NotíciasRP em Foco

É hora dos calouros

Início de ano, chegam os calouros entusiasmados pela entrada na universidade. Mas o que encontrarão? Terão satisfeitas suas expectativas? Como deverão preparar-se para enfrentar o currículo profissional? Como será a convivência interna? Como agirão os professores?
Respostas a esses e a muitos outros questionamentos estão sendo dadas aos calouros da Universidade Metodista por meio do Programa de Imersão, introduzido com sucesso em 2002. Durante a primeira semana de aulas uma equipe de professores dedica-se exclusivamente ao esclarecimento dos calouros e aos debates com eles, percorrendo toda a vida universitária, programas de estudos, disciplinas, agências, apresentação dos diferentes setores, oportunidades que podem ser encontradas no mercado de trabalho, as diferenças entre os estudos no cursinho e o estudo de nível superior. Enfim, são feitos esforços no sentido de que o calouro, antes de começar a freqüentar as aulas, perceba que aconteceu uma mudança profunda em sua vida e saiba que sua opção por uma profissão vai ter um significado especial para a sua vida a ponto de até determinar todo o sucesso de seu futuro.
Por isso, a Semana de Imersão tornou-se a grande aula inaugural do curso de Relações Públicas da Metodista, pois é ela que situa os calouros, aqui e agora, no mundo da intelectualidade e chama a atenção de cada um para a responsabilidade que terá pela vida afora em decorrência de sua, talvez, primeira grande opção.

Cursos de Extensão em Relações Públicas na Metodista

Estão abertas as inscrições para os cursos de extensão em relações públicas, recém-criados pelo curso de Relações Públicas da Universidade Metodista. Trata-se de excelente oportunidade de aperfeiçoamento profissional em disciplinas atuais e que envolvem a prática de relações públicas nas empresas. Nesta primeira fase, são oferecidos os seguintes cursos: Gestão Estratégica de Relações Públicas e Comunicação Corporativa; Produção de Textos Institucionais; Pesquisa de Opinião em Comunicação Organizacional e Ouvidoria. Os cursos terão início em março, com duração de 40 horas. A pré-inscrição pode ser feita pela internet no site: www.metodista.br

 

LVBA completa 27 anos de mercado

No dia 2 de Fevereiro, uma das tradicionais agências de Relações Públicas do país - a LVBA - completou 27 anos de bem sucedidas operações. A LVBA Comunicação e Propaganda Ltda. nasceu da evolução do departamento de Relações Públicas da J. Walter Thompson. Tem como fundadores Valentim Lorenzetti e Wilson Villas-Bôas e pela sua forte atuação no campo de Relações Públicas muito contribuiu para a consolidação e a credibilidade dessa atividade e também como verdadeira escola para a formação de novos profissionais. O Canal RP presta sua homenagem a LVBA e a cumprimenta pela esforço permanente em dar excelência às Relações Públicas no Brasil.
Bruno Rossini

Teobaldo de Andrade reedita livro pioneiro
de Relações Públicas

Editado pela primeira vez em 1970, sai gora, em edição revista e ampliada, a obra pioneira do professor Dr. Cândido Teobaldo de Souza Andrade – Curso de Relações Públicas pela editora Pioneira Thomson Learning. Esta texto continua sendo o único recomendado pela Comissión para la Enseñanza de las Relaciones Públicas, da Confederação Interamericana de Relações Públicas, como livro-texto para o ensino de Relações Públicas em toda a América Latina. Em nossa próxima edição analisaremos de forma mais detalhada essa nova publicação do Dr. Cândido Teobaldo de Souza Andrade.

Andrade, Cândido Teobaldo de Souza. Curso de Relações Públicas: relações com os diferentes públicos. 6a. ed. rev. e ampl. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2003.

Em primeiro lugar, a Responsabilidade ComercialRelacionista ou Relações Públicas?

