Boletim Eletrônico da Agência de Relações Públicas – Unidade Experimental       Curso de Relações Públicas - Universidade Metodista de São Paulo  Ano II - Número 13     27 de abril 2001
 
 Nesta    Edição 
  • Empresários e relações públicas
  •   Mercado de  trabalho
  •   Novas instalações na Metodista
  • "Pacto São Paulo"
  • RP on-line
  • Dica bibliográfica
  • Quem é responsável por RP?

 

 

Dica bibliográfica.

 

      Dificuldades há muitas para os estudantes em encontrar bibliografia atual sobre RP, em especial livros sobre temas especializados. O Canal RP quer colaborar com os estudantes que o recebem e trocar informações sobre autores de valor e matérias que contribuam para o estudo da atividade profissional de relações públicas. Confira.

     Livro: Planejamento estratégico: o melhor roteiro para um planejamento estratégico eficaz: 2a edição: Paul Tiffany, Steven D. Peterson: tradução Ana Beatriz Rodrigues, Priscilla Martins Celeste - Rio de Janeiro: Campus, 1998, 447 pp. (Série para dummies). O planejamento estratégico é de importância básica para o sucesso de qualquer empresa e também para a elaboração dos projetos experimentais de relações públicas. Este livro da famosa Série Para Dummies ajudará qualquer estudante de relações públicas a obter sucesso na realização de seu trabalho de conclusão de curso. "Esqueça os livros antigos e os manuais cansativos que você leu sobre como desenvolver planos estratégicos – compre um exemplar de Planejamento Estratégico Para Dummies. É a abordagem mais abrangente e direta ao planejamento estratégico que já li, e realmente funciona" (Eileen E. Clancy, diretora de desenvolvimento de recursos humanos, Lamson & Sessions). O livro será útil tanto para o seu trabalho como para determinar os rumos da carreira futura do estudante. Didática clara, inovadora: " o jeito divertido de aprender".

Atualize-se: Consultar revistas e jornais especializados em negócios é outra fonte á qual podem recorrer os estudantes de relações públicas, pois não há, no Brasil, revista que dê cobertura aos assuntos de seu interesse imediato. A revista EXAME (edição 738, Ano 35, n° 8, 18/4/2001) traz três matérias para serem discutidas em sala de aula: Fala presidente – p. 22; A empresa de um rosto só – p. 46; Espelho, espelho meu – p. 34. Consulte também "EXAME sãopaulo", parte integrante da edição, que aborda a bilionária indústria de eventos.   

"Os empresários não conhecem relações públicas".

Há uma série de frases feitas sobre a atividade profissional de relações públicas. Uma que se ouve com freqüência é a de que ‘os empresários não conhecem relações públicas’. Até que ponto é verdadeira?

Para empresários de visão global, conscientes da necessidade de relacionamentos estratégicos planejados com seus públicos, a frase é falsa. Sabem como ninguém qual a importância de RP e como essa atividade pode contribuir para a consecução de seus objetivos institucionais e comerciais. São eles, aliás, os primeiros "relações públicas" das empresas que presidem. Pode lhes faltar "técnicas" de como agir de forma a obter melhores resultados da atividade e podem até estar à procura de excelente profissional, mas têm dificuldade em encontra-lo.

A frase, em sua generalidade, pode ser assim considerada:

A)  Há empresários perfeitamente cientes da importância e das funções de relações públicas e do que a atividade pode fazer por suas empresas.

B) Há empresários que ainda encontram dificuldade em compreender a atividade e em saber de que forma pode contribuir para seus empreendimentos. Na maioria das vezes, têm maior contato com jornalistas e com assessorias de imprensa, motivo pelo qual preferem contratar jornalistas, imaginando que poderão lhes dar um retorno imediato em termos de divulgação na mídia.

C) Há empresários que desconhecem, de fato, a atividade de RP, mas não são maioria.

