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Reitor da Metodista participa da recepção dos calouros

A recepção dos calouros na Metodista vem merecendo atenção especial da Universidade e envolvendo a Reitoria, as Vice-Reitorias, Direções das Faculdades, Pastoral Universitária e o Programa de Recepção aos Calouros – EUMAC. No curso de Relações Publicas, por exemplo, que iniciou o acolhimento aos calouros, criando a “Semana de Integração”, os novos acadêmicos durante a primeira semana de aulas participam de intenso programa de palestras, apresentações sobre diferentes temas de interesse dos novatos, de visitas às instalações da Universidade e de debates com professores e profissionais convidados. Um momento que chama a atenção dos calouros é o dia em que ouvem testemunhos de alunos e ex-alunos do curso, que já estão trabalhando em empresas e consultorias de Relações Públicas.
Neste ano, o programa de acolhimento aos calouros ficou sob a responsabilidade do Núcleo de Eventos da Agência de Relações Públicas. Foram realizadas nove sessões plenárias de recepção dos novos alunos de todas as faculdades. Esses encontros aconteceram nos auditórios da UMESP e contou com a presença de diretores das faculdades e de executivos da universidade: professor Márcio de Moraes (Vice-reitor administrativo), professor Ms. Fábio Henrique Pereira (Eumac), prof. Dr. Clóvis Pinto de Castro (Vice-reitor acadêmico), prof. Ms. José Antônio Daniello (coordenador do curso de Publicidade e Propaganda), reverenda Elena Alves Silva Pinto (Pastoral) e professor Dr. Davi Ferreira Barros (Reitor).
Ao encerrar o encontro, o Reitor da Metodista falou sobre a importância e o papel da universidade e da integração e da boa convivência entre todos. Razão pela qual dava muita importância ao acolhimento aos calouros. Ressaltou a qualidade do ensino ministrado pela UMESP e o ambiente acolhedor da universidade, que está empenhada em oferecer excelente formação, aliada à pesquisa e à extensão, tendo sempre em mira preparar os estudantes para se tornarem profissionais de sucesso, comprometidos com a ética e a cidadania.
O fechamento do evento contou com o show musical típico angolano, apresentado de modo brilhante por um quarteto de alunos, recém-chegados de Angola.


Isabella Lopes Hespanha de Freitas

Estagiária do Núcleo de Produtos, II semestre e FF.

Fajorp lança cursos de extensão em Relações Públicas

A Faculdade de Jornalismo e Relações Públicas está oferecendo a profissionais, estudantes e a outros interessados, oportunidade de aperfeiçoamento em Relações Públicas. Foram lançados quatro cursos, com 40 horas de atividades, focalizando temas em debate nos dias de hoje. Os cursos terão lugar a partir do mês de março. Serão coordenados por professores do curso de Relações Públicas. No momento, estão sendo oferecidos quatro cursos: Gestão Estratégica de Relações Públicas e Comunicação Corporativa (Fábio França); Produção de Textos Institucionais (João Evangelista Teixeira); Pesquisa de Opinião em Comunicação Organizacional (Márcia Perencin Tondato); Ouvidoria. (Denize Guazelli e Edson Pinzan).

ABRP promove Ciclo de Cases

Para os meses de março e abril, a Associação Brasileira de Relações Públicas está anunciando a promoção de um Ciclo de Cases, que serão realizados nos dias 29 de março, 5, 12 e 26 de abril. Ao todo, serão estudados oito “cases” que foram agraciados com o Prêmio Opinião Pública e que serão apresentados pelos profissionais ganhadores do prêmio. Vale a pena conferir e participar. Informações www.abrpsaopaulo.com.br ou pelo telefone 11-3885-8619. Estudantes e sócios da ABRP contam com descontos especiais.

