Boletim Eletrônico da Agência de Relações Públicas Unidade Experimental
Curso de Relações Públicas - Universidade Metodista de São Paulo
Ano II - Número 15    28 de maio 2001

 

  Nesta Edição  
  • Top of brands ABC 2001

  • Espaço Eco

  • "Bíblia das Relações Públicas"

  • RP e Turismo

  • Modernização de RP

  • Celacom

 

BASF acredita na Química  da Vida.

A Basf , uma das maiores indústrias químicas do mundo, de atuação internacional, comemora 90 anos de presença no Brasil e anuncia ações que preparou para marcar sua contribuição à sociedade brasileira nas áreas de agricultura, nutrição, corantes e produtos para acabamento, químicos, plásticos, fibras, petróleo e gás. Três fatos ressaltam o aniversário da empresa: exposição imagens da arquitetura brasileira, lançamento do livro "Basf 90 anos" e a inauguração do "Espaço Eco", em São Bernardo do Campo.

A idéia desse empreendimento nasceu de um programa interno de sugestões, foi adotada pela empresa e torna-se um dos seus principais projetos, fundamentado na filosofia de que a Basf faz muito mais do que produtos químicos: acredita na química da vida, no ser humano e cultiva a química do relacionamento.

O Espaço Eco situa-se no complexo industrial de Tintas e Vernizes da Basf, em São Bernardo do Campo. Está sendo construído em área verde de aproximadamente 400 m2, considerada pela UNESCO parte brasileira da reserva da biosfera. O investimento inicial será de R$ 500 mil. "O principal objetivo da Basf é promover a preservação da natureza provocando a interação com o meio ambiente e a educação ambiental", explica Rolf-Dieter Acker, presidente da empresa no Brasil. O Espaço terá sua gestão voltada para o público interno da empresa e a comunidade externa, com a qual estabelecerá parcerias por meio de órgãos nela atuantes e com experiência em educação ambiental.

A iniciativa demostra a preocupação social da Basf em contribuir para o enriquecimento da comunidade na qual atua e para a formação de cidadãos conscientes da necessidade da preservação do ambiente em que vivem.

Prêmio "Top of Brands ABC 2001" será entregue na Metodista

A solenidade de premiação Top of Brands –ABC/ 2001 será realizada, no dia 30, na Universidade Metodista. Serão entregues troféus e certificados para as empresas detentoras das marcas mais lembradas nas cidades de Santo André, São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul.

O professor Dr. Paulo Rogério Tarsitano, Diretor da Faculdade de Publicidade, Propaganda e Turismo, explicou ao CANAL RP que o evento Top of Brands ABC 2001 originou-se de pesquisa elaborada pela Unidade de Pesquisa da Agência de Comunicação Mercadológica junto à população do ABC. O objetivo era levantar a primeira marca mais lembrada pelos entrevistados. A pesquisa foi feita por amostragem probabilística, distribuída proporcionalmente ao número de habitantes de cada cidade. Foram aplicados 821 questionários, que permitiram resultados com margem de erro de 5%. As marcas apontadas pelos entrevistados encaixam-se em várias categorias do mercado e as três primeiras colocadas no ranking da pesquisa serão homenageadas.

A realização da festividade ficou sob a coordenação do Núcleo de Eventos da Agência de Relações Públicas.

 

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Relações Públicas beneficia o turismo

O desenvolvimento do turismo no mundo e no Brasil é uma realidade que preocupa organismos públicos e particulares que se dedicam a sua promoção. O objetivo fundamental dos empreendimentos turísticos é a criação de infra-estrutura que seja capaz de oferecer aos turistas todo o conforto que desejam em suas viagens, seja em termos de acomodação, seja de oportunidades de conhecimento dos lugares que visitam. Essas condições podem até ser satisfatórios e ainda assim o viajante mostra-se insatisfeito quando não se sente bem acolhido. Isso demonstra que além de belas instalações, há necessidade de se estabelecer um sistema inteligente de relacionamentos com o turista. É aí que entra relações públicas.

Função multidisciplinar e multirelacional, a atividade de relações públicas enquadra-se de modo perfeito com as atividades turísticas. Primeiro, no turismo prevalece como atividade primária o relacionamento com diversos públicos, que podem ser descritos como empresas de hotelaria, operadoras, agenciadoras, transportadoras, prestadoras de serviços, e outras. Segundo, o turismo vende a possibilidade de realização de sonhos, desejos e necessidades. Isso é oferecido através do turismo cultural, no qual as pessoas irão atrás de conhecimento e da apreciação de artes, o turismo para o lazer e o descanso e até as viagens de negócios.

