Agência de Relações Públicas Unidade Experimental    

Curso de Relações Públicas - Universidade Metodista de São Paulo
Ano II - Número 26   26 de outubro de 2001

 

  Jornada de Iniciação Científica & Seminário de Extensão acontecem em novembro na Metodista

A Universidade Metodista de São Paulo promoverá a 1ª Jornada de Iniciação Científica e o 3º Seminário de Extensão, de 5 a 7 de novembro, nos campi Rudge Ramos, Vergueiro e Planalto. A Jornada envolve alunos e professores, sendo seu objetivo divulgar as atividades de iniciação científica desenvolvidas dentro da Umesp. Seu tema central é "A pesquisa e a extensão universitárias".

As atividades programadas serão desenvolvidas em mesas-redondas, seminários, palestras e conferências, oficinas, painéis e comunicações orais com temas livres.

O curso de Relações Públicas será representado por três palestras: "Os caminhos da ciência: o papel do estudante universitário na construção do conhecimento", "A pesquisa científica" e " Making off da pesquisa no projeto experimental".

Do curso de Turismo, destacam-se "Mostra fotográfica", "História viva" e "Pesquisa científica em Turismo". O Jornalismo apresentará a palestra "Pesquisa sobre o perfil do aluno de Jornalismo da Universidade Metodista de São Paulo".

A partir deste ano, a Jornada de Iniciação Científica acontecerá nos anos ímpares; nos anos pares terá lugar o tradicional Congresso Científico, que era realizado anualmente. Esta intercalação de eventos visa abrir maior espaço para a pesquisa e a extensão e debater temas científicos em todos os cursos da universidade.

Informações: Agência de Relações Públicas – Unidade Experimental – Tel.: (11) 4366-5880; sala 223 do Edifício Delta ou pelo e-mail: jornada@metodista.br.

Mariana de Marco Geraldine

 

  Con + Com debateu tendências do pensamento contemporâneo: comunicação e cidadania

Durante os dias 18, 19 e 20 d outubro, a Universidade Metodista viu seu campus Rudge Ramos movimentar-se pela presença de centenas de professores, alunos e convidados especiais, profissionais de diferentes setores da comunicação, que vieram realizar seminários, oficinas, palestras e debates no Con + Com, evento que reuniu o III Fórum de Relações Públicas; a I Feira de Rádio, Televisão, Multimídia; o III Encontro de Jornalismo e o I Remix de Publicidade e Propaganda e Comunicação Mercadológica, eventos ligados às Faculdades de Comunicação da Universidade Metodista de São Paulo.

Essa Feira de Debates de Comunicação, cujo tema foi "Comunicação e cidadania – um diálogo necessário", chamou a atenção do mundo acadêmico e trouxe à Metodista alunos de outras faculdades, vindos até de outros Estados.

O objetivo de todos era um só: buscar oportunidades para tomar conhecimento e debater, com profissionais de renome, as novas técnicas no campo de relações públicas, da propaganda, da comunicação mercadológica e da multimídia. O evento mereceu a aprovação de mais de 80% dos participantes, e muitos deles já manifestaram o desejo de que o Con + Com retorne com o mesmo impacto de modernidade no próximo ano.

O Con + Com demonstrou que a união das diferentes faculdades foi responsável pelo êxito da rica e variada programação oferecida a quem compareceu à Metodista.

O Canal RP presta sua homenagem aos organizadores do Con + Com pelo sucesso obtido; aos palestrantes convidados pela excelência de suas apresentações; aos expositores pela qualidade da contribuição oferecida; e a todos os participantes do encontro, em especial aos que, vindos de outras faculdades, nos honraram com sua presença. Agradecimento particular ao apoio recebido da Reitoria da Umesp e aos Diretores e Coordenadores das Faculdades envolvidas, à Comissão Organizadora e a todos que lutaram para o êxito do Con + Com. Reserve desde já espaço em sua agenda para comparecer ao Con + Com 2002. Até lá.

 

Se você participou desse encontro, dê sua opinião sobre ele pelo e-mail: canalrp@metodista.br.

