CANAL RP

Ano III – Número 40 – 28 de junho de 2002

Curso de Relações Públicas – Universidade Metodista de São Paulo

Núcleo de Produtos e Instrumentos de Comunicação da   

Agência de Relações Públicas Unidade Experimental

 

ARTIGOS

Funções e atividades de Relações Públicas

    O exercício de todas as profissões está fundamentado em um paradigma, em uma teoria que define o que é a profissão, o que faz e como age em benefício da sociedade. Com relações públicas acontece o mesmo. Mas, devido a seu vasto campo de ação e à conseqüente multiplicidade de sua interação com os públicos, muitas vezes, confundem-se as pessoas, que ficam sem saber exatamente quais são os verdadeiros objetivos da profissão. Esta incerteza chega a ser tão grande que os relacionistas brasileiros reuniram-se em um grande simpósio, denominado Parlamento Nacional, para melhor explicitar a Lei nº. 5.377, que regulamenta a profissão, e propuseram que se fizesse uma alteração nessa lei de 30 anos, atualizando-a. Como resultado deste trabalho, foi proposto que passariam a ser consideradas funções e atividades específicas de relações públicas:

I – diagnosticar o relacionamento das entidades com os seus públicos;

II – prognosticar a evolução da reação dos públicos diante das ações das entidades;

III – propor políticas e estratégias que atendam às necessidades de relacionamento das entidades com seus públicos;

IV – implementar programas e instrumentos que assegurem a interação das entidades com seus públicos.

Definidas as funções, o documento propõe nova alteração na lei para melhor definir as atividades de Relações Públicas nos seguintes termos:

“Consideram-se atividades específicas de Relações Públicas:

I – realizar

a)      pesquisas e auditorias de opinião e de imagem;

b)      diagnósticos de pesquisas e de auditoria de opinião e imagem;

c)      planejamento estratégico de comunicação institucional;

d)      pesquisa de cenário institucional;

II – estabelecer programas que caracterizam a comunicação estratégica para criação e manutenção do relacionamento das instituições com seus públicos de interesse;

III – planejar, coordenar e executar programas de:

a)      interesse comunitário;

b)      informação para a opinião pública;

c)      comunicação dirigida;

d)      utilização de tecnologia de informação aplicada à opinião pública;

e)      esclarecimento de grupos, autoridades e opinião pública sobre os interesses da           organização.

IV – ao ensino de disciplinas de teoria e técnicas de relações Públicas;

V – avaliar os resultados dos programas obtidos na administração do processo de relacionamento das entidades com seus públicos."

    Quem refletir sobre o texto deste boletim, sem dúvida, terá mais facilidade para entender o que é e para que servem relações públicas e qual o campo de trabalho em que atuam os relacionistas.

     Qual sua posição em relação à proposta do Parlamento Nacional?

Fábio França

 

Mercado Eleitoral*

    É tempo de feira de candidatos. Em cada barraca partidária, arrumam os estandes e a embalagem daqueles que se oferecem no mercado eleitoral. Há antiguidades restauradas como produto novo e novidades pintadas do que, se acredita, seja o gosto dos fregueses – nós, eleitores, otários em potencial. Na vitrina dos candidatos ressaltam-lhes as virtudes, escondem-lhes as fraquezas. Exatamente o inverso é feito ao descrever concorrentes nos comerciais da campanha.

    Nessa feira, uns eleitores participam do escambo: votos ou trabalho em campanha são trocados por benefícios – de camisetas a dentaduras no presente; de assessorias a privilégios no futuro. Estes são convencidos pelo toma lá, dá cá. Outros são capazes de votar de graça, por fé, esperança e, às vezes, até por caridade. A estes, são dirigidos discurso e imagens persuasivas.

    No dicionário de português, o verbete marketing aparece como substantivo de origem inglesa, significando “o estudo de atividades comerciais, partindo do conhecimento das necessidades e da psicologia do consumidor, a fim de dirigir a produção, adaptando-a melhor ao mercado; estudo de mercado; mercadologia”. A mercadologia estendeu-se ao campo da política resultando nos neologismos marketing político e marqueteiro. No livro The Selling of the President 1968, Joe McGinnis já mostrava o uso das técnicas mercadológicas para “vender” Richard Nixon como  o melhor candidato à presidência dos Estados Unidos naquele ano. De lá pra cá, o prestígio dos marqueteiros só fez crescer no mundo inteiro.

