Boletim Eletrônico da Agência de Relações Públicas Unidade Experimental

Curso de Relações Públicas - Universidade Metodista de São Paulo
Ano II - Número 17 - 22 de junho de 2001

 

COMUNICAÇÃO E CRISE EM FOCO

Em julho próximo a ABERJE, Associação Brasileira de Comunicação Empresarial, traz dois especialistas estrangeiros para eventos promovidos em São Paulo e no Rio de Janeiro. Javier Puig, diretor-geral da Edelman Espanha, abordará o tema Gestão de Crise Empresarial no III Congresso Internacional da Aberje de Comunicação Empresarial e Corporativa, dia 17 de julho. Joan Costa, reconhecido comunicador espanhol, comparecerá, no dia 1 de agosto, ao Fórum Aberje Rio de Comunicação Corporativa. Informações:

www.aberje.com.br.

 

 

Gisele Lorenzetti

 na UMESP.

Gisele Lorenzetti, filha de Valentim Lorenzetti, um dos pioneiros das relações públicas no Brasil, participou da campanha "Relações Paralelas", que vem sendo desenvolvida pelo curso de RR.PP. da Universidade Metodista. Em debate muito construtivo, ocorrido no dia 1 de junho, Gisele abordou tema atual e polêmico ao dizer que não é necessário defender o nome "Relações Públicas", mas sim fazer uso prático de Relações Públicas sempre que isso for viável.

Muito dinâmica, Gisele demonstrou grande entusiasmo em relação à profissão e deixou claro que o mercado não está fechado, mas sim competitivo, o que é muito bom para o desenvolvimento profissional da categoria, completou.

Diretora Executiva da LVBA Comunicação, a palestrante não esqueceu de mencionar todo o respeito e admiração que sente pelo profissional que foi seu pai, que, segundo ela, distinguiu-se acima de tudo pelo posicionamento ético no exercício de sua função.

A propósito, ressaltou que, independentemente dos tempos, a ética deve ser a premissa básica de ação do profissional de Relações Públicas.

Gisele concluiu o debate lembrando que fazer Relações Públicas é um desafio e um sonho que todos devem perseguir.

" Se todos os sonhos se transformarem em realidade é sinal que você parou de crescer. Que haja sempre lugar para um sonho a mais em seu coração."

Valetim Lorenzetti,

Gisele Lorenzetti
Diretora Executiva

Profissional de Relações Públicas graduada pela FAAP - Fundação Armando Álvares Penteado - e pós-graduada em Administração de Empresas. Foi membro do CONRERP - Conselho Regional de Profissionais de Relações Públicas - durante três gestões e professora de Planejamento em Relações Públicas da Faculdade Cásper Líbero. Recebeu o Prêmio Opinião Pública em 1984 e 1989 pelos trabalhos desenvolvidos para a Kodak do Brasil e a ANDEF - Associação Nacional de Defesa Vegetal, respectivamente. Ingressou na LVBA em 1979 e assumiu a Diretoria Executiva em 1998.
www.lvba.com.br

A adoção de Política Ambiental é obrigatória para empresas modernas.

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Muitas empresas ainda resistem à adoção de um projeto ambiental como obrigatoriedade principalmente aquelas que agridem de forma mais constante o meio ambiente. Na visão de Relações Públicas, essas empresas tornam-se vulneráveis, embora se defendam dizendo que não incorporam uma política de defesa do meio ambiente com o receio de não conseguirem manter os negócios enquanto estiverem trabalhando nesse sentido.

Pode ser que a implantação de uma política ambiental demore e que até exija grande investimento, mas não seria melhor, neste caso, ser a empresa proativa e tentar evitar uma crise que lhe poderá acarretar maiores prejuízos futuros? A resposta tem tudo para ser sim, porém, há empresas que ainda não perceberam isso e se recusam também ouvir as advertências de consultorias de relações públicas que as alertam sobre o perigo iminente de um confronto com os ambientalistas.

Um programa ambiental é de extrema importância para qualquer organização, principalmente para aquelas que lidam com processos agressivos à natureza ou que dependem de recursos naturais para poderem desenvolver seus produtos ou fazer sua prestação de serviços, pois tudo isto está diretamente ligado ao conceito da organização na opinião pública.

O consumidor consciente do mundo de hoje, ao se deparar com dois produtos, com preços similares, sendo um de empresa que não preserve a natureza e outro de empresa ambientalista, provavelmente escolherá o produto da empresa que preserva o meio ambiente. Além do mais, tenderá a se manter fiel à organização que o produziu.

