Caro leitor: Em virtude de problemas técnicos, o Canal Rp - Boletim Eletrônico  da Agência de Relações Públicas da UMESP, não pôde ser enviado em sua data habitual. Pedimos desculpas pelo atraso e agradecemos a compreensão de nossos leitores.

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Boletim Eletrônico da Agência de Relações Públicas Unidade Experimental    

Curso de Relações Públicas - Universidade Metodista de São Paulo                                 Ano II - Número 18     10 de julho de 2001

 

Em atenção ao seus leitores, o CANAL RP não entrou em férias.

Vai circular em julho nos dias 6, 20 e 31. Permaneça sintonizado neste canal dedicado à promoção da atividade de Relações Públicas. Envie-nos sugestões e comentários.

UMESP receberá 1.100 alunos no próximo semestre.

A Universidade Metodista de São Paulo teve 1.875 inscritos para 1.100 vagas existentes no seu processo seletivo semestral, realizado no início de julho.

O baixo índice de abstenção (6,67%) demonstra o interesse dos candidatos em ingressar na Metodista. Entre as 16 opções de cursos oferecidas, o Jornalismo foi o curso mais procurado, com 354 inscritos (2,21 candidato/vaga). Já o curso mais concorrido foi o de Publicidade e Propaganda, com 3,40 candidato/vaga (272 inscritos). Boa procura obteve também o curso de Relações Públicas. Mais uma vez, a demanda pelos cursos de comunicação ressalta a qualidade do ensino na Metodista.

O Prof. Dr. Davi Ferreira Barros, Reitor da UMESP, ao comentar os resultados do vestibular, afirmou que a Universidade está expandindo suas instalações, criando novos espaços físicos e investindo em tecnologia e capacitação de professores, e que um de seus principais objetivos é colaborar com o desenvolvimento da região onde se instalou há 60 anos.

O vestibular contou com o apoio da Pastoral Universitária e Escolar na recepção e acompanhamento dos estudantes no Campus da Metodista.

A lista geral de classificação será divulgada no dia 7 de julho e afixada no Campus Rudge Ramos da Metodista. Mais informações: vestibular@metodista.br

  fonte: site Metodista

PUC/RS CONVIDA PARA SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE COMUNICAÇÃO.

No período de 1 a 3 de outubro de 2001 acontecerá na Pontifícia Universidade Católica de Porto Alegre o V SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE COMUNICAÇÃO - PPGCOM – FAMECOS.

O desenvolvimento do tema central do evento "Internet, e depois?" contará com a participação de conferencistas nacionais e internacionais, entre os quais destacam-se: Dominique Wolton (CNRS – França), Arlindo Machado (PUC/SP), Joseph Misiewicz (Indianápolis – Estados Unidos), Giovandro Castro (UFES).

A professora Cleusa Maria Andrade Scroferneker, Coordenadora do GT Comunicação Organizacional, está avisando que durante o V Seminário Internacional de Comunicação ocorrerá o GT Comunicação Organizacional. Quem quiser participar deverá enviar para a coordenação do GT resumo de trabalho, com até 10 linhas, até 12 de julho próximo. O prazo para o envio do texto final é 31 de julho. O trabalho deverá ter entre 10 e 15 páginas, incluindo as referências bibliográficas, e ser digitado em espaço duplo, fonte Times New Roman, corpo 12.

COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL EM FOCO

A ABERJE anuncia o III Congresso Internacional de Comunicação Empresarial e Corporativa, no dia 17 de julho próximo. Na mesma data será entregue o Prêmio Aberje São Paulo 2001. Informações: www.aberje.com.br

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FACTA, NON VERBA     Ouve-se com freqüência comentários sobre a falta de relevância da atividade de relações públicas. Invariavelmente, vem à baila comparações com o jornalismo, publicidade e propaganda, marketing. Essas profissões brilham enquanto relações públicas permanecem na penumbra. Qual a razão desse "apagão"?

