CANAL RP

Ano III – Número 48 – 5 de novembro de 2002

Curso de Relações Públicas – Universidade Metodista de São Paulo

Núcleo de Produtos e Instrumentos de Comunicação da   

Agência de Relações Públicas – Unidade Experimental

NOTÍCIAS

A Universidade Metodista inaugura o novo prédio do Campus Planalto

No último dia 18 de outubro, a Universidade Metodista de São Paulo realizou a solenidade de dedicação do novo prédio acadêmico no Campus Planalto, ampliando sua vocação de acolher e desenvolver cursos, pesquisas e atividades de extensão, voltadas à área de Saúde.

O novo prédio acolhe os cursos de graduação de Biomedicina, Ciências Biológicas, Farmácia, Fonoaudiologia, Medicina Veterinária, Nutrição e Psicologia.

Além disso, o novo prédio oferece excelente infra-estrutura para todos os cursos e dispõe de agências, clínicas e diversos outros serviços para os alunos e a comunidade.

Leonardo Filoso

 

Congresso Universitário de São Luís debateu questões emergentes de Relações Públicas

Durante três dias, professores, alunos e profissionais de Relações Públicas tiveram a oportunidade de refletir sobre a realidade da profissão no Brasil e as exigências do comunicador. Os grupos de discussão, 12 oficinas e as conferências tiveram o mesmo objetivo: aprofundar o estudo de temas como teoria das relações públicas, comunicação organizacional, terceiro setor, projetos experimentais, Relações Públicas e campos de conhecimentos afins, como tecnologia da comunicação e experiências laboratoriais em relações públicas. Ao mesmo tempo, foi realizada a I Mostra de Produção Acadêmica de Relações Públicas, na qual professores e alunos apresentaram trabalhos produzidos nos três últimos períodos letivos. O Congresso foi uma promoção da Seção Regional da Associação Brasileira de Relações Públicas em parceria com a Universidade Federal do Maranhão. Contou com a presença de profissionais vindos de todo o Brasil e também de estudantes, sobretudo das regiões Norte/Nordeste.   O XII CNURP aconteceu de 30/10 a 1/11 e acolheu ainda o XI Encontro Nacional de Professores de Relações Públicas – ENPRORP - e o VII Ciclo de Estudos Superiores em Relações Públicas – CESURP. A próxima edição deste boletim trará matéria especial sobre esse evento.

RP EM FOCO

Oficinas animam comemoração dos 30 anos do curso de Relações Públicas

Assessoria de imprensa, marketing pessoal, media training, gerenciamento de crises, como funciona uma agência de relações públicas, uso da voz, relações públicas em empresas de grande porte, relações públicas no terceiro setor foram os temas debatidos com entusiasmo, no dia 9 de outubro, nas Oficinas 30 anos de Relações Públicas da UMESP.

Esse evento, voltado para o aprimoramento da formação dos futuros profissionais de relações públicas, reuniu professores e convidados especialistas no tratamento de cada um dos assuntos em pauta. O resultado foi a integração dos alunos de todos os semestres do curso, que puderam trocar abertamente idéias e debater as habilidades requeridas nos dias de hoje para o relacionista.

Nossos leitores podem tomar conhecimento da qualidade dos debates, verificando o que ocorreu em duas Oficinas nos textos abaixo:

 

Como funciona uma Agência de RP

A presença de Letícia Lyra marcou esta oficina. Ela é executiva da Edelman e tem também passagem pela Burson-Marstellers. O tema despertou grande interesse, por ter sido apresentado de maneira interativa pela palestrante, que explicou desde o momento da entrada do cliente na empresa até os momentos de crise. Pôs ainda em debate a itinerante vida dentro de uma agência de relações públicas e explicou como isso deve ser contextualizado dentro da realidade em que se trabalha. Exemplificou sua fala discorrendo sobre a própria atividade dentro da Edelman, uma das maiores agências de RP da atualidade, inserindo inclusive elementos de sua vivência pessoal no exercício das relações públicas.

 

E você acredita, não?

Entre os temas aplaudidos, ficou também o Terceiro Setor. O surgimento deste setor - não-governamental e não lucrativo – está redefinindo o papel do Estado e, conseqüentemente, do mercado. Tal segmento merece a atenção dos estudantes, já que é um campo de atuação novo e promissor.

O crescente interesse das instituições privadas em apoiar as causas sociais levou-as a conceder mais recursos ao setor, mas, ao mesmo tempo, fez surgir a necessidade de profissionais capacitados para enfrentar o desafio de diminuir o impacto das desigualdades sociais no país. E para um relações-públicas essa é a chance de colocar em prática seu perfil estratégico, criando planos de comunicação que possam formar um conceito positivo das empresas, contribuindo também para produzir benefícios para a sociedade.