 

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O setor esportivo pode ser campo de trabalho para Relações Públicas?

Ao matricular-se no curso de relações públicas, muitos jovens já imaginam-se trabalhando em grandes corporações. Ninguém prevê que o mundo dos esportes possa ser uma área interessante e lucrativa para o exercício da profissão.

Na prática, nunca se ouve falar em relações públicas nos eventos esportivos, como, por exemplo, nas transmissões de jogos de futebol, voleibol ou basquetebol. Predomina sempre o jornalismo esportivo, com seus maravilhosos locutores, repórteres e as grandes coberturas da mass media. Mas, no meio da agitação esportiva, há lugar para relações públicas?

Com certeza é imperativo no setor esportivo saber relacionar-se com os seus diversos públicos, tanto nacionais quanto internacionais. Falta-lhe pesquisas, conhecimento de suas necessidades, das expectativas do público, planejamento estratégico, profissionais capazes de gerenciar a complexidade de suas relações com diferentes audiências e as crises que o atinge.

As federações e os clubes esportivos, mais do que nunca, vêem-se às voltas com indagações e reclamações da opinião pública. Lutam com a incredulidade das torcidas que duvidam das intenções e dos propósitos dos dirigentes dos clubes, que enfrentam, com muita regularidade, grandes conflitos com associações, dirigentes e praticantes de atividades esportivas de qualquer modalidade. No futebol, por exemplo, parece norma os desentendimentos entre dirigentes e jogadores e entre os próprios profissionais. Torcidas enfurecidas digladiam com seus clubes, com clubes concorrentes, com resultados, às vezes, desastrosos.

Esse cenário exige, de maneira urgente, a presença de um profissional de relações públicas, capaz de introduzir no cenário esportivo técnicas de relacionamento, de gerenciamento de crises, de convivência harmoniosa entre as partes; apto a diagnosticar o que ocorre no mundo esportivo e de implantar projetos corporativos estratégicos de comunicação, destinados a dar credibilidade às entidades desse setor e a seus dirigentes.

A opinião pública espera ser bem informada e merece respostas honestas sobre crises e escândalos que ocorrem no mundo dos esportes. Pode-se dizer, com segurança, que é hora de se introduzir em campo novo atleta, preparado para enfrentar, de modo profissional, tão graves problemas: o relações-públicas.

Infelizmente, muitos "chefões" da área esportiva, assim como os de outras organizações, ainda desmerecem a atividade de relações públicas. Já é hora de considerar que o esporte, em suas diversas práticas, necessita ser reabilitado junto à opinião pública e os dirigentes necessitam conseguir maior credibilidade, conceito mais positivo, junto às torcidas e aos brasileiros fanáticos por esportes. O técnico que pode conduzir esse jogo é o relações-públicas.

Já é, também, tempo para que os cursos de relações públicas descubram o mundo esportivo como campo excelente para a escalação de jovens profissionais que entram no mercado de trabalho desejosos por fazer uma carreira brilhante.

Leonardo Filoso

Você sabe qual a origem da expressão "Relações Públicas"?

No boletim anterior, notificou-se a diversidade de termos para designar relações públicas, segundo Dennis I. Wilcox. Cândido Teobaldo de Souza Andrade, pioneiro da atividade no Brasil, explica hoje a origem da expressão "Relações Públicas".

Afirmam alguns autores que o termo "relações públicas", na verdade, apareceu em 1882, na "Yale Law School", nos Estados Unidos da América – quando da realização de uma conferência pronunciada pelo advogado Dorman Eaton, sob o título: "The Public Relations and the Duties of the Legal Profession". Porém, segundo Fred L. Black, diretor da Nash-Kelvinator Corporation, a expressão "relações públicas" começou a ser usada desde 1882, sem chegar, todavia, a se generalizar.

O ano de 1882, de qualquer modo, é famoso na história das RP, porque assinala o nascimento da frase: "O público que se dane", atribuída ao Comodoro Vanderbilt ou a seu filho, William Henry, em uma entrevista coletiva aos jornalistas de Chicago.