No mundo globalizado, em que vivemos, a concorrência está se tornando cada vez maior, sendo indispensável, para a sobrevivência no mercado, possuir um diferencial ou, no caso, acompanhar a evolução das outras empresas, com expressa Frank M. Corrado, "Está ficando evidente que o público recompensará as empresas ambientalmente responsáveis e que o movimento inevitável em direção ao desenvolvimento sustentável criará oportunidades". (*)

(*) Frank M. Corrado, em A Força da Comunicação, pág. 131.

 

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Alunos aprovam contato com o mercadoBD19590_.gif (15466 bytes)

 Os alunos da disciplina Jornalismo Especializado têm participado ativamente dos encontros realizados com profissionais convidados para debaterem temas educacionais, políticos e sociais. Neste mês de junho, o professor José de Sá promoveu um debate com o deputado federal Arnaldo Faria de Sá (PTB), ex-secretário do governo Celso Pitta, no qual discorreu sobre a conjuntura política do Brasil atual, analisando crises e perspectivas a partir de eventos concretos que vêm prejudicando o país, por exemplo, o apagão. O segundo encontro contou com a presença do Dr. José Tadeo Zanoni, Juiz de Direito, e do jornalista Gilberto Nascimento, editor de Educação e Cidadania, da revista Isto é. A discussão girou em torno do tema Educação e Justiça. Ressaltam os alunos que esse contato com palestrantes envolvidos em grandes realidades nacionais, contribuem para a ampliação de sua visão de mundo e maior compreensão do jornalismo especializado.

DICAS BIBLIOGRAFICAAG00299_.gif (10898 bytes)

Managing Public Relations: James E. Grunig e Todd Hunt: Harcourt Brace Javanovich College Publishers, New York, 1984, 550 p.

No dia 22 de março de 2000, em Seminário realizado na ECA/USP, James Grunig apresentou sua tese sobre " Relações Públicas Excelentes". Em sua primeira visita ao Brasil, demonstrou na USP e no Congresso de Comunicação da ABERJE, o que entende por relações públicas e pela excelência de sua prática.

Grunig é, sem dúvida, um dos autores atuais que mais tem se dedicado ao estudo de relações públicas e mais conceituado no meio acadêmico. Grande parte de seus ensinamentos pode ser encontrada no livro Managing Public Relations no qual desenvolve quatro modelos básicos da atividade. O modelo "agência de imprensa/divulgação" no qual descreve relações públicas como esforço "propagandístico" cujo objetivo é chamar a atenção da mídia para a organização. Feito em sentido único fonte-receptor. O segundo modelo é o de "informação pública", que pretende disseminar informação verdadeira e evitar que fatos desagradáveis possam prejudicar a imagem da organização. O terceiro modelo "assimétrico de duas mãos" recorre às ciências sociais para enfrentar mudanças de atitude e comportamento, bem como à pesquisa como forma de influenciar os púbicos a favor da organização. Afinal, o modelo "simétrico de duas mãos" é o modelo da compreensão e não da persuasão.Abre espaço para o diálogo e discussão, o que resulta em processo ético no qual as partes alcançam seus objetivos de equilíbrio e compreensão mútua, administram os conflitos entre a organização e os públicos, e conseguem a mudança de comportamento de ambas as partes. Managing Public Relations é uma obra atual, completa e inovadora. Dividida em quatro partes, aborda os elementos essenciais da teoria e da prática de relações públicas: Natureza de Relações Públicas; Princípios de gerenciamento de relações públicas; Gerenciamento de programas de relações públicas e Gerenciamento de técnicas de relações públicas. Obra fundamental para professores e alunos de relações públicas, que poderia enriquecer as prateleiras das bibliotecas universitárias.

Comunicação no Serviço Público é tema de Congresso

  

 De 7 a 8 de agosto de 2001, no Centro de Convenções Rebouças, acontecerá o

1° Congresso Brasileiro de Comunicação no Serviço Público, realização da Mega Brasil Comunicação, com o patrocínio da Imprensa Oficial do Estado e o apoio do CONFERP - Conselho Federal de Relações Públicas.

Em sua rica temática, que será apresentada por importantes nomes da intelectualidade brasileira, o Congresso analisa as mudanças da sociedade brasileira, a consciência crescente da cidadania e a importância do Serviço Público, que desponta entre as prioridades do reordenamento administrativo, jurídico, político e social do País. A temática do Congresso parte do pressuposto de que as mudanças a serem implementadas na sociedade terão sucesso garantido na justa medida em que as orientações oficiais forem comunicadas de maneira correta. O objetivo do congresso é reunir pessoas e entidades que interagem e se preocupam com a qualidade da comunicação no Serviço Público em seu conceito mais amplo. Informações:

www.eventosmegabrasil.com.br

 

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Murais na era digital?j0178138.gif (1765 bytes)

Por que, em plena era digital, são feitos murais, jornal de parede? Com que objetivos? Influenciam a comunicação interna das empresas? De que forma podem ajudar na formação dos estudantes? Quem responde a essas questões é a professora Katia Pecoraro, responsável pela orientação e produção dos quadros murais na UMESP, em entrevista concedida a Mara Martine, do II Semestre do Curso de Relações Públicas.

