CANAL RP

Ano III – Número 41 – 15 de julho de 2002

Curso de Relações Públicas – Universidade Metodista de São Paulo

Núcleo de Produtos e Instrumentos de Comunicação da   

Agência de Relações Públicas – Unidade Experimental

 

ARTIGOS

Entenda mais sobre Relações Públicas

    Um dos autores que vem contribuindo para a compreensão de relações públicas no Brasil é o professor Roberto Porto Simões, da Pontifícia Universidade Católica de Porto Alegre (RS). Em seu livro Relações Públicas – função política, ele oferece um arcabouço teórico à luz do qual procura explicar as diferentes acepções de relações públicas.

    Explica o pesquisador que a atividade analisa tendências, faz previsões sobre as conseqüências das ações desenvolvidas pela empresa, assessora a administração na tomada de decisões e contribui para a produção e a implantação de programas planejados de comunicação.

    Toda ação de relações públicas concentra-se na organização e nos públicos e tem sempre presente a iminência do conflito no sistema social. Em última análise, o exercício da atividade pretende criar condições para estabelecer a compreensão entre as partes. Neste processo de relacionamento, que pode ser considerado de forma ampla desde a integração de interesses até a convulsão social, torna-se evidente que um dos componentes principais de relações públicas é a sua função política, cujo objetivo principal é legitimar as decisões organizacionais. Para que legitimar? A finalidade da legitimação é facilitar as transações com os diversos públicos, além dos clientes, e mantê-los fiéis à organização, explica o professor Simões.

    O instrumento da ação de relações públicas para evitar os conflitos é a informação ou, mais precisamente, o uso da comunicação planejada para o estabelecimento da compreensão e da harmonia entre as partes. O processo de busca e remessa de informações faz-se, antes de tudo, por meio das políticas e das normas administrativas justas e do oferecimento de um produto ou serviço de qualidade; depois, por meio de todo e qualquer recurso, existente ou a ser criado pelo relacionista, para que as mensagens da organização atinjam seus públicos de interesse e vice-versa.

    Verifica-se, portanto, que Roberto Porto Simões, ao explicar relações públicas como uma atividade integrada no processo dos relacionamentos políticos da organização, valoriza a atividade como necessária para a legitimação das decisões estratégicas da organização diante dos públicos da empresa e da própria opinião pública.

Fábio França

 

RP EM FOCO

Ombudsman

    Entre as atividades curriculares programadas do curso de Relações Públicas da UMESP, há a criação e a produção de um Mural Temático, feito por equipes do segundo semestre, coordenadas pelo professor João Evangelista Teixeira. No mês de junho, a equipe responsável pelo Mural focalizou o tema Ombudsman, que vai aqui reproduzido como demonstração da qualidade do trabalho das alunas Alcione Bronzatto, Camila Bandeira, Carolina Mancin, Cláudia Aguiar, Érica Nardoni, Érica Gonzales, Milena Rodrigues e Patrícia Jabur.

   Ombdsman, ilustra o Mural, denomina o profissional cuja missão é representar o cliente diante da alta direção da instituição. Seu trabalho concentra-se em receber queixas, investigar denúncias, apresentar sugestões e dar retorno ao cliente. É um agente de mudanças, com amplo conhecimento do consumidor e da empresa e um consultor da empresa. Tem também autonomia para sugerir medidas, visando aumentar a eficiência da organização.

    O termo ombudsman no Brasil significa o mesmo que ouvidoria; não se traduz nem se usa na forma feminina.

   O termo surgiu na Suécia, quando, ao ausentar-se por 12 anos, o rei Carlos XII nomeou um representante para supervisionar a execução das leis e das atividades dos supervisores públicos.

