Boletim Eletrônico da Agência de Relações Públicas Unidade Experimental
Curso de Relações Públicas - Universidade Metodista de São Paulo
Ano II - Número 
20   3 de agosto de 2001

 

Número Especialj0234769.gif (22823 bytes)

Estamos reiniciando o ano letivo, abrindo o segundo semestre, durante o qual centenas de alunos de relações públicas estarão trabalhando intensamente na conclusão de seus projetos experimentais. Como as atenções das faculdades, dos professores e  dos formandos se concentram nesse trabalho, que reflete a qualidade do ensino das escolas, apresentamos um número especial do CANAL RP, focalizando a metodologia empregada na UMESP na busca de excelência dos projetos experimentais.

 

Professora Dra. Maria Aparecida Ferrari é nova Diretora da Faculdade de Jornalismo e Relações Públicas

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Por ato administrativo da Reitoria da UMESP, a professora Dra. Maria Aparecida Ferrari foi designada para exercer as funções de Diretora da Faculdade de Jornalismo e Relações Públicas.

Anteriormente, a Dra. Maria Aparecida recebera um mandato temporário, logo após a professora Dra. Graça Caldas deixar o cargo, em abril de 2001.

A gestão da nova diretora será de um ano e seis meses, e seu término coincidirá com o da administração do atual Reitor da UMESP, professor Dr. Davi Ferreira Barros.

A nova diretora, que é também Coordenadora do curso de Relações Públicas, tem como objetivo prosseguir o trabalho de renovação da faculdade. Ela já promoveu a reestruturação do curso de Relações Públicas, dando-lhe um corpo de disciplinas, específicas e complementares, mais condizente com as necessidades globalizadas do mercado atual de comunicação social.

A professora Dra. Maria Aparecida Ferrari é socióloga, formada pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, da Universidade de São Paulo (1975); Bacharel em Comunicação Social, habilitação Relações Públicas, pelo Centro Universitário Anhembi Morumbi; Mestra (1993) e Doutora (2000) em Relações Públicas pela Escola de Comunicação e Artes, da USP. Além de sua experiência como profissional e docente de Relações Públicas em empresas e universidades brasileiras, a professora Maria Aparecida lecionou, de 1992 a 1996, nas universidades chilenas Del Pacífico e de Viña Del Mar. Foi coordenadora e professora do Centro de Extensión de La Universidad Católica de Chile, no curso de capacitação empresarial.

A partir de agosto de 1996, de volta ao Brasil, reintegrou-se, como professora, ao curso de Relações Públicas da UMESP. Além disso, leciona na Escola de Comunicação e Artes, da USP.

É profissional atuante filiada ao CONRERP-SP/PR, tendo participado das ações desenvolvidas pelo Parlamento Nacional, instância criada para avaliar o perfil da atividade de Relações Públicas no Brasil, revisar e atualizar a regulamentação dessa atividade. 

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UNIVERSIDADE METODISTA INOVA E MELHORA A QUALIDADE DOS PROJETOSj0336389.gif (2628 bytes) EXPERIMENTAIS DE RELAÇÕES PÚBLICAS

 

O desafio maior dos estudantes de Relações Públicas no final do curso é a elaboração do Projeto Experimental. A tarefa não é fácil.

Ciosa em prestar um ensino de excelência, cujos resultados manifestam-se nos projetos de conclusão de curso, a Universidade Metodista vem aperfeiçoando, a cada ano, a execução dos projetos experimentais, oferecendo a seus alunos completa orientação e recursos para que produzam ótimos projetos.

Não é fácil vencer. Êxitos e fracassos marcam os projetos experimentais dos universitários que concluem o curso de Relações Públicas. Por serem obrigatórios para a aprovação do aluno, é grande o esforço das faculdades em dar aos estudantes orientação adequada para que sejam bem-sucedidos em seus trabalhos. Maior ainda parece ser o empenho dos estudantes em vencer o desafio, por isso munem-se de todos os recursos para saírem vitoriosos.

Ciente das expectativas dos seus estudantes, a Universidade Metodista vem, a cada ano, oferecendo melhores condições aos alunos do curso de relações públicas, mas tem também inovado na elaboração dos projetos, para que, de fato, atinjam os objetivos de preparar os alunos para que enfrentem com conhecimento e segurança o mercado de trabalho.

Em busca da excelência na execução dos projetos, a coordenação do curso de relações públicas da UMESP vem introduzindo novos recursos na elaboração dos projetos, como, por exemplo, reorientando os alunos na seleção de empresas-clientes; inovando e enriquecendo o roteiro tradicional com técnicas de planejamento estratégico, benchmarking e pesquisas sobre temas relevantes, trabalhadas com maior técnica e profundidade; e cuidando para que haja maior esmero no uso da língua portuguesa. Somam-se a esse rol de inovações o uso obrigatório e correto das normas da metodologia científica e o aprofundamento da relação de interdependência empresa/públicos.

