Boletim Eletrônico da Agência de Relações Públicas Unidade Experimental
Curso de Relações Públicas - Universidade Metodista de São Paulo
Ano II - Número 14  -   11 de maio 2001

 

  Nesta Edição  
  • Prêmio Luiz Beltrão
  • XVI Congresso de RP em Brasilia. 
  •  "Roda Viva"
  •  Congresso Comunicação Contexto
  • Visão politica de RP

 

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De 24 a 26 de maio acontecerá em Brasília (Academia de Tênis) o XVI Congresso Brasileiro de Relações Públicas e III Feira de Negócios em Comunicação. Inscreva-se nesse evento magno de relações públicas no Brasil.                                         Informações: Brasil Eventos Tel/Fax: (61) 340-0612/340-7100

 
        Contexto promove o 16° Congresso de  Comunicação Empresarial.                                                                   

Discutir a comunicação empresarial verdadeiramente cidadã é o grande objetivo do 16° Congresso de Comunicação Empresarial, que ocorrerá nos dias 24 e 25 deste mês, em São Paulo, no Park Plaza Hotel. Este evento é organizado pela Contexto Comunicação e Pesquisa, consultoria presidida por Wilson da Costa Bueno, professor do programa de pós-graduação em Comunicação Social da UMESP e de Jornalismo da Universidade de São Paulo.

O Congresso contará com a participação de especialistas nas áreas de comunicação, pesquisa, cultura empresarial e realidade brasileira.

As palestras focalizarão as novas tendências da Comunicação Empresarial, que visam torná-la instrumento de cidadania, capaz de integrar os objetivos empresariais e comunitários.

Haverá, também, a apresentação da pesquisa inédita X-Salada, que trata da polêmica mudança do nome da Petrobrás para Petrobrax, na visão da mídia brasileira. Outras pesquisas serão divulgadas para promover debates mais aprofundados sobre o tema do Congresso.

Maiores informações: www.conmtexto.com.br

Prêmio Luiz Beltrão enaltece valor do trabalho acadêmico.
  

Estão abertas até 31 de maio as inscrições dos candidatos ao Prêmio Luiz Beltrão de Ciências da Comunicação. A indicação é feita pela comunidade acadêmica das Ciências da Comunicação por meio de consultas feitas aos sócios da INTERCOM em suas diferentes categorias. É objetivo do prêmio reconhecer a qualidade do trabalho acadêmico realizado de forma individual, grupal ou coletiva nas Universidades ou nos centros/institutos de pesquisa. Ao mesmo tempo, a concessão desse prêmio pretende identificar, anualmente pessoas, equipes ou instituições que apresentam contribuições relevantes para o campo das Ciências da Comunicação.

O prêmio Luiz Beltrão é concedido em duas categorias: Personalidades e Instituições.Na primeira categoria, existem dois títulos: Liderança emergente e Maturidade acadêmica Na segunda, premiam-se Grupo Inovador e Instituição Paragmática

A escolha dos candidatos é feita por um colegiado, composto pelos ex-presidentes da INTERCOM e pelos ganhadores do Prêmio LB, na categoria "Maturidade Acadêmica".

Luiz Beltrão (Olinda 1918- Brasília 1986) é pioneiro da pesquisa científica sobre os fenômenos comunicacionais no Brasil, primeiro Doutor em Comunicação do Brasil (UnB). Sua obra lhe mereceu consagração nacional e internacional nos campos do jornalismo e da comunicação de massa, tendo formado uma geração de professores e pesquisadores de comunicação no Brasil.

Informações: www.intercom.org.br  Fax (11)3818-4088

 

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 "O político vive em função das Relações Públicas"

O curso de Relações Públicas da UMESP vem procurando criar oportunidades reais de contato de seus alunos com o mercado de trabalho. Atividades diversas estão programadas com a participação de profissionais convidados, que vêm à Metodista debater com os alunos temas das disciplinas do currículo. O professor José de Sá, responsável pelo ensino de elaboração de discursos e entrevistas, trouxe à sala de aula o deputado Orlando Fantasinni (PT), que explicou aos estudantes, de forma prática, a importância da oratória não só para os políticos, mas também para os profissionais da comunicação, como os relações públicas. Não menos importante do que a oratória, completou o deputado, é a habilidade do profissional de comunicação em criar oportunidades para fazer entrevistas e de saber fazê-las de forma inteligente para atingir seus objetivos.