O profissional de Relações Públicas propõe um trabalho junto a industria turística, na qual trabalharia junto as agências, hotéis e operadoras, e junto as cidades, assim promovendo uma maior organização e integração entre esses, para alavancar o crescimento dos mesmos. Para isso é necessário planejar muito bem à infra-estrutura, para que ela atenda tudo aquilo que foi passado ao turista. Os hotéis devem apresentar acomodações adequadas para bem atender seus clientes, podem também oferecer outras opções além do repouso, como o entretenimento através de jogos e eventos culturais. As restaurantes devem oferecer comidas típicas a um bom preço e com bom atendimento. O comércio deve ser incentivado a produzir souvenirs e artesanatos da região. A rede de transporte deve facilitar a vida dos turistas sendo ágil, barata, e direta. Publicações que ilustrem os principais pontos turísticos e suas histórias, e instruções de como chegar até eles devem ser produzidas.

Mas o mais importante é trabalhar junto à população local, para que está concorde e incentive o turismo, recepcionando e tratando cordialmente os turistas, para que estes voltem e recomendem a outros.

Augusto Caio.

Dicas  Bibliográfica

Effective Públic Relations

Esse é o título de um dos melhores manuais de relações públicas, que anda nas mãos dos estudantes americanos, e foi por muito tempo considerado "a bíblia das relações públicas" e que aparece em sua oitava edição, totalmente renovada e enriquecida com a contribuição de especialistas da atividade. O livro de Scott M. Cutlip, Allen H. Center, autores originais, conta na nova edição com o trabalho renovador de Glen M. Broom Esse manual histórico, não traduzido para o português, está dividido em quatro partes e focaliza relações públicas sob todos os ângulos de seu exercício, incluindo a realidade contemporânea.

Na primeira parte, os autores descrevem o campo e os conceitos básicos, o que os profissionais fazem, estudam os aspectos históricos da atividade. A segunda parte é dedicada aos princípios e às teorias que sustentam a prática profissional: ética, legislação, organizações profissionais, envolvimentos ecológicos, comunicação e opinião pública, média em geral em relações públicas. Na terceira parte, o tema é o gerenciamento do processo de relações públicas: pesquisa, planejamento, programas, ações e avaliação de programas. Na quarta parte, o foco é o mercado, responsabilidades corporativas, papel de RP em organismos governamentais, em organizações sem fins lucrativos, de saúde, educação e em associações comerciais, profissionais e sindicais.

A atual edição (588 p) é muito bem cuidada, ilustrada e com textos didaticamente distribuídos e apresenta rica indicação bibliográfica e referências no fim de cada capítulo.

Este Manual de Relações Públicas é de estudo obrigatório para profissionais, professores e estudantes. Deveria estar nas prateleiras de todas as bibliotecas das faculdades de Relações Públicas.

Cutlip, Sccott M: Effective public relations/ Scott M. Cutlip, Allen H. Center, Glen M. Broom – 8th ed., 1999. Prentice Hall, Inc.: New Jersey.

 Escola Latino-americana de Comunicação

realiza V Colóquio Internacional na UMESP

 De 21 a 23 de maio, a Cátedra da Unesco/Umesp, com a colaboração do Núcleo de Eventos da Agência de Relações Públicas, organizou o V Colóquio Internacional sobre comunicação latino-americana (Celacom).

O Professor Dr. José de Marques de Melo, titular da Cátedra Unesco, afirmou que que a abordagem do tema, "Marxismo e Cristianismo, matrizes de idéias comunicacionais latino-americanas", foi no sentido de verificar qual tem sido o nível de influência dessas correntes na América Latina.

Compareceram ao evento, que já se tornou internacional, mais de 200 pessoas. Os debates foram organizados na forma de painéis. Ficou decidido que o próximo colóquio abordará "a participação das mulheres nos estudos comunicacionais".

 

 

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MODERNIZAR É PRECISO

Ao longo de quatro anos, diz o Documento do Parlamento Nacional de Relações Públicas, os profissionais tiveram oportunidade de manifestar suas dúvidas, inquietações, insatisfações e posicionamentos. Todo o vasto material recolhido dos Conselhos Regionais foi formatado e apresentado à votação e seus resultados divulgados no XV CONBRARP, realizado, em agosto de 1998, em Salvador.