No site da Aberje, Paulo Nassar chama atenção para a “mãe de todas as responsabilidades” – a responsabilidade comercial. Atualmente, as organizações, cada vez mais preocupadas em manter uma boa imagem perante a sociedade, acabam, muitas vezes, se esquecendo de apresentar a seus consumidores as qualidades materiais e comerciais de seus produtos e serviços. Porém, é primordial para uma empresa, que, antes de se preocupar com responsabilidade social, aja com responsabilidade comercial.
Muitas empresas, principalmente quando atuam em países subdesenvolvidos, utilizam-se dos problemas sociais existentes para colocar suas marcas em evidência. Com isso, formam uma enorme indústria de balanços sociais e relatórios, visando persuadir o público.
Com certeza, é importantíssimo que as organizações se preocupem com o desenvolvimento social e a preservação ambiental. Porém, devem, antes de qualquer coisa, oferecer um produto que atenda com extrema eficácia às necessidades exigidas pelo mercado.

Fonte : www.aberje.com.br

Daniel Kazuiti

RP em Foco

A comunicação precisa ser planejada estrategicamente

A comunicação é uma arma poderosa de gestão empresarial, tanto em relação ao processo da comunicação interna, como da comunicação corporativa cujo objetivo é por meio de princípios bem delineados, fortalecer o conceito institucional da organização, como estabelecer relacionamentos bem planejados com todos os seus públicos estratégicos.
Uma das responsabilidades da comunicação estratégica é passar para a opinião pública mensagens capazes de valorizar a empresa e sua atuação no mercado, evitando que surjam crises nessa relação.
O que ocorre, às vezes, é que as empresas estão preparadas para lidar com os problemas técnicos, mas não se preocupam com a implantação dos sistemas de comunicação diante de seus públicos internos e externos, nem com o seu relacionamento com a imprensa, por exemplo. Sem essa preocupação podem, diante da velocidade das informações, ser prejudicadas por um problema interno corriqueiro ou por incorreção na transmissão de uma mensagem, fatos esses que podem tomar grandes proporções e causar prejuízos à organização. Observar ocorrências semelhantes é importante, pois o bom conceito da empresa perante seus públicos é tão importante quanto a qualidade do produto. Percebendo isso, as empresas estão procurando cada vez mais ter em sua equipe, além de técnicos, profissionais da área de comunicação. É aí que entra o papel do profissional de relações públicas, especializado no planejamento estratégico da comunicação e no emprego correto dos diferentes instrumentos da comunicação para atingir os diferentes públicos e para fortalecer a imagem da empresa.
Hoje em dia, não basta à empresa ser líder de mercado, precisa saber comunicar-se com seus clientes por meio de um eficiente plano de comunicação. Como não se pode improvisar neste campo, é preciso que as empresas tenham uma equipe de comunicadores competentes, entre os quais necessariamente deverá encontrar-se um relacionista, profissional talhado para gerenciar os relacionamentos da empresas com todos os seus públicos.
Isabella Lopes Hespanha de Freitas

Terceirização do Departamento de Relações Públicas

No mercado atual, o que se destaca é a diminuição geral da oferta de emprego em todas as organizações em seus departamentos essenciais, mas especialmente nas áreas prestadoras de serviços, como as assessorias de relações públicas, de comunicação e de imprensa. Em contrapartida, nota-se o crescimento do número de agências externas de prestação de serviços terceirizados de comunicação, que vêm assumindo com regular freqüência as áreas de assessoria das empresas.
A solução parece fácil, mas deve-se notar que pode acarretar prejuízos à empresa, fazendo com que o trabalho de relacionamento com os seus públicos seja cada vez mais parcial e ineficiente, pois um assessor externo dificilmente conhecerá a contento o dia-a-dia da empresa e suas necessidades de contato com os públicos. As ações estratégicas vão sair prejudicadas por falta de amplo conhecimento das partes. Além disso, a assessoria terceirizada pode não estar devidamente preparada para atender à empresa de forma completa.
A melhor forma de gerenciar os relacionamentos da empresa com seus públicos ainda é a colaboração ativa e permanente do relacionista, pois com sua formação especializada tem condições de perceber os cenários internos e externos e de planejar ações que venham responder às expectativas das empresas, que visam estabelecer vínculos estratégicos com o mercado e seus públicos de interesse. Por isso, antes de desmanchar o departamento de relações públicas em troca de uma assessoria externa é preciso contar até dez vezes.
Fabiana Rossi

Artigo

Relacionista ou Relações Públicas?