Entre muitos mitos da profissão, afirma-se ainda que "é tarefa de relações públicas planejar e não aparecer". "É preciso fazer relações públicas de relações públicas". "Os empresários não conhecem essa profissão, nem sabem para que serve". Nas faculdades, predomina o slogan "tudo para jornalismo e publicidade e para relações públicas, nada".

Ainda que possam ser discutidas algumas dessas idéias, há razões mais consistentes para explicar a pouca visibilidade de relações publicas. Uma delas é o desempenho pessoal não condizente com a profissão, como se pode observar nos seguintes exemplos.

Na multinacional, o gerente queixava-se de que tudo que recebia da área de relações públicas chegava sem qualidade - erros de texto, material pobre e até convite sem a data da festa.

No congresso nacional de relações públicas, os palestrantes de jornalismo e propaganda excederam e foram aplaudidos, o de relações públicas avisou que não teve tempo para se preparar e iria ler algumas notas que fizera sobre o tema e, evidentemente, a palestra foi um fiasco.

Tido como especialista em cerimonial, o profissional de relações públicas, na solenidade em que foi Mestre de Cerimônias, além de várias falhas na execução da tarefa, tornou-se ridículo tentando fazer gracinhas. O mau desempenho profissional, sem dúvida, representa um dos elementos mais graves que contribui para embaçar a imagem da atividade. Esse vício tem sua origem nas próprias faculdades, onde não se exige posicionamento profissional dos estudantes de relações públicas na execução de suas tarefas, o que não sucede, por exemplo, com o setor de publicidade e propaganda, que prima pelo apuro de suas apresentações e eventos.

Se se olhar para o mercado, vários fatores da não visibilidade de relações públicas podem ser anotados. Por exemplo, a frágil representatividade das associações de classe, a falta de participação profissional nessas entidades, a baixa produção intelectual da categoria, a não existência de um veículo forte de promoção da atividade. E até a pouca "articulação" e participação dos estudantes junto a tais entidades

Ações e não palavras dão visibilidade e legitimidade a qualquer profissão. Não adianta permanecer no time dos injustiçados. Relações Públicas é uma atividade atual, com amplo campo de trabalho. Os profissionais que abraçaram essa profissão precisam reposicionar-se para poderem acompanhar as transformações sociais e organizacionais e atenderem às exigências da sociedade globalizada, na qual o que mais conta é o empreendedorismo, o domínio do conhecimento, à capacidade de gerar resultados.                        

Nada disso se consolidará se não houver antes a preocupação com o aperfeiçoamento profissional continuado e a participação efetivados componentes da categoria nas entidades que os representam. O ditado pode ser antigo, mas continua verdadeiro: A UNIÃO É QUE FAZ A FORÇA

 

 

Entidades de ensino superior preocupam-se com o desenvolvimento intelectual dos alunos de graduação.

 

Movimento positivo no campo educacional é o incentivo que começa a ser dado ao desenvolvimento do conhecimento intelectual dos alunos de graduação. Entidades responsáveis pelo ensino estão promovendo concursos que estimulam o interesse do aluno pela pesquisa acadêmica, oferecendo até premiação em dinheiro, com o intuito de melhorar o desempenho escolar e, futuramente, o profissional.

Prova disso, é o 1º CONIC SEMESP 2001, Congresso Nacional de Iniciação Científica, promovido pelo Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de São Paulo (SEMESP).

Este evento acontecerá nos dias 27, 28 e 29 de setembro e focalizará o tema "Iniciação à Pesquisa: uma forma de construir o conhecimento". Os melhores trabalhos que forem apresentados serão premiados. Mais detalhes: www.semesp.org.br.

Outro evento acadêmico é a 1ª JORNADA DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA que acontecerá, juntamente com o 3º SEMINÁRIO DE EXTENSÃO, do dia 5 a 7 de novembro, na Universidade Metodista de São Paulo. O objetivo desse encontro é divulgar a iniciação científica e as atividades de extensão desenvolvidas pelos alunos da universidade.