    Encarregados de esculpir perfis de candidatos e melhorar a imagem de governantes, os marqueteiros são especialistas em verossimilhança. Têm sido glorificados pela vitória ou injustamente execrados pela derrota de políticos em eleições ou em pesquisas de popularidade. Nem magos nem incompetentes, são apenas os Gepettos da história, talhando habilmente bonecos de madeira e esperando que se tornem “meninos de verdade”, como o Pinóquio, de preferência sem crescer muito o nariz.

    A expressão marketing político é uma metáfora, ou seja, a descrição de uma coisa em termos de outra. Significa tratar os políticos como produtos manufaturados de acordo com as necessidades e a psicologia dos clientes-votantes. Aos marqueteiros, cabe adaptá-los ao mercado eleitoral, diferenciando-os dos produtos concorrentes e buscando a fidelidade do eleitoral-consumidor.

    Já que é assim, analisemos e avaliemos as ofertas pela mesma ótica. Vale perguntar: O que está por dentro da embalagem do candidato produzido pelo marketing político? O que a propaganda realça ou esconde? Que garantias o produto oferece? As qualidades alegadas são convincentes? De onde vem a sua confiabilidade? Já fui vítima de propaganda enganosa dele ou de seu partido? Apliquemos o Código de Defesa do Consumidor aos produtos oferecidos no mercado eleitoral. É um bom exercício de cidadania. 

Gostaria de fazer algum comentário à opinião da articulista?

* Publicado no Diário de Pernambuco, 30 de maio 2002, p. A-3

Tereza Halliday - Jornalista e analista de discurso

 

RP EM FOCO

Revista Metodista dá destaque ao Curso de Relações Públicas

    A revista Metodista, ao comentar os 30 anos dos cursos de comunicação social da Universidade,  focaliza o curso de Relações Públicas nos seguintes termos:

    "Sempre preocupado em atender às exigências do mercado e da evolução tecnológica, o curso de Relações Públicas tem formado executivos que atuam em grandes organizações brasileiras e multinacionais e acadêmicos que contribuem para o desenvolvimento teórico e a consolidação da atividade no Brasil.

    "Desde 1981, o curso conta com a Agência Experimental, que foi reestruturada em 2001, desmembrando-se em três núcleos: Pesquisa, Produtos e Instrumentos de Comunicação e Eventos, que têm por finalidade treinar alunos em atividades específicas de Relações Públicas, preparando-os para a vida profissional.

    "Um dos trabalhos relevantes desenvolvido pelo núcleo de Produtos é o boletim eletrônico quinzenal Canal RP, o primeiro a ser lançado, em caráter regular, por uma universidade brasileira.

    "O curso se destaca pela qualidade dos projetos experimentais realizados pelos alunos do último ano, que vêm recebendo diversas premiações nos concursos realizados por entidades representativas da profissão e dos setores de comunicação ao longo dos anos. No XXIV Congresso da Intercom, um desses projetos foi escolhido como o melhor trabalho nacional".

* Revista Metodista, Ano 2 –  nº 2 – maio/2002, p. 21.

 

Pré-bancas definem horizontes dos projetos experimentais

    De 17 a 22 de junho, aconteceu a primeira pré-banca destinada à avaliação da primeira parte dos Projetos Experimentais. Esta é a fase do briefing ou de elaboração do anteprojeto. A rígida disciplina mantida pelo curso de Relações Públicas da Metodista diferencia-se das demais faculdades e tem por objetivo obter a excelência dos trabalhos desde seu início, visando a formação de profissionais capazes de enfrentar qualquer situação da prática profissional. Ao todo, foram examinados 13 anteprojetos.

    A partir do segundo semestre, cada Agência conta com seu próprio orientador e, também, com a tutoria em pesquisa e em língua portuguesa, feita em horários específicos por professores especialistas nessas disciplinas, outro fator típico do curso da Metodista. Em outubro, os projetos passam por uma segunda pré-banca, a partir da qual os alunos preparam a apresentação oficial dos Projetos Experimentais que será realizada de modo solene no final do segundo semestre de 2002.