Curioso também observar que, em 1883, Theodore N. Vail, presidente da "The American Bell Telephone Co.", em uma circular, empregava a expressão "relações públicas e a companhia", embora muitos afirmem que o termo "Public Relations" tenha sido usado por T. Vail em 1906, no relatório anual da "American Telephone and Telegraph Co.".

Dizem outros que "relações públicas", no seu atual conceito, surgiu com Daniel Villard, presidente da Baltimore-Ohio Railroad, em 1910, quando esse homem de negócios utilizou a expressão "nossas relações públicas", em vez de "nossas relações com o público", que vinha sendo empregada anteriormente.

(Andrade, Cândido Teobaldo de Souza. Panorama Histórico de Relações Públicas. São Paulo: Universidade de São Paulo, Escola de Comunicação e Artes, 1972, pp. 2-3)

    

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Ponha o Cerimonial na ordem do dia

Profissionais e estudantes de relações públicas e cerimonialistas já podem dispor de uma obra completa e objetiva sobre protocolo, cerimonial e etiqueta.

Gilda Fleury Meirelles, relações-públicas, empresária, consultora, assessora e professora de comunicação empresarial, cerimonial, protocolo e eventos, Doutora honoris causa da Faculdade de Comunicação Social Cásper Líbero, laureada com diversos prêmios de Relações Públicas, está apresentando aos profissionais dedicados às normas protocolares e pompas cerimoniais seu mais recente livro Protocolo e Cerimonial – Normas, Ritos e Pompa.

A autora inicia sua obra explicando a importância do protocolo e do cerimonial e também a necessidade de se observar as normas reconhecidas como fundamentais para o sucesso de qualquer evento no qual devam estar presentes normas protocolares. Prova-o citando Jorge Americano, que afirma: "uma solenidade é, por natureza, um conjunto de cerimônias. É da sua essência, portanto, a boa regimentação dessas cerimônias".

Protocolo e Cerimonial é trabalho teórico, prático, objetivo e completo. Descreve as normas e ensina como aplicá-las. Define o que é protocolo e cerimonial, apresenta a visão histórica da origem desses preceitos. Em seguida, perpassa cada tema que pode estar incluído em normas protocolares ou de cerimonial, como, por exemplo, precedência, símbolos nacionais, apresentações e cumprimentos, convites, trajes, uso de cartões, simbologia de cores, normas de ornamentação, enfim, aborda diversos tipos de eventos, solenidades e situações em que se envolvem profissionais dedicados ao cerimonial.

A própria professora Gilda Meirelles descreve em três pontos o que pretende com Protocolo e Cerimonial.

Em primeiro lugar, ensinar as leis do protocolo, as regras do cerimonial e as normas da etiqueta, de modo que possibilitem ao profissional realizar uma cerimônia, fazendo com que as personalidades tenham, de um lado, a posição e o tratamento de direito; e de outro, que os participantes compreendam essa diferenciação estabelecida.

O segundo objetivo é passar ao leitor o conhecimento que lhe dê condições de administrar, em uma solenidade, as vaidades, a guerra do poder, a batalha pelo ser, entre aqueles que efetivamente são, ou pensam que são.

Afinal, o terceiro objetivo é fazer com que o uso adequado desses instrumentos – o protocolo, o cerimonial e a etiqueta – tragam ao evento a pompa, a circunstância e a magia, que marcarão e emocionarão os participantes com a chancela do saber, do belo, do correto, do planejado e – por que não? – da valorização pessoal e do amor.

A professora Gilda Fleury Meirelles é também autora das seguintes publicações: Tudo sobre eventos; Protocolo e cerimonial para o setor público; Cerimonial universitário; Mestre-de-cerimônias; Protocolo para recepção de visitas oficiais e Postura empresarial.

 

Gilda Fleury Meirelles. Protocolo e Cerimonial – Normas, Ritos e Pompa: Ômega Editora e distribuidora, 2001, 256p.

 

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