E se a afirmação do início fosse convertida na seguinte pergunta: "os profissionais de relações públicas estão preparados para corresponder aos objetivos dos empresários?"

 

Quem rouba o mercado de quem?...

  "Estão roubando nosso mercado" é um refrão que se ouve com freqüência de profissionais que acreditam existir outros mais espertos invadindo sua área de atuação protegida por lei. Há profissionais de relações públicas que se julgam os mais prejudicados, pois "há muita gente" fazendo o que deveria ser próprio de sua atividade.

Mas, há uma série de cursos no mercado que tratam de temas relacionados à atividade profissional de relações públicas e que não são promovidos por entidades desse setor. Por exemplo: seminários sobre comunicação corporativa, organizacional, relacionamento com a imprensa, clientes, público interno e comunidade; gerenciamento de crises, de problemas emergentes, cursos de relações internacionais, de relacionamentos estratégicos em empresas privadas de serviço público, organização de eventos, cerimonial e protocolo, atendimento ao cliente, responsabilidade social, ética empresarial, e outros.

  examinados os currículos das faculdades que mantêm cursos de relações públicas, verifica-se que não oferecem a seus alunos as disciplinas que estão sendo ministradas pelo rendoso mercado de cursos. Se hoje existem associações dedicadas a eventos, ao cerimonial, cursos regulares de formação de imagem corporativa, de relacionamentos com o mercado, de comunicação organizacional, por que esses temas não fazem parte dos cursos regulares de relações públicas? Ou por que não são oferecidos pelas entidades representativas do setor?

Fica a pergunta: trata-se de invasão de mercado? A lei que regulamenta profissões pode existir, mas não garante automaticamente o espaço de atuação no mercado. Em um mercado globalizado e em permanente mutação, vence quem souber analisar os cenários que se apresentam e, sem demora, aproveitar, as novas oportunidades que surgem.

 

Futuro para RP

"Acreditamos que o futuro trará maior aceitação de relações públicas como técnica especializada, que requer profissionais específicos, com razoável nível cultural, profundo conhecimento e experiência prática dos instrumentos, possibilidades e dificuldades do processo de Comunicação Social. E até que isso não está distante assim. Esse processo já está em desenvolvimento nas empresas mais sofisticadas – tanto as brasileiras com as multinacionais. O reconhecimento de nossa importância relativa nas organizações empresariais é, evidentemente, uma ótima notícia. Mas é bom lembrar que o outro lado da moeda é que nós teremos de ser muito mais bem-qualificados que hoje para podermos nos beneficiar disso".

Nemércio Nogueira Presidente da R.P. Consult – "Relações Públicas no Brasil: onde estamos e aonde vamos" in Obtendo resultados em relações públicas, p. 148.

 

                                                                                                                                                                                                                                   

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"Pacto São Paulo" luta contra a violência

e o abuso de crianças e adolescentes

 

O primeiro Seminário Estadual "Pacto São Paulo" contra a violência, abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes aconteceu nos dias 25 e 26 de abril no SESC, Vila Mariana. Foram dois dias de estudos e intensos debates sobre os objetivos do movimento.

O programa é patrocinado por entidades nacionais e internacionais de proteção à infância e à juventude. Representa a construção de uma articulação Estadual na Defesa e Garantia dos Direitos de Crianças e Adolescentes e propõe a formulação de políticas específicas contra a violência sexual infanto-juvenil.

O seminário contou também com o apoio da Universidade Metodista e com a participação, na preparação de toda a sua infra-estrutura, dos alunos de relações públicas do Núcleo de Eventos da Agência de Relações Públicas – Unidade Experimental, coordenada pela professora Isildinha Martins.

Os objetivos da Pacto São Paulo são articular parcerias, construir um trabalho de rede, pesquisar as fontes da violência, potencializar as políticas públicas existentes, mobilizar a sociedade e capacitar os profissionais que atuam no trabalho de identificação e intervenção no fenômeno.