Cásper Líbero reúne professores de relações públicas

    No sábado, 15 de junho, realizou-se o Encontro Cásper Líbero de Coordenadores de Cursos de Relações Públicas no Estado de São Paulo. O evento foi organizado pelos professores Sérgio Andreotti, coordenador de RP, e Júlio Barbosa, vice-coordenador, com o objetivo de criar um Fórum permanente de discussão sobre relações públicas, envolvendo não só coordenadores, como professores e alunos. Da Universidade Metodista participaram os professores Maria Aparecida Ferrari, diretora e coordenadora do curso de Relações Públicas e Fábio França, coordenador de Projetos Experimentais e do Núcleo de Produtos e Instrumentos de Comunicação. Para o próximo encontro, em data a ser determinada,  o grupo terá como missão apresentar uma reflexão sobre o conceito de Relações Públicas dentro de uma visão brasileira da comunicação.

 

NOTÍCIAS

RPCOM volta a circular

    Totalmente reformulado no conteúdo editorial e na forma gráfica, o RPCOM  - jornal laboratório produzido pelos alunos do VI semestre de Relações Públicas - voltou a circular neste semestre. Três números já foram publicados e, na primeira quinzena de agosto, circulará a quarta edição, focalizando os novos alunos que ingressam no curso de Relações Públicas no segundo semestre.

    O RPCOM traz em sua pauta artigos sobre temas atuais e novas tendências de Relações Públicas, entrevistas com profissionais da área de comunicação social, além de dicas de livros e cursos de interesse universitário.  A publicação é mensal e coordenada pelo professor João Evangelista Teixeira.

                                                                                          Guilherme Mendes

 

Futebol: esporte ou vitrine?

    A Copa do Mundo de 2002 chega a seu fim. Foram 32 países que se prepararam para pôr em campo suas seleções, exigindo de seus jogadores, grande parte deles ídolos nacionais e internacionais, o máximo de desempenho em busca de um único ideal – vencer seus adversários e conquistar a taça da vitória.

    A copa como evento mundial é um marco de forte simbolismo de união dos povos, da possibilidade de uma convivência pacífica entre as nações de todos os continentes, representadas em grande parte nos gramados dos estádios por seus times e pelas torcidas que se irmanam sem distinção de classes, alegres, movimentadas pelo sabor das conquistas de seus ídolos.

    Mas a Copa é também o tempo das promoções dos países participantes, dos clubes e das grandes marcas de patrocinadores, tudo isso mesclado com o mar de cores de  bandeiras, flâmulas e adereços.

    A copa é, sem dúvida, a maior manifestação da força do futebol, único esporte capaz de reunir multidões e irmaná-las pacificamente em qualquer parte do mundo; mas é também a grande vitrine da promoção mundial, na qual se somam as cores de todas as bandeiras – uma esperança de que o mundo pode conviver com suas diferenças e viver em paz.

Leonardo Filoso e Bruno Rossini

 

A Ogilvy Public Relations adquire a H-Line, uma das melhores agências de relações públicas da China

    A Ogilvy Public Relations, com a aquisição da H-Line Relações Públicas, uma das melhores agências de relações públicas da China, tornou-se líder  no mercado asiático. Agora a Ogilvy PR lidera uma nova união chamada H-Line Ogilvy Communications Company Ltd., ou a H-Line Ogilvy (H-Line Ogilvy Companhia Limitada de Comunicação), que vai continuar a operar separadamente e tomar o lugar da H-Line Organização de Relações Públicas. Os fundadores e principais executivos da H-Line ficaram com parte significativa da nova união.

    A H-Line Ogilvy é a segunda maior parceria formada pela Ogilvy PR na Ásia este ano. Em janeiro, Ogilvy PR anunciou uma parceria com a PRAP Japan Inc., a maior empresa de relações públicas internacional do Japão. Com uma lucratividade anual maior que 32%, Ogilvy PR foi classificada pela PR Week como a segunda agência que teve maior desenvolvimento entre as cinco maiores redes na Ásia, em 2001. No mesmo ano, Ogilvy PR entrou na  Austrália e  no Vietnã e assumiu a posição de líder nestes mercados.