Conhecimento de inglês faz diferença

Quando sai da faculdade, o recém-formado começa uma busca incansável por uma vaga no mercado de trabalho. Prepara currículos, leva-os a empresas e às agências de emprego, esperando ser convocado para uma entrevista de seleção. Confiando nos quatro anos de sua formação superior, o ou a jovem profissional acredita ter razões suficientes para fazer o entrevistador lhe dar uma oportunidade de trabalho. Mas, será que só o curso superior é o suficiente? Não.

Hoje, o que leva alguém a participar de um processo seletivo são os cursos e os conhecimentos extracurriculares. Colocam-se entre as habilidades que se tornaram essenciais, a informática e o conhecimento de idiomas estrangeiros, especialmente da língua inglesa, que se tornou exigência maior para admissão na maioria das empresas.


Bruno Rossini
Estagiário do Núcleo de Produtos, III semestre

 

RP em Foco

Passo-a-passo:
as 5 funções básicas de um relacionista

O conceito de Relações Públicas está em constante mudança para adequar-se às tendências do mundo dinâmico em que vivemos. Por isso, além de administrar a comunicação e a função política da organização, relações públicas deve contribuir para a democratização da sociedade, atuando como um elo entre uma organização e seus públicos preferenciais.

Esse é um tipo de trabalho que não ocorre espontaneamente, mas somente por meio do planejamento estratégico das ações da empresa, que devem ser praticadas à luz da ética e da transparência. Em geral, a ação de relações públicas em favor das organizações caracterizam-se pela execução de cinco funções básicas, descritas a seguir.

Assessoria: caracteriza-se pela prestação de serviços que o profissional presta às empresas. Como assessor faz a análise de situação da empresa, checa seu histórico, cenários internos e externos, e faz o diagnóstico das necessidades da empresa, procurando, a seguir, oferecer soluções para os problemas encontrados, acompanhando a execução do plano estratégico de relações públicas.

Pesquisa: nesta etapa, torna-se essencial saber qual a percepção que os públicos têm da empresa e sob que enfoques é avaliada pela opinião pública, o que se consegue por meio de pesquisas quantitativas e qualitativas.

Planejamento: é a forma de gerenciar de maneira estratégica os recursos humanos e materiais da empresa dentro de sua visão de futuro. Do planejamento, nascem os diferentes programas de comunicação e a otimização dos relacionamentos da organização com os públicos.

Execução: é o momento de se por em prática o que foi planejado de modo a obter os resultados esperados. Neste ponto, o profissional terá de gerenciar pessoas, atividades e recursos já previstos e de motivar os envolvidos na parte operacional e mantê-los a par do que está sendo feito.

Avaliação: tem por objetivo analisar os dados obtidos e verificar se estão de acordo com os objetivos e o que foi planejado. É hora de analisar como a empresa está sendo percebida pela opinião pública e pelo mercado e se seus planos de relacionamentos estão obtendo os resultados esperados.

Além de exercer essas funções, para ser bem sucedido, o relacionista deve saber persuadir, ser empreendedor e criativo para poder enfrentar os permanentes desafios que a profissão lhe oferece.

Isabella Lopes Hespanha de Freitas

Estagiária do Núcleo de Produtos, II semestre.

Relações Públicas na sala de aula.

Quem ingressa no primeiro semestre de Relações Públicas, na maioria das vezes, espera ver a rápida realização de suas expectativas. Mas é preciso ter paciência e boa vontade para ir assimilando, dia após dia, o conteúdo das disciplinas que são oferecidas pelo curso.

Neste sentido, é primordial, para o bom desenvolvimento dos estudos, que, desde o início, haja excelente relacionamento e boa comunicação entre todos os alunos da sala de aula. Claro, que é preciso vencer barreiras e idiossincracias, porém, quem almeja se tornar grande profissional de relações públicas necessita desde cedo aprender a ouvir, respeitar e discutir inteligentemente as opiniões alheias.