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 Desta vez quem brincou com a profissão de relações públicas foi um repórter do tablóide sensacionalista do News of the World, de Londres. Ele se fez passar por um xeque árabe, interessado nos serviços do escritório de relações públicas da condessa de Wessex, Sophie, mulher do príncipe Edward. Enganada pelo falso xeque, Sophie fez comentários deselegantes que atingiram a rainha, o príncipe Charles e sua namorada Camilla Parkers-Bowles, o primeiro-ministro Tony Blair e sua mulher Cherie, sem deixar de criticar o líder oposicionista do partido conservador, William Hague. Depois que os jornais divulgaram as declarações da condessa e as manifestações de desagrado da rainha Elizabeth II, Sophie deixou seu trabalho na agência de relações públicas.

 Erraram: Sophie por deixar-se apanhar pela artimanha de um repórter sensasionalista (muckraker), e o repórter por utilizar o prestígio de uma profissão para dar um golpe de falsidade ideológica. Moral da história: o profissional de relações públicas deve estar sempre atento para não se deixar enganar por profissionais sem ética e "não cair na tentação" de não observar seu Código de Ética: podem advir prejuízos nocivos a sua imagem profissional e à própria atividade que exerce.

 

        

Inauguradas novas instalações da Metodista

Em solenidade realizada no dia 20 de abril, a Universidade Metodista inaugurou no Campus Rudge Ramos, São Bernardo do Campo, novas instalações nos edifícios Capa, Iota e Ípsilon, incluindo laboratórios de alimentos e hotelaria, estúdios de fotografia, rádio e TV, salas multimídia, clínica odontológica, clínica-escola de fisioterapia, além de espaços próprios para a agência experimental de publicidade e propaganda, a agência experimental de turismo e um complexo poliesportivo. Essa expansão moderniza e amplia o Campus Rudge Ramos, colocando-o em condições de atender ao padrão de qualidade dos projetos educacionais oferecidos pela Universidade Metodista.

 

 

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 A quem as empresas estão confiando

                                 

 o cargo de relações públicas?      

"No mundo globalizado, o profissional de Relações Públicas não trabalha com relações locais, mas mundiais". Essa declaração é de um administrador de empresas, o professor Ms Luiz Carlos Marquesi*, da Universidade Metodista, em entrevista dada à aluna de RP Mariana de Marco Geraldine, conta que, não sendo profissional da área, exerceu com êxito essa função. Dá sua opinião sobre a atividade e como deve ser defendida. Na realidade, há administradores, jornalistas, advogados, engenheiros e outros profissionais ocupando o cargo de relações públicas nas empresas. Por que razão? Ao editar a entrevista do professor Marquesi, o Canal RP repõe em pauta esse debate. Qual sua opinião?

Mariana: Professor Marquesi, como administrador de empresas, qual é a sua visão sobre a atividade de Relações Públicas? 

Professor Marquesi: A função do profissional de Relações Públicas é de fundamental importância para os contatos da organização com o público externo. É o responsável pelo aperfeiçoamento do atendimento, pelas relações com os concorrentes através das associações das classes empresariais e, também, pela relação com os órgãos de governo, além de outras funções inerentes à profissão. As atividades deste profissional têm enorme amplitude, por isso se faz necessário que possua grande bagagem cultural, maior que a de outros profissionais. O Relações Públicas se aproxima, em muitos aspectos, do administrador, por exemplo, ao desempenhar a função de administrador de conflitos ou ao contribuir na formação das políticas empresariais. 

Mariana: O Sr. julga ser necessário para uma empresa moderna contar com a ação profissional de relações públicas?

Professor Marquesi: É fundamental a existência deste setor nas empresas em razão do dinamismo das relações que têm diante do mundo globalizado, pois o profissional de Relações Públicas não está mais trabalhando com relações locais, mas mundiais. 

Mariana: Como administrador, o Sr. já exerceu função de Relações Públicas?