O objetivo da consulta nacional, realizada pelo CONFERP, era identificar o cenário das relações públicas no Brasil, o que pensava a categoria e indicar rumos mais adequados às exigências do mundo globalizado. Havia consciência de que a legislação de 1967 necessitava ser modernizada, tanto em termos de melhor definir a atividade de relações públicas, como de ampliar seu raio de ação, valorizando-a e a ela agregando valor por meio de abertura inteligente, estendendo o registro de RP a outros profissionais de nível superior mediante sábias e seguras condições. Foi elaborado o Projeto de Lei, apresentado em Brasília, que propôs a alteração de artigos da Lei n° 5.377, de 11-12-67. O que exatamente?

A sugestão aceita foi dar nova redação ao artigo 1°, permitindo aplicar, nas letras "c" e "d", a designação de "Relações Públicas" também aos "que possuírem formação superior em qualquer área de conhecimento e obtiverem o título de pós-graduação, lato ou stricto sensu, em Relações Públicas, em curso ministrado por escola reconhecida e que mantenha regularmente o curso superior de Relações Públicas; aos " estrangeiros beneficiados por acordos firmados pelo Brasil".

Além do exposto, outras condições foram asseguradas para a obtenção do registro profissional. O parágrafo único, do art. 3, :também alterado, as estabelece: "Para a obtenção do registro profissional, as pessoas mencionadas nas alíneas c e d do art. 1°, desta lei, deverão ser aprovados em exame de qualificação profissional elaborado e aplicado conforme o disposto em Resolução do Conselho Federal de Profissionais de Relações Públicas".

Os termos das alterações propostas pelo Projeto de lei são claros e salvaguardam com rigor a atividade ao exigir pós-graduação em escola idônea, exame de qualificação, que será respaldado por trabalho de conclusão de curso, praxe regular em cursos de pós-graduação.

Tal anuência não enfraqueceria os cursos regulares de RP? Obviamente, não, pois se o aluno de RP quiser aproveitar o benefício, sem concluir o seu curso regular, ele deverá ter concluído curso de nível superior e completá-lo com a pós em RP. Teria, portanto, de estudar quase seis anos. Na prática, ele obtém o título profissional com apenas quatro anos de curso sem a exigência de exame de qualificação

Cogitar da modernização da lei significa reconhecer a necessidade que o mercado atual tem da atividade e enfrentar o desafio de encontrar fomas de atender a esta demanda não excluindo quem exerce ou possa vir a exercer a atividade de RP fora do preceito legal, mas agregando a ela profissionais qualificados que já transitam no seu campo de ação.

Com efeito, existem hoje profissionais de várias habilitações, por exemplo, engenheiros, advogados administradores, economistas, jornalistas, exercendo com sucesso cargos de relações públicas ou similares em empresas, áreas governamentais, agências de propaganda, universidades e em outras instituições que necessitam manter relacionamentos eficazes com o mercado. Estamos, portanto, falando de executivos, de nível superior, formados no país e no exterior, com larga experiência profissional, dominando línguas estrangeiras que, por circunstâncias especiais, descobriram sua vocação para a atividade de relações públicas e que, sem dúvida, necessitam adquirir conhecimentos teóricos para poder praticar RP com maior eficiência e também de maneira legal.

Permitir que possam obter, de acordo com a nova proposta, o registro profissional, sem dúvida muito contribuiria para valorizar a profissão.

Pode-se argumentar a favor da exceção o fato de que atividade é relativamente nova e ainda não bem legitimada por sua eficiência no mercado. Embora instituída há 34 anos (Lei n° 5.377, de 11-12-1967), o exercício livre de seu papel permaneceu inibido durante os 20 anos obscuros do governo militar. A reconquista do regime democrático vem, de forma paulatina, revitalizando a profissão, hoje já exercida de modo pleno e com excelentes resultados como atividade típica da democracia.

Outro fato a ser considerado é que o número de profissionais de relações públicas brasileiros é ainda diminuto quando comparado com o de profissões consolidadas como advocacia, medicina, engenharia e jornalismo, por exemplo. Estima-se que haja uma população de cerca de oito mil profissionais já formados, dos quais parte significativa não se dedicou ao exercício de relações públicas. Conclui-se isso do inexpressivo número de profissionais inscritos nos conselhos da categoria. No Brasil, existem hoje 34 faculdades que oferecem cursos de relações públicas. Boa parte são instituições novas ainda em busca da excelência de seus cursos.

Verifica-se que as medidas tomadas pelo Parlamento Nacional são coerentes, necessárias, para a modernização, valorização e projeção de RP no Brasil.

(Confira: Conclusões do Parlamento Nacional de Relações Públicas – CONFERP, Brasília)

 

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