    O serviço foi criado em 1713 e oficializado em 1809. Ganhou o status de serviço voltado para o consumidor somente em 1971. Neste sentido, foi introduzido no Brasil na década de 70, sendo a Rhodia a primeira empresa a implantar o cargo, em 1985. Já a primeira instituição pública brasileira a fazer uso dessa função foi a prefeitura de Curitiba, em 1986. Foi, entretanto, o Grupo Pão de Açúcar que consolidou definitivamente a figura do ombudsman ao contratar, em 1993, a profissional de relações públicas Vera de Mello Giangrande.

 Quem foi Vera Giangrande

   Nascida em São Paulo, Vera fez seus estudos no Mackenzie College e Sedes Sapientiae, especializando-se em Comunicação Empresarial e Relações Públicas. Foi fundadora e presidente da VG&S Consultoria e presidente de várias entidades representativas da classe, inclusive do Capítulo Brasileiro do IPRA – International Public Relations Association.

    Participou, como conferencista, de inúmeros congressos nacionais e internacionais. Era membro do comitê científico do IEAg – Instituto de Estudo do Agribusiness e da Cátedra Acadêmica UNESCO/UMESP de Comunicação. Teve vários trabalhos publicados, entre os quais, o livro O cliente tem mais do que razão, da editora Gente, que produziu em parceria com José Figueiredo. Recebeu muitos prêmios ao longo de sua carreira, como o prêmio PNBE de cidadania – 1998, na categoria “Melhores relações com o consumidor”, conferido pelo Pensamento Nacional das Bases Empresariais; foi também eleita Personalidade da Comunicação 2000, pelos participantes do Congresso Brasileiro de Jornalismo Empresarial – 1999 e recebeu da Faculdade Casper Líbero o título de Doutor Honoris Causa em Relações Públicas. Morreu aos 69 anos, no dia 22 de agosto de 2000.

   Brilhante profissional da área de Relações Públicas e atendimento ao consumidor, Vera Giangrande assumiu o cargo de Ombudsman do Grupo Pão de Açúcar em 1993, tendo sido uma das primeiras profissionais do ramo no país e uma referência nacional na função.

   O presidente do Grupo Pão de Açúcar, Abílio Diniz, também reconhece o valor de Vera Giangrande ao dizer, quando do falecimento da profissional, que “com seu imenso carisma e forte personalidade, Vera foi única. Perdemos uma grande companheira, mas seu legado fica. Resta-nos o consolo de saber que Vera viveu seus últimos momentos como queria: trabalhando e lutando para fazer sempre o melhor”.

   No segundo semestre deste ano, o jornalista Alexandre Volpi lançará um livro sobre a vida profissional de Vera Giangrande intitulado Na trilha da excelência.

    Segundo Vera de Mello Giangrande, ombudsman é o exercício com base no reconhecimento do direito do outro, do respeito ao outro, como ser humano, como cidadão, como consumidor, dependendo de 11 características básicas para ter excelência: Análise Crítica; Equilíbrio Emocional; Persuasão; Conhecimento do Negócio; Cooperação; Autodesenvolvimento; Tenacidade; Espírito Empreendedor; Adaptabilidade; Pró–Atividade e Empatia.

    No Brasil, existe uma associação para ouvidores, a Associação Brasileira de Ouvidores/Ombudsman, ABO, cuja página na Internet pode ser acessada no endereço www.abonacional.org.br.

 

NOTÍCIAS

UMESP oferece cursos de Pós-Graduação no segundo semestre

    No segundo semestre de 2002, a Universidade Metodista de São Paulo oferecerá cursos de especialização, Pós-graduação Lato Sensu, nas áreas de Saúde, Administração, Educação e Letras e Comunicação. Em Comunicação, os cursos oferecidos são de Planejamento Estratégico e de Propaganda Digital, destinados a profissionais já graduados.

    O curso de Planejamento Estratégico enfatiza o desenvolvimento de estratégias de comunicação para empresas, organizações e instituições públicas, além da elaboração de planos e ações dentro de um contexto mercadológico globalizado e altamente competitivo. O curso oferece 30 vagas e tem carga horária de 375h/a, com período máximo para finalização de 18 meses.