Professor Marquesi: Sim, várias vezes. Por exemplo, tratei das relações da empresa para qual trabalhava com órgãos do governo e coordenei eventos na área empresarial de âmbito nacional e no exterior, organizando stands em exposição na Argentina e no Chile. Para desempenhar tal tarefa, tive que obter informações sobre o público local destas regiões.

Mariana: Conte um pouco sobre essa experiência.

Professor Marquesi: Desempenhei estas funções,porque na empresa não havia o profissional de Relações Públicas, talvez por escassez de profissionais capacitados para discutir temas estratégicos. Em outras empresas multinacionais onde trabalhei, o setor de Relações Públicas era muito limitado, voltado a eventos, porém, hoje, esta situação está mudando e começa a haver maior reconhecimento desta área.

 

 Mariana: De acordo com sua experiência, que funções o profissional de Relações Públicas vem desempenhando, hoje, nas empresas? Quais seriam os principais motivos que levam a empresa a contratar o serviço de Relações Públicas?

Professor Marchesi: Hoje em dia, as empresas estão conscientes da importância da aproximação empresa/ públicos de interesse e, para tanto, estão investindo em profissionais capacitados para esta tarefa. Um exemplo é a Ford, no Brasil, que está desenvolvendo um projeto social, comandado pelo executivo Hélio Perini, responsável pelas Relações Públicas e titulado recentemente como primeiro gerente de responsabilidade social da companhia no país. Este projeto conta, só neste ano, com um investimento de US$ 1 milhão na área social. 

Mariana: Que conselhos daria aos estudantes de Relações Públicas, levando em conta a profissão em si e também o mercado de trabalho?

Professor Marquesi: Buscar cultura geral e a internacionalização dos conhecimentos. Ter uma visão global é extremamente necessário ao Relações Públicas, sem contar o domínio de línguas como o inglês e o espanhol. Em relação ao mercado, é preciso dar a devida importância às Ong’s, pois elas necessitam estar em constante conquista da opinião pública. As empresas, no geral, estão tendo por base o sucesso de outras empresas que possuem o setor de Relações Públicas e estão começando a investir nesta área.

 Mariana: O Sr. julga ser conveniente abrir o registro profissional de Relações Públicas a profissionais de outras áreas, mediante um curso de especialização?

Professor Marquesi: Não. O Relações Públicas deve procurar defender a regulamentação de sua profissão, para que profissionais de outras áreas não desenvolvam atividades específicas da sua e, sendo assim, não venham a denegrir a imagem desta profissão.

Professor Marquesi é formado em "Adminisstração"( ESAN), Mestrado em: " Pequenas e Médias empresas". Coordenador do CAGE (Centro de Apoio de Gestão Empresarial) Metodista.

 
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Expediente

 O Canal RP : informativo eletrônico quinzenal do Núcleo de Produtos da Agência de Relações Públicas Unidade Experimental
 da Universidade Metodista de São Paulo (UMESP).
  Seu objetivo é divulgar  e
promover a atividade profissional , tendo como referencial a qualidade Umesp e seu
curso de  Relações Públicas   Equipe de Produção:      Editor: Professor Ms. Fábio França(mtb1 880)  Revisão: Professor Ms. Carlos Straccia Editoração Eletrônica: Mara Oliveira Martine
Colaboredores: Augusto Nascimento dos Santos Caio, Laudelina Pereira Leonardo,
  Mariana de Marco Geraldine e Michelle Yendis
                                                                                     

Coordenador do Núcleo de Produtos : Prof Ms Fábio França (MTB 1880).                                                                           

Coordenadora da Agência: Profa Ms Isildinha Martins

FACULDADE DE JORNALISMO E RELAÇÕES PÚBLICAS

Diretora:  Profa Dra.  Maria Aparecida Ferrari
Coordenadora do Curso de Relações Públicas:
Profa Dra. Maria Aparecida Ferrari
                      

E-mail: agenciarp@metodista.br