O resultado desse esforço leva à elaboração mais rica e real do diagnóstico sobre o cliente, fator primordial para garantir a qualidade do Projeto de Relações Públicas a ser preparado para a empresa que abriu suas portas para os estudantes ali realizarem o seu trabalho.

 (ver continuação da matéria na pág. 3)

Dicas Bibliográficas

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Elaborar um projeto experimental de relações públicas representa tarefa árdua para muitos estudantes pela dificuldade em aplicar o conhecimento adquirido durante o curso na montagem do projeto e por desconhecerem as normas de metodologia científica.

A partir de trabalho constante na orientação de projetos e observando as dificuldades dos alunos na composição de seus trabalhos, os professores Fábio França e Sidinéia Gomes Freitas editaram o livro Manual de Qualidade em Projetos de Comunicação (São Paulo, 1997).

Este Manual é destinado especificamente aos formandos em relações públicas. Ele foi dividido em seis partes, nas quais trata de todos os temas específicos dos projetos experimentais: escolha de clientes, justificativa teórica, briefing, diagnóstico, programas de relações públicas, roteiros, metodologia e  forma de apresentação final do projeto.

O Manual de Qualidade focaliza também a situação atual das empresas, como as mudanças organizacionais, o processo da qualidade e as Normas ISO 9000, aplicadas à comunicação. Preocupa-se também em dar aos estudantes ampla bibliografia sobre disciplinas estudadas e, no final, sugere um Modelo Geral de Regulamento para melhoria da qualidade dos Projetos de Relações Públicas.

Este Manual é o único destinado à produção de projetos experimentais de Relações Públicas e vem sendo utilizado por alunos e professores como a principal fonte de informação para a produção de Projetos de Comunicação.

Vale a pena conferir:

Manual de Qualidade em Projetos de Comunicação (Pioneira, São Paulo)

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 UNIVERSIDADE METODISTA INOVA...   A experiência no gerenciamento de projetos, acumulada durante vários anos na Metodista, permitiu a elaboração de um roteiro mais adequado para melhorar a qualidade dos projetos e facilitar o trabalho dos alunos.

As diferentes fases deste roteiro são expostas a seguir.

  Encontro com os clientes AG00465_.gif (8640 bytes)

Levantou também a Coordenação do curso, para facilitar a execução dos projetos, a necessidade de se estabelecer uma relação direta desses clientes com a Universidade. Nesse sentido, criou-se o Dia do Cliente. Nesse dia, os executivos que representam as empresas são convidados para um encontro nas dependências da Universidade. Nesse encontro, realiza-se uma confraternização das diversas equipes com seus clientes, e estes são informados sobre a finalidade e a importância do trabalho e instruídos sobre a melhor forma de colaboração para o sucesso das equipes que para eles trabalham. Outra inovação da maior influência no aperfeiçoamento dos projetos criada pela Metodista foi colocar à disposição dos estudantes professores de diferentes disciplinas para assessorá-los de forma permanente.

  Processo de elaboração dos Projetos  j0178196.gif (5447 bytes)

No início do VII semestre, os alunos recebem o "Regulamento dos Projetos Experimentais de Relações Públicas", que estabelece, em detalhes, as normas para a execução e a avaliação dos Projetos, e, ao mesmo tempo, o "Roteiro para Produção do Projeto".

De posse desses documentos, que são amplamente explicados, caberá aos alunos seguir suas orientações para vencer o grande desafio que têm no último ano de sua formação.

As normas estabelecem com clareza as tarefas a serem cumpridas em cada semestre e em cada passo do trabalho.

No primeiro semestre, dentro da disciplina Planejamento de Relações Públicas, os alunos desenvolvem os quatro primeiros capítulos do projeto. Nesta fase, os grupos são instruídos, acompanhados e controlados por dois professores. Além disso, contam com a colaboração de mais dois professores: um que orienta a realização da pesquisa e outro que verifica a redação dos textos.

O controle dos trabalhos é feito pelo professor Coordenador Geral dos Projetos, que, durante todo o ano, trabalha em estreita colaboração com os professores orientadores de projetos.

Portanto, desde a primeira fase, os alunos têm uma estrutura invejável para serem bem-sucedidos, pois são amplamente assistidos por quatro professores e pelo coordenador dos projetos.

Seguindo as normas que lhes foram passadas na primeira parte, os alunos deverão fazer a justificativa teórica bem estruturada, o briefing e o diagnóstico.

