi ao ar no dia 28 de março. O Sinprorp divulgou amplamente o fato e comentou que o TRAMPOLIM desvenda os segredos dos mais diversos mercados de trabalho, sempre com a presença, no estúdio, de estudantes e de um profissional experiente do setor abordado. Entre os estudantes que participaram do programa estavam alunos da Unisa, da USP, da Cásper Líbero e o Everton Schultz Ramos, do VII semestre de relações públicas da Universidade Metodista, que participou ativamente dos debates comandados pela profissional Sílvia Liberatore, da FAAP, e pelo jornalista Cadão Volpato, apresentador do programa.

 

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PESQUISA É "CAIXA DE FERRAMENTAS?"  

 Os pesquisadores estão em alta na política, nas grandes organizações e nas indústrias. Os pesquisadores começam a ser procurados com maior freqüência e remunerados condignamente. Sabe-se que uma das atividades de relações públicas é a pesquisa. Mas, de que pesquisa estamos falando e qual sua importância no desenvolvimento do conhecimento?

A indagação é da professora da UMESP Ms Márcia Perencin Tondato, responsável pelo Núcleo de Pesquisas da Agência Experimental de RP. Estão aqui suas opiniões expressas em entrevista dada a este informativo.

CANAL RP: Qual a importância da pesquisa para o profissional de RP?

Professora Márcia: Quando falamos em pesquisa, falamos na aplicação de um método ordenado de trabalho na busca e compreensão da realidade, implicando a observação, o registro, a análise e a interpretação, indo além da casualidade. É através da pesquisa que chegamos ao sentido dos fenômenos, ainda que nem sempre à sua explicação, no caso das Ciências Sociais.

Falando especificamente da pesquisa em Relações Públicas, representa a atividade através da qual entramos em contato com a realidade das situações de forma científica, sem ‘ achismos’. Comumente fala-se em pesquisa como sendo uma ferramenta da atividade de Relações Públicas, já falou-se em ‘caixa de ferramentas’. Na verdade, pesquisa deve ser vista não como ferramenta, nem como ‘caixa de ferramentas’, mas sim como uma atividade da profissão cada vez mais importante na medida em que serve para nos aproximar dos públicos estratégicos, desvendando-os e fazendo com que eles conheçam as empresas da forma que lhes for mais pertinente. Em uma abordagem de mão dupla, conforme classificação de GRUNIG, um relacionamento baseado na construção mútua empresa - públicos, depende diretamente da aplicação dos resultados de pesquisas que tenham como foco a atuação destes dois pólos.

CANAL RP: o currículo atual, oferecido pelo curso da faculdade, prepara de modo adequado, o aluno para a área de pesquisa?

Professora Márcia: Sim. Logicamente devemos lembrar que ‘preparo’ implica em um trabalho de duas mãos de direção, transmissão – recepção.

No sentido da transmissão, o currículo atual, contempla as várias etapas da metodologia da pesquisa científica, respeitando os níveis de desenvolvimento do aluno que chega do segundo grau e entra em um ambiente novo e diferente de construção do conhecimento preparo para vida, pessoal e profissional. A distribuição da disciplina pelos semestres acompanha o crescimento intelectual do estudante, indo do contato com a ciência do conhecimento, até a aplicação prática de seus procedimentos.

No sentido da recepção, cabe ao aluno ficar atento para as situações em que possa por em prática os conhecimentos na medida em que os vai adquirindo. Para isto é preciso, além da participação no processo da aquisição, engajar-se na reflexão sobre este processo, questionando os mestres quando necessário, participando do processo ensino –aprendizagem, ampliando as perspectivas de relacionamento e desenvolvimento.

CANAL RP: Que orientação daria para os estudantes de relações públicas?

Professora Márcia: em relação à pesquisa? Ao curso? Bem, vamos tentar algo que contemple os dois.

No ambiente atual, seja em termos particulares ou não, foi-se a época da tentativa – erro. Podemos até trabalhar neste sentido, mas com fundamentação. O que quero dizer – lugar comum – estamos na era da informação, informação é poder, isto significa que qualquer que seja nossa atividade, não basta mais querer fazer, é preciso saber fazer. Saber fazer implica, por sua vez, conhecer a situação, conhecer as regras que a regem. Ainda que meu objetivo seja a mudança, eu preciso deste conhecimento prévio. Hoje em dia, dificilmente uma empresa inicia um novo processo, em qualquer área, produtos, relacionamentos, sem algum conhecimento prévio.

O sucesso, ouvi isto em algum lugar, gostei, que me desculpe o autor por não fazer a citação completa, é igual preparação mais oportunidade. Parte da preparação, a instituição de ensino fornece através das disciplinas e das atividades extra - classe; parte da oportunidade, o mundo oferece, com o avanço tecnológico e a crescente necessidade de profissionalização. Mas a complementação do processo só acontece com o empenho do estudante no aproveitamento da preparação e no reconhecimento das oportunidades.