A aluna Michelle Yendis seguiu a orientação do deputado e entrevistou-o, indagando dele o que pensava sobre a importância de relações públicas para o político. Fantasinni explicou que o político vive de relações públicas e que é por meio dessa atividade que mantém contato com seu eleitorado – "relações públicas são fundamentais na política". Insistiu ainda, que pelo acesso mais próximo à informação a sociedade estudantil pode se mobilizar e desmistificar um conjunto de distorções comuns na política. Quanto à Universidade, afirmou que seu papel é estar aberta à comunidade, facilitar a universalização do conhecimento e saber colocar esse conhecimento a serviço da comunidade para melhorar sua qualidade de vida. "Quanto mais a universidade se abrir, mais ela estiver próxima da sociedade, muito mais ela vai estar contribuindo no sentido de transformá-la, e para construir uma sociedade democrática, fraterna e solidária" .

orlandofantasinni@camara.gov.br

Campanha Fortalece conceito de RP
 

Promover o conceito de relações públicas e o papel dessa atividade no cenário institucional da Universidade Metodista é o objetivo da Campanha "Relações Paralelas - fortalecendo vínculos", que foi lançada no início do ano letivo em reunião de professores do curso de relações públicas.

Essa campanha, coordenada pelos professores Kátia Pecoraro e Waldemar Kunsch, está direcionada, em sua primeira fase, para a comunidade interna – docentes, discentes e setores administrativos. A segunda fase focaliza públicos externos e tem por objetivo fortalecer o conceito de relações públicas na região do Grande ABC.

A campanha em desenvolvimento promoveu no início do mês amplo debate sobre a profissão, analisando-a sob os aspectos empresariais, governamentais e universitários, merecendo enfoque especial o debate sobre as perspectivas da atividade na sociedade de hoje.

O evento teve a mesma configuração de um programa televisivo do tipo "Roda Viva", fato que contribuiu para a exposição dos temas e a participação ativa de professores e dos alunos que cursam os últimos semestres de relações públicas.

O profissional convidado para a "Roda Viva" foi o empresário Antônio Flávio de Castro e Conde, formado em Direito (USP), em relações públicas (FIAM-FMU) e em Teoria da Comunicação (Cásper Líbero).

Conde, aproveitando sua ampla experiência no campo do direito e da comunicação, tanto no Brasil como no exterior, ao responder as numerosas perguntas que lhe foram feitas, mostrou-se otimista quanto ao futuro das relações públicas no cenário interno e externo, comparando o profissional a um médico homeopata que utiliza "fórmula" específica para cada "paciente". Conde acentuou ainda que o ambiente democrático é fundamental para o exercício de RP. Quanto ao mercado alertou "se não dominarmos nossos espaços, outros profissionais dominarão". Analisando as diferentes funções de RP e a responsabilidade ética exigida dos profissionais, Conde brincou ao dizer " fazer relações públicas, não é tornar públicas certas relações".

 

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 Ouvidoria: conceito e prática

Advogado pela USP, onde fez pós-graduação em direito internacional, Edson Luíz Visimona é Secretário da Defesa e da Cidadania. Participou dos dois mandatos do governo Mário Covas na defesa do contribuinte, justiça e cidadania. É presidente da Comissão Especial do Programa Estadual de Direitos Humanos e da Associação Brasileira de Ouvidores (ABO). Organizador e co-autor do livro "A Ouvidoria no Brasil". Coordenou a implantação do Serviço Público de Ouvidoria do Estado de São Paulo. Foi Ombudsman da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (ABINEE) de 1991 a 1994. Em entrevista para o CANAL RP, que gentilmente concedeu a Michelle Yendis, do curso de relações públicas da Universidade Metodista, deixou claro o conceito de ouvidoria e explicou como deve ser praticada. Suas principais idéias encontram-se aqui resumidas.