                                                                                                             Guilherme Mendes e Bruno Crepaldi

 

Auditoria de Opinião é tema de curso da Aberje

    A Aberje (Associação Brasileira de Comunicação Empresarial) promoveu, no último dia 18, curso intitulado Auditoria de Opinião – “Um novo Conceito de Pesquisa Qualitativa”, ministrado por Flávio Schmidt, profissional de Relações Públicas e atual presidente do CONFERP (Conselho Federal dos Profissionais de Relações Públicas). Em virtude de parceria UMESP/ABERJE, Mariana de Marco Geraldine, aluna do V semestre do curso de Relações Públicas, participou do evento. 

    O curso abordou o tratamento dado à pesquisa como aspecto diretamente ligado à comunicação. Segundo o instrutor, nenhum plano de comunicação pode dar certo se não forem realizadas pesquisas antes, durante e depois de sua implantação, de forma que ele se torne real, adequado às verdadeiras necessidades da organização.

    A auditoria de opinião, mais conhecida como pesquisa de opinião qualitativa, busca avaliar tanto a comunicação interna como externa, traçar o perfil da organização; subsidiar outras áreas da organização (Administração, Recursos Humanos e Marketing, entre outras); identificar os níveis de conhecimento e de satisfação; criar, planejar e melhorar os programas de comunicação e subsidiar outros programas (atendimento ao cliente, administração de crises, segurança, entre outros).

      Mariana M. Geraldine

 

LANÇAMENTOS

UMESP promove lançamentos editoriais

    A Cátedra Unesco/UMESP de Comunicação para o Desenvolvimento Regional promoveu, no dia 13 de junho, três lançamentos editoriais como parte do projeto "Caminhos da Comunicação".

    O destaque do evento foi o livro 5º Anuário Unesco/Umesp de Comunicação Regional, que focaliza a pesquisa “As festas populares como processos comunicacionais”. Os autores pertencem ao grupo de pesquisadores conhecido como Rede Brasileira de Folkcomunicação.

    O livro Matrizes Comunicacionais Latino-Americanas, organizado por Waldemar Luiz Kunsch, José Marques de Melo e Maria Cristina Gobbi, traz textos selecionados do V Celacom, realizado em maio de 2001. Doze autores analisam as contribuições que as notáveis matrizes ideológicas deram ao pensamento comunicacional latino-americano.

    A obra Processos Jornalísticos, tema central da Revista Comunicação e Sociedade (nº 37, 1º semestre de 2002), divulga um dossiê sobre as condições do Grupo Comunicacional de São Bernardo do Campo diante da pesquisa em jornalismo. Resgata também a memória dos 25 anos da Intercom (Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação).

    Mais duas obras foram lançadas por autores convidados para o evento: Notícias e Serviços nos Telejornais da Rede Globo, de Ana Carolina Pessoa Temer, e Propaganda Inteira e Ativa, de Daniel Galindo. 

    

Curso de Relações Públicas da Universidade Metodista de São Paulo

30 Anos

Tradição - Ética - Excelência  

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Expediente 

O Canal RP:
informativo eletrônico produzido pelo Núcleo de Produtos e Instrumentos de Comunicação da Agência de Relações Públicas Unidade Experimental da Universidade Metodista de São Paulo (UMESP). Seu objetivo é divulgar e promover a atividade profissional, tendo como referencial a qualidade UMESP e seu curso de Relações Públicas.

Equipe de Produção

Editor: Professor Ms. Fábio França (MTB1880)
Revisão:
Professora Débora Marie Tamayose
Equipe de Redação:
Bruno Crepaldi Rossini, Daniel Kasuiti Kaga, Edson Rafael Baggio, Guilherme Mendes, Leonardo Filoso e Mariana de Marco Geraldine.
Coordenador do Núcleo de Produtos:
Prof. Ms. Fábio França CONRERP SP/PR-586.

FACULDADE DE JORNALISMO E RELAÇÕES PÚBLICAS

Diretora e Coordenadora do curso de Relações Públicas: Profa. Dra. Maria Aparecida Ferrari


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