A realização dessas jornadas científicas demonstra que os responsáveis pelo ensino superior estão conscientes de que é necessário posicionamento crítico dos alunos diante do competitivo mercado de trabalho e de que é fundamental buscar o desenvolvimento de cidadãos bem formados, profissionalmente habilitados, e não apenas de reprodutores de conhecimentos teóricos desligados do contexto social e das exigências do mundo globalizado. Informações: agência de Relações Púclicas tel 4366 - 5880                         e-mail:agenciarp@metodista.br

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  Com a cara do chefe

 A revista Ensino Superior (abril de 2001) publicou artigo da Dra. Maria Aparecida Ferrari, diretora da Faculdades de Jornalismo e Relações Públicas da Universidade Metodista de São Paulo. A matéria tem por título "Com a cara do chefe" e focaliza tema desenvolvido pela autora em sua tese de doutorado, defendida na USP,em setembro de 2000, na qual estuda a influência dos valores disseminados pela cúpula das organizações na comunicação com o mercado.

        Qual é a importância que os executivos dão à atividade de relações públicas nas organizações? Em que momento a alta administração acha oportuno o desenvolvimento de uma campanha de relações públicas? Essa e outras questões fizeram parte da pesquisa que desenvolvi na tese A influência dos valores na determinação da prática e do papel dos profissionais de relações públicas – estudo comparativo entre organizações brasileiras e chilenas.

O propósito deste estudo intercultural foi verificar se os valores organizacionais influem na maneira pela qual as relações públicas são percebidas e praticadas, bem como na definição do papel que o profissional de relações públicas desempenha no seu departamento. Foram realizadas 70 entrevistas com dois executivos de cada uma das 35 empresas selecionadas nos dois países escolhidos. Observou-se que os valores disseminados pela cúpula das organizações têm uma influência muito forte na determinação da comunicação utilizada para com seus diferentes públicos. Grande parte das empresas encontra-se num período de transição, de uma cultura autoritária para uma participativa. Essa passagem pode ser justificada por vários fatores, como a globalização dos mercados, novos modelos de gestão, abertura econômica, estabilidade política, maior participação, conscientização dos cidadãos na vida empresarial, entre outros.

Com relação à participação e à pressão dos consumidores junto às organizações, a pesquisadora classificou a empresa em dois grupos: as vulneráveis e não vulneráveis. Verificou-se que nas organizações vulneráveis os valores e a cultura disseminados pela cúpula influem, positivamente, para que o profissional de relações públicas participe das decisões estratégica. Isso significa que, diante das constantes pressões da sociedade as vulneráveis tem dedicado mais atenção à questão da comunicação cm seus distintos públicos e incorporando seus comunicadores como membros efetivos na tomada de decisão.

A partir do momento que os profissionais de relações públicas atuam com a alta administração para administrar a comunicação, de maneira á contribuir para a eficiência organizacional, passa-se a privilegiar o caráter gerencial da profissão, por ser este seu traço mais relevante e a maior contribuição que se pode oferecer em termos de obtenção de resultados.

Com isso, confirma-se a evidência de que a prática de relações públicas é influenciada pela estrutura interna da organização e, consequentemente, pelos valores disseminados pela alta administração. As práticas de relações públicas se alteram conforme a estrutura, seja ela mais centralizadora e autoritária ou descentralizada e mais participativa.

Os resultados obtidos contribuem para a identificação de certos valores e traços culturais específicos de cada um dos países pesquisados, mostrando como são reflexo das estruturas de poder das organizações e que, no cotidiano das empresas, influem nas escolhas dos modelos de prática de relações públicas e do papel desempenhado pelos profissionais responsáveis.

Entre as principais conclusões, sugeriu-se que o desenvolvimento de uma contracultura poderia induzir uma mudança radical nas organizações, especialmente quando o responsável pelo departamento de relações públicas não faz parte da alta administração. Porém, para isso, os profissionais precisam, primeiramente, adquirir conhecimentos relevantes sobre a organização e o mercado, assim como manter a educação especializada e contínua.

Referência: Ensino Superior, Ano 3, n° 31, abril de 2001, p. 33

 

 

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