Temos empregado neste boletim o termo relacionista para nos referir ao profissional de relações públicas. Isso tem causado estranheza em algumas pessoas que se admiram de nossa ousadia e julgam que não se pode abandonar uma expressão já consagrada em troca de um neologismo. Não é bem assim. Não se trata de neologismo. Mais coerentes com a pureza do idioma, os profissionais de cultura espanhola denominam-se relacionistas. O que acontece é que herdamos da língua inglesa a terminologia da profissão, sem contestá-la nem adaptá-la ao idioma pátrio. Isso porque em terras tupiniquins os termos estrangeiros soam melhor sonância e parecem dar status a quem, mesmo sem saber o que significam, os escrevem incorretamente, como se pode ver em toda parte em nomes de espetáculos e de lojas, ou os pronunciam tropegamente como se ouve nos programas de rádio e televisão.
Mas, se o profissional de relações públicas deve ser especialista no uso da língua portuguesa, é preciso, também, que saiba empregá-la de acordo com a sua índole e as regras da gramática. É aí que se situa o problema da expressão “relações públicas” para indicar o profissional: uso incorreto do idioma por quem deveria dar o exemplo de bem utilizá-lo, tanto falando quanto escrevendo. Foi em defesa da profissão, do profissional e do idioma que passamos a chamar de relacionista o profissional de relações públicas. Se assim tivesse acontecido desde 1914, por certo, teria sido muito mais fácil explicar o que é e o que faz relações públicas e um número muito maior de pessoas saberia o valor e a importância da atividade. Para quem discordar ou ainda tiver dúvidas, apresentamos em nossa defesa o que diz Napoleão Mendes de Almeida sobre o assunto.

“Relações públicas”, relacionista – A reincidência no erro desvirtua a verdade, abala a tradição, modifica usos e costumes. Esse desastroso efeito opera-se também com coisas materiais, com os nossos sentidos, que transformam a cacofonia em eufonia, o destoam em harmonia, o feio em belo.
Limitando-nos ao nosso assunto, podemos seguramente afirmar ser difícil corrigir certos acentos, certas discordâncias certas flexões, certas inovações, tal a velocidade com que o erro se espalha, tal a intensidade com que ele se introduz; os atuais meios de comunicação em frações de tempo tornam públicos comportamentos outrora privados ou inexistentes, e isso veio a acontecer com o “relações públicas”, estranha designação do encarregado de promover o contato, de provocar a aproximação entre a empresa para a qual trabalha e os prováveis compradores do que ela fabrica, de acalentar interesse onde havia desprezo, de introduzir uma idéia onde havia desconhecimento.

O objetivo da empresa é com essa nova relação empregatícia alcançado, não porém o da língua pátria, que se vê violentada por insinuante idioma que encontra toda a facilidade e apassivamento para as suas incursões de conquista. E aqui temos entre nós o “relações públicas”, muito bem apessoado na terra de que veio (Public Relations Officer: “The P.R.O. of that firm”), terra plena de encantos próprios, mas de fisionomia horrífica para nós que jamais vimos indivíduos assim chamados por nomes compostos de substantivos plurais: “No fim da semana, Joaquim de Oliveira, hoje relações públicas da Sociedade Amigos do Jardim Lajeado, foi até sua construção...” - “...esquecidos pelos relações públicas do DNER”.

Não pertencente ao nosso meio, esse intrometido tem uma só fisionomia, quer homem, quer mulher, quer singular, quer plural: “Ele é o relações públicas da firma” - “Ela é a relações públicas da empresa” - “Eles são bons relações públicas” - “Elas são boas relações públicas”.

Em “ele é um prega-peças”, “ela é um diz-mentiras”, “um carro papa-léguas”, “um bom guarda livros” temos, formados agora de verbo e substantivo plural, compostos que nenhum de nós estranha desde o primeiro aparecimento, mas... que fazer com o “relações públicas”, de forma estranha à destes?