 

  Página 3

 

RP on line     

Gerenciar crises é importante atribuição dos profissionais de relações públicas. Crises existem de vários tipos, podem ser previstas ou não, mas a forma de administrá-las é vital para a preservação da imagem da empresa ou até para sua sobrevivência. Os casos aqui em pauta merecem ser estudados em profundidade pelos profissionais de relações públicas.

Momentos de crise

Entre os respeitados profissionais que participaram do 4° Congresso Brasileiro de Jornalismo Empresarial, Assessoria de Imprensa e Relações Públicas, encontrava-se Alvin Golin, respeitadíssimo profissional de relações públicas dos Estados Unidos e fundador da Golin/Harris Internacional, hoje com 71 anos. O Estado de São Paulo, de sexta-feira, 6 de abril, no caderno de Economia, B9, Mídia e Publicidade, noticiou que Golin deu a receita que as empresas devem adotar nos momentos de crise com o seguinte texto: "A transparência das informações, mesmo nos períodos de crise, é a melhor estratégia de uma empresa para angariar a simpatia dos consumidores, evitando até perda de mercado para concorrentes que aproveitam esses momentos".

 

 

Momentos de crise

 

A revista Exame (Edição 737, ano 35, n° 7, 4/Abril/2001, pp. 40-53) trata em reportagem de capa a crise da Petrobrás. Refere-se diretamente ao gerenciamento de crise, ensinado pelas escolas de administração e as agências de relações públicas. Exemplifica o tema e cita os erros e acertos de conglomerados que tiveram de repente de enfrentar grandes crises: o envenenamento do Tylenol, da Johnson e Johnson (1982), o mal-estar causado a 100 pessoas após o consumo de Coca Cola, na Bélgica (1999), o desastre ecológico ocorrido com o petroleiro Exxon Valdez, no Alasca em 1989, o acidente da TAM na queda do Fokker-100, em 1996, que vitimou 99 pessoas, o defeito nos pneus da Bridgestone/Firestone e Ford, apontados como causa da morte de 100 pessoas e, evidentemente, o caso do afundamento da plataforma P-36 da Petrobrás. A reportagem merece ser analisada em profundidade nas aulas de relações públicas ao lado dos freqüentes derramamentos de milhares de barris de petróleo pela Petrobrás e da mudança de seu nome para Petrobrax.        

 

Momentos de crise

 

A coluna Veríssimo "Tapete humano", publicada na mesma edição do jornal O Estado de S Paulo citada acima (Política, página A4) também merece leitura dos estudantes de relações públicas. A coluna – sempre inteligente, cativante, viperina – desta vez relembra a crise política gerada em Brasília pela tentativa da oposição em criar a CPI da corrupção. Inicia a matéria dizendo "Relações Públicas é uma profissão tão respeitável e necessária quanto a do advogado". Depois de afirmar qual o objetivo da atividade diz, com propriedade: "O diabo é quando as relações públicas encampam uma vida ou uma administração e tentam substituir a realidade pela imagem". Mas escorrega ao escrever "O lançamento da tal Corregedoria Geral para aliviar a pressão por uma CPI é tão transparentemente um golpe de RP..." Por que não seria um golpe de publicidade, um golpe político ou não ir direto ao tema, sem nenhum eufemismo, - um golpe de falta de ética? Por que associar a relações públicas o acobertamento de artimanhas e maracutaias de governos, políticos e empresas? Os Códigos de Ética que orientam os profissionais de relações públicas no mundo inteiro ensinam, como Alvin Golin, que a transparência e a ética são características da atividade e em nenhum de seus artigos afirmam que é próprio de relações públicas "substituir a realidade pela imagem". Definitivamente, o golpe não é de RP, que, por princípio ético, não joga nada debaixo do tapete. O ilustre Veríssimo cochilou, mas Horácio, na Ars poetica, já observava que isso acontecia até com o grande Homero ...quandoque bonus dormitat Homerus.

 

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Expediente

 O Canal RP : informativo eletrônico quinzenal do Núcleo de Produtos da Agência de Relações Públicas Unidade Experimental da Universidade Metodista de São Paulo (UMESP).
  Seu objetivo é divulgar  e
promover a atividade profissional , tendo como referencial a qualidade Umesp e seu
curso de  Relações Públicas

Equipe de produção: Augusto Nascimento dos Santos Caio,
                                  Laudelina Pereira Leonardo,
                                 Mara Oliveira Martine,
                                 Mariana de Marco Geraldine e
                                 Michelle Yendis.

Coordenador do Núcleo de Produtos : Prof Ms Fábio França (MT 1888)
Coordenadora da Agência: Profa Ms Isildinha Martins

FACULDADE DE JORNALISMO E RELAÇÕES PÚBLICAS
Diretora:  Profa
Dra.  Maria Aparecida Ferrari
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Coordenadora do Curso de Relações Públicas: Profa Dra. Maria Aparecida Ferrari

E-mail:
agenciarp@metodista.br