O terceiro setor chegou de forma tão rápida que ainda há muitas dúvidas sobre sua importância ou mesmo seu funcionamento. Quem esclareceu essas e outras questões foi a conferencista convidada para esta oficina: a relações-públicas Vivian Yamashita, que se formou pela Umesp há um ano e aqui desenvolveu seu Projeto Experimental com muito sucesso, colocando-se em primeiro lugar na defesa de uma instituição do Terceiro Setor. Mas sua iniciativa não parou na conquista obtida com seu trabalho. Dedicou-se ao assunto e criou a FERMAN, uma assessoria de comunicação especializada no terceiro setor.

Vivian alertou, logo de início, para o fato de que o poder dos recursos financeiros não está no dinheiro, mas nas pessoas. Demonstrou que é possível gerar projetos auto-sustentáveis através de determinação e postura ética. Segundo ela, existe muita confusão quando o assunto é marketing social e terceiro setor. Isso se dá pela escassez de bibliografia e, em muitos casos, à existência de conceitos vagos que são transmitidos através de palestras feitas por estrangeiros que não se preocupam em adequar seus conhecimentos à realidade brasileira. Por isso, para quem estiver interessado em se aprofundar no assunto, a conferencista sugeriu como opção de leitura o livro Regulação do Terceiro Setor, do autor Eduardo Szazi.          

Durante as dinâmicas em grupo, os estudantes participaram ativamente com sugestões, experiências relacionadas à área social e até mesmo críticas ao uso inadequado do terceiro setor como mais um “fácil” instrumento para se conseguir a confiança da opinião pública.

Essa oficina sobre o terceiro setor mostrou a necessidade de mudanças de conceitos. E não só isso: mostrou também que o caminho para melhorar o que existe de errado é a mobilização de pessoas na defesa dos valores básicos de cidadania. Reivindicar melhorias na qualidade de vida deve estar entre os nossos objetivos como profissionais da comunicação, afirmou a palestrante.

Por exemplo, os problemas da fome, do desemprego e da violência já são uma realidade. E as empresas, antes tão passivas a tudo o que acontecida com a comunidade ao seu redor, passaram a buscar formas de atuar junto à sociedade. Para ter a chance de mostrar que, além do lucro se preocupam com as pessoas, muitas organizações passaram a patrocinar projetos sociais, aproveitando a oportunidade para estar por dentro do tão falado marketing social.  A mensagem global que Vivian quis passar ficou muito clara: basta acreditar nas mudanças para que elas aconteçam.

Ao finalizar o debate, Vivian disse que os relações-públicas devem viver em constante aprendizado e precisam ter a capacidade de se adaptar de maneira rápida, porque precisam estar ligados ao que acontece no mundo e, principalmente, devem ter capacidade de antecipar tendências, ou mesmo, propor idéias novas para problemas já tão conhecidos.

Como mensagem de encerramento, a palestrante advertiu que tudo isso é ainda muito recente e, como toda novidade, questiona velhas idéias e coloca novas questões. Novas realidades requerem novos mecanismos e procedimentos. E acrescentamos: requerem relações-públicas estrategistas capazes de assumir com rapidez as novas posições que  o mercado abre para eles todos os dias.

 Leonardo Filoso, Isabela Hespanha e Fábio França 

Mudanças na grade curricular visam formar profissionais mais capacitados em Relações Públicas

Entender a profissão de relações públicas e atender às exigências do mercado são os desafios constantes da academia. O curso de relações públicas da Metodista, nos seus 30 anos de existência, enfrentou sempre atento este desafio e procurou manter seu currículo antenado com a realidade do mercado, tendo, por isso, passado por algumas importantes reformulações. A mais recente delas é a de 2001, que levou em conta a necessidade de dar capacitações aos estudantes no sentido de terem o domínio teórico da profissão e, ao mesmo tempo, do uso de seus instrumentos.

A nova grade curricular direciona a formação do relações-públicas para pensar e agir estrategicamente, fundamentado na ética e no exercício da cidadania. Estas mudanças visam o aprimoramento da formação crítica do profissional e incentiva-o a ter uma visão global de sua profissão. Nessa linha de pensamento é que foram introduzidas as seguintes disciplinas: Pesquisa de Opinião Pública, Gestão estratégica de Relações Públicas, Relações Públicas e Consumidor, Imprensa e Relações Públicas, Relações Públicas empresariais e Terceiro Setor, entre outras.