    O de Propaganda Digital reúne disciplinas que permitirão aos profissionais uma formação que os conduzam a planejar, criar e produzir campanhas virtuais e desenvolver negócios através da grande rede de comunicação. As vagas e o período de duração são os mesmos do curso de Planejamento Estratégico.

    Para obter mais informações, acesse a página da UMESP na internet: www.metodista.br.

Mariana M. Geraldine

 

Quem somos e para onde queremos ir?

   A Universidade Metodista de São Paulo implantou em 2000 um sistema de avaliação institucional, que será aplicado novamente em 2002.

    O programa tem por objetivo sistematizar o processo de avaliação institucional, melhorando a qualidade de ensino e dos serviços prestados pela instituição; viabilizar a identificação de problemas e a correção de erros e introduzir mudanças de melhoria contínua. Participam do processo avaliativo professores e alunos.

    O sistema de avaliação é coordenado pela professora Fátima Pighinelli e dele participam  professores representantes de diferentes faculdades, que formam o CPA - Comitê Permanente de Avaliação -, responsável pela condução de todo o processo.

   O CPA é auxiliado por dois outros núcleos: a CSA – Comissão Setorial de Avaliação -, que é formada por um coordenador de curso, dois professores e um aluno; e o CGA – Conselho Geral de Avaliação –, composto pelos membros do CPA e de um representante de cada CSA.

    A última avaliação, realizada em 2000, levou à introdução de várias mudanças, como, por exemplo, o aumento do número de salas multimídias, bem como benfeitorias que foram solicitadas e que estão sendo atendidas de acordo com as possibilidades da instituição.

    A participação de todo o corpo universitário no processo de avaliação é muito importante e de grande valia para a Universidade. A Facom, a Fajorp e a Fappt, juntamente com a assessoria de imprensa da UMESP, estão trabalhando no processo de divulgação da avaliação de 2002, que terá início em agosto, com previsão de aplicação dos questionários no mês de novembro. A avaliação institucional é feita, segundo a professora Márcia Perencin Tondato, do CPA, na perspectiva do ideal comum que procura saber quem somos e para onde queremos ir.       

Leonardo Filoso e Rafael Baggio

 

IV Congresso ABERJE de Comunicação Empresarial e Corporativa convida grandes empresas

    O IV Congresso ABERJE de Comunicação Empresarial e Corporativa acontecerá no próximo dia 24, em São Paulo. Grandes empresas foram convidadas, como Avon, Coca-Cola, Ciee/Pic, Carrefour e Nestlé, entre outras, para apresentarem as soluções dadas a problemas na administração da comunicação organizacional, expressando as novas tendências nesta área.

    Para obter mais informações, acesse a página da Aberje (Associação Brasileira de Comunicação Empresarial): www.aberje.com.br.

Mariana M. Geraldine

 

6º Congresso de Produção Científica atinge mais de 600 inscrições

    O 6º Congresso de Produção Científica e 4º Seminário de Extensão, evento realizado pela Universidade Metodista de São Paulo, atingiu a marca de mais de 600 trabalhos inscritos. Agora, estes passarão por uma pré-seleção, para, então, serem apresentados por seus autores, entre os dias 22 e 24 de outubro.

    Isso demonstra o interesse por parte de alunos e professores da UMESP e de outras instituições de pesquisa e ensino superior em divulgar seus estudos acadêmicos, contribuindo, assim, para o enriquecimento cultural de todos.

    Para mais informações, telefone para (11) 4366-5777.

  Mariana M. Geraldine

RESENHA CRÍTICA

 

Propaganda de A a Z

 

    O livro Propaganda de A a Z: como usar a propaganda para construir marcas e empresas de sucesso, de Rafael Sampaio – publicitário, jornalista, vice-presidente executivo da Associação Brasileira de Anunciantes (ABA) e fundador e editor da About, uma publicação brasileira especializada em propaganda –, busca explicar a propaganda sob seus diversos aspectos, desde o contato com o cliente até a vinculação do anúncio em diversos tipos de veículos de comunicação, processo por ele explicado minuciosamente.