Murais, quadros murais, painéis, jornal mural, quadros de avisos representam meios tradicionais de comunicação interna nas empresas. Parece até que foram criados por Ivy Lee, ironiza a professora Katia em sua entrevista. Por se tratar de algo tradicional, alguns classificam esse meio como ultrapassado na era digital. Na verdade, tudo depende da forma como se faz mural, quando, por quem, com que intenção, onde está exposto, que assuntos desenvolve. Esse meio pode ser bem ou mal utilizado. O que não se pode é confundir quadros murais, jornais murais, quadros de avisos e painéis. Apesar de todo o avanço da informação digital, observa Katia, há empresas reintroduzindo o Jornal Mural como eficiente instrumento de comunicação interna.

O jornal-mural, na opinião de nossa entrevistada, pode ser tomado como um veículo de comunicação como outro qualquer da organização, com perfil e características muito próprias. Por exemplo, ele deve, necessariamente, estar muito bem localizado (fácil acesso) e sua função é divulgar as notícias de maior interesse aos funcionários (sempre rápidas, nada muito elaborado, pequenos resumos ou resenhas críticas, pequenas manchetes e intertítulos com comentários anexos ou simplesmente a exposição das matérias de interesse recortadas).

Para Katia, a idéia básica de quadros-murais e jornais-murais é despertar a atenção para assuntos aos quais as pessoas possam se dedicar com mais tempo a partir de outros veículos ou materiais; a função dos murais não é, de modo algum, esgotar-se em si mesmos. A periodicidade do jornal-mural é algo a ser decidido internamente: há jornais semanais, quinzenais e até diários... Em alguns casos, quando o momento exige, existem empresas que os atualizam mais de uma vez ao dia. E continua:

Os painéis são sempre e necessariamente temáticos e seu tempo de exposição é normalmente maior que todos os outros estilos, podendo chegar a mais de 30 dias de exposição. Painéis abusam de cores e figuras, geralmente desenvolvem um tema "com começo, meio e fim", onde os quadros do painel se complementam e "levam" o público a uma conclusão lógica a respeito do assunto tratado; podem trabalhar com crítica, com humor, com cores, com efeitos alternativos (sons e iluminação, por exemplo...) e, é importante frisar, são eventuais, servem para marcar uma ocasião específica.

Na Metodista, empregamos os quadros-murais como uma mescla dos diferentes tipos de murais. A idéia do quadro-mural é trabalhar, em outra linguagem, assuntos pertinentes e de interesse do público focado, isto pode incluir seções em estilo "jornal-mural" e seções mais criativas do ponto de vista do lay-out. Pede-se aos alunos o cuidado com a escolha de cores e materiais de fundo, para que formatos e conteúdo não sejam desconexos entre si, gerando mais poluição que informação. Aqui, na Metodista, sua periodicidade é de sete dias corridos, em média, podendo chegar a quatorze, em situações especiais. Como são feitos por turmas numerosas, a periodicidade tem estado diretamente ligada à questão da disponibilidade de tempo/espaço para que todos os alunos exponham seu trabalho, embora já se tenha cogitado a hipótese de trabalhar com este prazo de forma mais elástica, a partir da solicitação dos próprios alunos neste sentido.

Concluindo: sim, acho válida a prática de confecção de murais ainda nos dias de hoje, fazendo apenas a ressalva de que quanto mais tradicionais forem as atividades, maior é sua necessidade de que sejam reinventadas e que sejam produzidas com olhares mais críticos e estratégicos. Não é a atividade em si que é mais ou menos relevante, mas sim a forma como é trabalhada e desenvolvida e é justamente isto que profissionais de comunicação devem saber fazer muito bem. Repito: muito bem; porque o quesito criatividade e pertinência não é exclusivo de alguns nichos específicos do amplo campo dominado pela Comunicação Social, antes, é uma obrigação de todo profissional habilitado na área, se este profissional quiser ter condições de competir no mercado.

Lembra a professora Katia que, recentemente (1999), a Credicard recebeu o prêmio Aberje, com um projeto de mural. Isso levanta uma questão importante, observa. Os quadros-murais e jornais-murais e similares, bem produzidos e conduzidos, representam forte mecanismo de integração de funcionários. Nesta era digital e virtual, pode parecer incrível, mas as pessoas continuam conversando (!) no ambiente de trabalho, e, um mural bem localizado e com um conteúdo pertinente, pode, sim, criar condições e ocasiões para que a troca humana aconteça de forma mais fluente afinal, quando se trata de comunicação e integração, nada substitui o olho-no-olho e os comentários pessoais.

 

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