Na Metodista, porém, exige-se que estudem em profundidade a empresa-cliente, apresentando, nesta fase, todos os elementos do planejamento estratégico, de um benchmarking bem elaborado, dados esses que vão se somar aos encontrados no briefing e na pesquisa obrigatória sobre um tema relevante da comunicação da empresa-cliente, para a formação do diagnóstico.

O segundo semestre é totalmente dedicado à conclusão do projeto experimental, à elaboração do projeto de relações públicas para o cliente e seu detalhamento, objetivos, metas, estratégias e ações a serem executadas. O regulamento exige que cada equipe produza e execute pelo menos duas atividades programadas.

  Orientaçãoj0173995.gif (9625 bytes)

As diferentes equipes são atendidas, na primeira fase dos projetos, por dois professores de planejamento, por um(a) professor(a) de pesquisa e outro(a) de letras. Na segunda fase, cada grupo passa a contar com um orientador exclusivo, que é responsável pelo desenvolvimento e pela conclusão do projeto e por sua apresentação final. A coordenação geral supervisiona o trabalho em todas as suas fases, para que os objetivos de sua realização sejam alcançados.

 

  Avaliação continuada j0172578.gif (10501 bytes)

Fator fundamental da qualidade dos projetos na UMESP é a avaliação continuada do trabalho dos formandos, que é feita pelo acompanhamento permanente dos grupos em três ocasiões formais.

A primeira, no final do I Semestre. Elaborado o Anteprojeto (em geral chamado de Briefing), ele é submetido à Pré-análise formal dos professores de planejamento e do coordenador geral. Em seguida, reúnem-se os professores com cada equipe para comentar o trabalho realizado, pontos fortes e fracos, aprovando-o ou não. O trabalho que não apresentar a qualidade exigida neste momento deverá ser refeito até a primeira quinzena do II Semestre.

A segunda avaliação é feita em uma Pré-Banca. Todos os grupos são obrigados a apresentar o projeto realizado diante de uma banca de professores 45 dias antes da data da apresentação final. Nessa ocasião, se o projeto não atender aos objetivos previstos, o grupo será reprovado. A pré-banca salvaguarda o valor acadêmico do projeto e é também uma forma de evitar constrangimentos públicos na apresentação final para alunos, professores e familiares de alunos.

Ao terminar o projeto, os alunos, além do volume oficial, são obrigados a preparar uma síntese, que recebe o nome de Informe Executivo.

Este texto deve conter todos os elementos do projeto e é destinado a convidados e clientes, para que eles possam tomar conhecimento completo do trabalho, possibilitando avaliá-lo corretamente.

A última etapa da avaliação é a Apresentação Oficial Pública do projeto diante de banca de professores, clientes e profissionais convidados e de audiência composta por alunos e seus familiares. Nesse momento, o que se espera, além de excelente trabalho acadêmico, é que o cliente aprove ("compre") o projeto. Se isso acontecer, os objetivos do trabalho foram alcançados.

  Participação em concursos j0178136.gif (12186 bytes)

Os alunos são estimulados a produzirem ótimos projetos e a participarem de concursos destinados à valorização de trabalhos acadêmicos. Há diversas oportunidades.

Na UMESP, por exemplo, o melhor projeto no seu conjunto recebe o prêmio TALENTO METODISTA. Os demais projetos, de acordo com sua qualidade, podem ser inscritos em concursos externos, como os da Associação Brasileira de Relações Públicas, da Intercom, da Contexto Comunicação, entre outros.

 

 Resultados esperadosj0178143.gif (20596 bytes)

Chegou a hora de cobrar resultados. A coordenação do curso, depois de colocar á disposição ampla infra-estrutura para o trabalho dos alunos, só pode esperar trabalhos de muito bom nível. Ela está segura de que projetos bem elaborados, com profundidade, coroam a formação acadêmica dos jovens em relações públicas, dotando-os de conhecimentos específicos, experiência e segurança para o exercício profissional de Relações Públicas.

A conclusão que se impõe diante do exposto é que investir na excelência dos Projetos Experimentais é a forma que mais contribuirá para formar excelentes profissionais e valorizar a atividade profissional de Relações Públicas no Brasil.

 

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Expediente 
O Canal RP: informativo eletrônico quinzenal do Núcleo de Produtos e Instrumentos de Comunicação da Agência de Relações Públicas Unidade Experimental da Universidade Metodista de São Paulo (UMESP). Seu objetivo é divulgar e promover a atividade profissional, tendo como referencial a qualidade UMESP e seu curso de Relações Públicas.
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FACULDADE DE JORNALISMO E RELAÇÕES PÚBLICAS
Diretora: Profª. Dra. Maria Aparecida Ferrari
Coordenadora do Curso de Relações Públicas: Profª. Dra. Maria Aparecida Ferrari

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