 

    Com linguagem de fácil entendimento e altamente didática, a obra é indicada para todos aqueles que queiram conhecer ou se aprofundar no assunto. É dividida em dez capítulos, complementados por 11 apêndices e um glossário de termos específicos da área.

 

    O autor apresenta a propaganda sob uma visão inovadora, em comparação com outros, por tratá-la como a combinação de ciência, técnica e arte, não sendo composta somente por este último aspecto, como muitas pessoas pensam.

 

    O funcionamento operacional da propaganda, outro tema abordado pelo autor, apresenta o processo convencional de sua elaboração, desde a definição de objetivos, pesquisa e planejamento até a criação, a aprovação, a produção, a compra de mídia e, finalmente, sua veiculação, proporcionando visão geral e global de todo o processo. Além de apresentar os tipos de agência, seu funcionamento e suas principais atividades, o autor complementa o conteúdo com outras prestadoras de serviços afins, como as produtoras e os fornecedores especializados – produtoras de som, de imagem, de filmes, fotógrafos, fornecedores gráficos, entre outros.

 

    Para que a propaganda cumpra com sua finalidade, é preciso estudar seus dois “lados”, por isso, o livro também apresenta o perfil dos anunciantes, que são classificados por seu porte (pequeno, médio e grande), sua estrutura (simples ou sofisticada) e seu tipo (grau de eficácia no uso da propaganda), para que seja mais fácil fazer a junção destes com o tipo de propaganda e o tamanho da agência que irá desempenhá-la e também para que se adquira maior sintonia e coordenação entre um esforço publicitário e outro.

 

    Outro tema superficialmente abordado por Rafael Sampaio é o estabelecimento da propaganda em cada setor da economia, apresentando rapidamente o grau de utilização da propaganda pelos diversos setores, como bens de consumo, serviços e varejo, entre outros.

 

    No fim do livro, são apresentados também alguns cases de sucesso de propaganda famosas que comprovam as teorias explicitadas e dão aparato real a tudo o que foi discutido. Por último, Sampaio apresenta a força da marca nos anos 90 e a utilização da propaganda para sua implantação e sua permanência no mercado. 

 

    Atualmente, conhecer e saber lidar com este instrumento é vital para as empresas, devido à existência da globalização e à crescente concorrência de mercado. Isso é tarefa para qualquer profissional que queira sobreviver no mercado daqui a alguns anos.

 

 

SAMPAIO. Rafael. Propaganda de A a Z: como usar a propaganda para construir marcas e empresas de sucesso – 2 ed. Revista e ampliada – Rio de Janeiro: Editora Campus: ABP. 1999. 

376 p.

Mariana M. Geraldine

 

 

Curso de Relações Públicas da Universidade Metodista de São Paulo

30 Anos

Tradição – Ética – Excelência

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Expediente 

O Canal RP:
informativo eletrônico produzido pelo Núcleo de Produtos e Instrumentos de Comunicação da Agência de Relações Públicas Unidade Experimental da Universidade Metodista de São Paulo (UMESP). Seu objetivo é divulgar e promover a atividade profissional, tendo como referencial a qualidade UMESP e seu curso de Relações Públicas.

Equipe de Produção

Editor: Professor Ms. Fábio França (MTB1880)
Revisão:
Professora Débora Marie Tamayose
Equipe de Redação:
Bruno Crepaldi Rossini, Daniel Kasuiti Kaga, Edson Rafael Baggio, Guilherme Mendes, Leonardo Filoso e Mariana de Marco Geraldine.
Coordenador do Núcleo de Produtos:
Prof. Ms. Fábio França CONRERP SP/PR-586.

FACULDADE DE JORNALISMO E RELAÇÕES PÚBLICAS

Diretora e Coordenadora do curso de Relações Públicas: Profa. Dra. Maria Aparecida Ferrari


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