                                                                                                                 

 

Na entrevista, procurou-se, em primeiro lugar, definir as qualidades características do ouvidor. O Dr. Edson Visimona deixou claro que tanto a administração pública como a iniciativa privada necessitam contar com o respaldo de um ouvidor. Qualidade básica que deve possuir é perceber a relação que o cidadão tem com o serviço prestado.

A ouvidoria é um compromisso da administração de manter dentro da empresa um cidadão que irá representar outro cidadão. Ele não tem de defender a empresa, mas o cidadão. O foco do ouvidor está no serviço. Seu objetivo é atender alguém, é fazer com que esta pessoa fique satisfeita. Entenda-se que o ouvidor está lá para ajudar e não para fazer a reclamação dele, mas para trazer a perspectiva do cidadão, do consumidor, do cliente, do freguês, da pessoa que está do outro lado.

O papel do ouvidor é captar essa perspectiva do cliente e transformá-la numa atuação de melhoria do serviço, do produto. Agindo dessa maneira, vai trazer benefício para a própria empresa. Para conseguir isso, o ouvidor deverá conquistar a simpatia e a colaboração dos demais funcionários e trabalhar com eles em parceria para poder prestar um serviço proativo e completo de atendimento ao cliente. Seu papel é simplificar procedimentos, facilitar o acesso e empregar todos os recursos de que disponha para isso - Internet, telefone, contato pessoal, correspondência. Insistiu o Dr. Visimona - o papel do ouvidor é facilitar o acesso e não criar obstáculos a sua atuação. Ele não decide, mas encaminha a questão para a área competente para que o conflito seja solucionado. Ele sugere, recomenda, pois tem essa facilidade por estar diretamente ligado ao cliente. Como ouvidor, tem livre acesso a todos os setores da empresa para poder garantir os direitos do cidadão, corrigindo erros, omissões e abusos, que podem advir da empresa. Ele é um "garantidor" dos direitos do cidadão e não criador de problemas.

Ao traçar o perfil do ouvidor, o Dr. Visimona ressaltou que relações públicas, advogados, jornalistas e outros profissionais podem ser ouvidores, mas devem ter qualidades especiais, caso contrário podem desistir da opção de ouvidoria. Por exemplo, o ouvidor necessita ser paciente, ter espírito de colaboração, de cortesia. Ser capaz de estabelecer a integração entre as diversas áreas de distribuição e conhecer seus serviços, saber como estão trabalhando para melhorar determinado serviço, produto.

Na opinião do Dr. Visimona não há necessidade de formação específica para ser ouvidor. Os profissionais de relações públicas podem levar alguma vantagem pelas características de sua formação, porém, qualquer outro profissional pode tornar-se ouvidor, contanto que tenha conhecimentos básicos da função e sensibilidade para entender o problema do cidadão e representá-lo. Relembrou a saudosa Vera Giangrande, profissional de Relações Públicas, que se transformou em grande ombudsman do Pão de Açúcar. Ela deu, na expressão do Dr. Visimona, grande demonstração de sensibilidade, criatividade e iniciativa, qualidades que a tornaram uma das mais relevantes experiências que temos da prática da ouvidoria na iniciativa privada.

Para o profissional de relações públicas que pretenda ser ouvidor, o Dr. Visimona aconselha que leia o livro "A Ouvidoria no Brasil", que procure entender o que é a função, que vem se desenvolvendo no Brasil - todos os órgãos da administração pública, direta ou indireta, tem o seu ouvidor, e que queira de fato defender o cidadão. Com essa disposição, o profissional de relações públicas pode ter sucesso na carreira de ouvidoria.

 

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É um informativo eletrônico quinzenal do Núcleo de Produtos da Agência de Relações Públicas Unidade Experimental da Universidade Metodista de São Paulo
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