Normalmente, um cognato de nome seria a forma mais adequada; se se trata de relações, relacionista seria o agente, a exemplo de propagandista; relacionar o verbo, relacionamento o ato. Acaso nossos dicionários não trazem relacionar-se com o sentido de “adquirir relações”, “travar conhecimento”, “conseguir amizade”? A residência no paço da Ribeira facilitou ao moço da capela relacionar-se com fidalgos”. Teríamos “Do Sr. João Madeira, relacionista do Departamento de Polícia Federal, de Brasília, recebemos carta” - “...esquecidos pelos relacionistas do DNER” - “Precisa-se de moça relacionista”- “ Ele é o melhor relacionista da firma” - “É a mais relacionada firma do gênero” - “Precisamos fomentar o relacionamento da firma”.

E relacionador não seria igualmente aceito?

“Relações públicas” é que não deve continuar. À pergunta “Qual é a sua profissão?” responderia alguém: “Eu sou relações públicas”. Quem não percebe que há algo errado nisso? E como nos arranjaríamos em casos de especialização? Diríamos “ele é relações industriais”, “ele é o relações aviatórias”, “ele é um bom relações clericais”?

Temos ainda em nossos dicionários contato com a significação de “pessoa encarregada, nas agências de publicidade, de manter contato com os anunciantes, orientando-os, apresentando sugestões”. A significação é restrita, é verdade, mas pode muito bem ser generalizada, principalmente se se considere o uso ainda limitado e consignado num único dicionário. Querem conservar a palavra com sentido especial? Passem a usar contatador com feminino e plural anormais, e o verbo será, sem violência, nem novidade, contatar.

Uma seção, um livro poderia chamar-se de “relações públicas”- com a preposição de: “Fui reprovado na cadeira de relações públicas” - “Pretendo ser chefe da seção de relações públicas”. Dizemos “seção de artes plásticas”, mas não incorremos num grotesco “ele é um bom artes plásticas”. O que aberra do idioma é chamar “relações públicas” o profissional. Num grande escritório de advocacia em que houvesse uma seção que cuidasse especialmente de terras devolutas, como poderíamos encontrar numa grande casa comercial a seção de vendas avulsas, num escritório de contabilidade a parte encarregada de contas correntes, mas vai distância entre assim proceder e afirmar: “Falei com o vendas avulsas” - “Não paguei hoje ao meu contas correntes” - “Desejo falar com o terras devolutas” - “Hoje não passou o verduras frescas” - “O bebidas alcoólicas deixou o emprego”.

A ver filmes com tais ofensas ao vernáculo seria preferível a eles assistir na pureza, na beleza, na coerência do idioma original, onde encontraríamos “his mother is investor relations relations at the Campbell Soup Company”, que jamais iríamos espeloteadamente traduzir por “sua mãe é relações investidas”.
Napoleão Mendes de Almeida. Dicionário de questões vernáculas. 3a. ed. São Paulo: Ática, 1996. [Verbete “relações públicas”, p. 481-482].

Fábio França

Pesquisa:
1. Empregar o termo correto relacionista ou persistir no erro de dar o nome de “relações públicas” ao profissional? Você diria que seu amigo é “um bom relações aviatórias?” – “um excelente vendas avulsas?”
2. Manter ou não o departamento interno de relações públicas?
3. Qual sua opinião sobre esta edição do Canal RP?

Respostas para: canalrp@metodista.br

Expediente

O Canal RP: informativo eletrônico produzido pelo Núcleo de Produtos e Instrumentos de Comunicação da Agência de Relações Públicas Unidade Experimental da Universidade Metodista de São Paulo (UMESP). Seu objetivo é divulgar e promover a atividade profissional, tendo como referencial a qualidade UMESP e seu curso de Relações Públicas.


Equipe de Produção


Editor: Professor Ms. Fábio França (MTB1880)
Revisão: Professora Ms. Débora Marie Tamayose
Equipe de Redação: Bruno Crepaldi Rossini, Daniel Kazuiti Kaga, Edson Rafael Baggio, Fabiana Rossi, Guilherme Mendes, Isabella Lopes H. de Freitas, Leonardo Filoso.
Coordenador do Núcleo de Produtos: Prof. Ms. Fábio França CONRERP SP/PR-586
FACULDADE DE JORNALISMO E RELAÇÕES PÚBLICAS
Diretora e Coordenadora do curso de Relações Públicas: Profa. Dra. Maria Aparecida Ferrari

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