O conteúdo das aulas está mais prático, e os professores utilizam um número maior de instrumentos visuais para tornar o aprendizado mais efetivo. Com isso, oferecem ao formando a oportunidade de estar interagindo com um mercado cada vez mais competitivo.

Os alunos encontram também na nova grade curricular disciplinas eletivas, de estrutura flexível, para que se adaptem ao seu interesse e contribuam para a sua formação em opções alternativas, como o teatro, a dança e a política.

Verifica-se, desta forma, que a preocupação do curso é dotar seus alunos de capacitações procuradas pelo mercado de trabalho, mas bem fundamentadas no conhecimento das relações públicas e de seus instrumentos de ação.

Isabela Hespanha e Fábio França

ARTIGO

Congresso de Produção Científica demonstra pioneirismo da Universidade Metodista

 Foram três dias de assembléias, conferências, debates e campanhas, eventos nos quais se envolveram as Faculdades que compõem a Universidade Metodista, seus alunos e palestrantes convidados, vindos de diversas instituições de ensino superior de São Paulo e do Brasil. Os resultados foram excelentes e demonstraram a pujança da Metodista, que realizou, simultaneamente, em seus quatro campi um dos maiores eventos acadêmicos do Brasil.

A abertura oficial do 6º Congresso de Produção Científica e do 4º Seminário de Extensão aconteceu no recém-inaugurado Campus Planalto, situado em São Bernardo do Campo, na manhã do dia 22 de outubro, com a presença do Magnífico Reitor da Metodista, professor Dr. Davi Ferreira Barros, de outras autoridades da universidade e dos alunos. Nesta mesma manhã, cerimônias paralelas sucederam-se nos campi Rudge Ramos e Vergueiro. Na noite do dia 23, a solenidade de abertura repetiu-se também no campus Guaratinguetá, que, pela primeira vez, participa do Congresso. 

Os números do que foi realizado surpreendem pelo volume de participações e pelo que foi apresentado: 502 trabalhos acadêmicos; 112 painéis; 390 comunicações orais; 18 minicursos; 90 palestras; 20 workshops e 20 oficinas.

Esta movimentação envolveu a participação de 35 instituições oficiais e particulares, vindos das mais representativas universidades, centros universitários, faculdades e institutos de pesquisa educacionais e representantes de escolas de idiomas e de estudo no exterior. 

Maior evento cultural da região, que não encontra similar entre todas as realizações das instituições de ensino superior do Grande ABC, demonstra o pioneirismo da Metodista na produção do conhecimento e na sua socialização. Mostra a evolução do ensino na Universidade Metodista e afirma sua liderança inconteste na região do ABC e no meio universitário nacional, deixando claro o quanto investe em conhecimento, pesquisa e extensão, aspirando em sua visão a um só ideal: a busca incessante do conhecimento e dos caminhos para aplicá-lo em benefício da sociedade.

Toda a realização do Congresso ficou a cargo do Núcleo de Eventos da Agência de Relações Públicas, coordenado pelas professoras Isildinha Martins e Jocélia M. Mainardi, que contaram com a colaboração de várias áreas da UMESP e, sobretudo, dos estagiários dedicados ao Congresso e representantes dos Núcleos de Pesquisa e Produtos e Instrumentos de Comunicação, o que ressalta a contribuição da Agência como criadora de oportunidades de treinamento prático e de formação profissional.

Fábio França

Curso de Relações Públicas da Universidade Metodista de São Paulo
30 Anos

Tradição – Ética – Excelência

    

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Expediente 

O Canal RP:
informativo eletrônico produzido pelo Núcleo de Produtos e Instrumentos de Comunicação da Agência de Relações Públicas Unidade Experimental da Universidade Metodista de São Paulo (Umesp). Seu objetivo é divulgar e promover a atividade profissional, tendo como referencial a qualidade UMESP e seu curso de Relações Públicas.

Equipe de Produção

Editor: Professor Ms. Fábio França (MTB1880)
Revisão:
Professora Ms. Débora Marie Tamayose
Equipe de Redação:
Bruno Crepaldi Rossini, Daniel Kazuiti Kaga, Edson Rafael Baggio, Guilherme Mendes, Isabella Lopes H. de Freitas, Leonardo Filoso e Rogério G. de Oliveira
Coordenador do Núcleo de Produtos:
Prof. Ms. Fábio França CONRERP SP/PR-586

FACULDADE DE JORNALISMO E RELAÇÕES PÚBLICAS

Diretora e Coordenadora do curso de Relações Públicas: Profa. Dra. Maria Aparecida Ferrari


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