Pratique bons relacionamentos dentro da sala de aula. Como? Estabelecendo contatos com todos os colegas de classe, comunicando-se bem com eles e com os professores e a direção do curso. Contudo, vale lembrar que em qualquer negociação as duas partes têm de ser flexíveis para que cheguem a acordos produtivos e permanentes.

Daniel Kazuiti.
Estagiário do Núcleo de Produtos, II semestre

Resenha

Cândido Teobaldo reedita
Curso de Relações Públicas

Cândido Teobaldo de Souza Andrade é o pioneiro da sistematização das Relações Públicas no Brasil. Sua obra – Curso de Relações Públicas, relações com os diferentes públicos – é fonte não apenas para estudos e trabalhos escolares, mas também serve como suporte para a execução das atividdes profissionais.

Esta obra foi editada, pela primeira vez, em 1970, três anos apenas após a regulamentação da profissão pela Lei 5.377/67. Chega à 6ª edição, ampliada e atualizada, plenamente integrada às necessidades do século XXI.

O relacionamento está no centro de toda a sua temática. A partir da conceituação de público e opinião pública, o autor estuda as diversas possibilidades de interação das organizações com os diferentes segmentos da sociedade.

A grande novidade desta edição é a inclusão de um novo capítulo, voltado às questões da cidadania. Nele, o autor conserva seu estilo didático de primeiro conceituar para depois entrar na discussão do tema. Ao abordar a questão da cidadania e do terceiro setor, Teobaldo mais uma vez demonstra sua capacidade de estar sempre comprometido com a modernidade.

Relações Públicas não é mais a profissão do modelo capitalista. Hoje não falamos mais que somos os gestores da administração da comunicação empresarial. Substituímos o termo “empresas” por “organizações”, entendendo como “organização” qualquer tipo de empreendimento – do primeiro, do segundo ou do terceiro setor.

E este conceito fica muito claro no Curso de Relações Públicas, por exemplo,, Relações com os diferentes públicos, a partir da abordagem que o autor faz da cidadania, colocando-a como um vasto campo de ação para o profissional de Relações Públicas.

O conteúdo e as reflexões presentes neste capítulo estendem-se por toda a obra, constituindo-se num avanço significativo, sobretudo se levarmos em consideração o capítulo 15 – Relações com o Público Consumidor –, que passou a fazer parte da obra a partir da 5ª edição.

Não deixe de ter entre seus livros a obra daquele a quem todos nós chamamos “mestre”.

João Evangelista Teixeira
Professor do curso de Relações Públicas da
Universidade Metodista de São Paulo
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Artigo

Mestieri:
40 anos de profissionalismo e competência

A Associação Brasileira de Comunicação Empresarial e o Instituto Roberto Simonsen, uniram-se, no dia 26 de fevereiro, para uma justa homenagem a Carlos Eduardo Mestieri, pelos seus 40 anos como profissional de Relações Públicas. Presentes, no auditório do 4º andar da sede da FIESP, em São Paulo, dirigentes dos órgãos representativos de classe, profissionais da área, professores, estudantes e sobretudo amigos, muitos amigos, assistiram a um curioso processo de inversão da homenagem: o maior presente do dia não foi concedido ao homenageado, mas àqueles que o homenageavam. Carlos Mestieri deu uma aula – não foi apenas uma palestra – sobre "A história e os desafios das Relações Públicas no Brasil."

Suas posições corajosas, mas não agressivas, e suas afirmações repletas de convicção, mas não dogmáticas, acabaram por envolver o auditório de tal forma que o debate tornou-se inevitável.

Partindo da definição de Relações Públicas como “a arte de harmonizar as expectativas entre uma organização e seus diversos públicos”, Mestieri narrou a história da profissão no Brasil, estabelecendo como seu leit motif o sonho da comunicação integrada, destruído pela mentalidade cartorial dos diversos segmentos que a compõem.

A multidisciplinaridade, por mais contraditório que possa parecer, - conclui-se de suas palavras - tem que levar à unidade de uma só profissão e ao direito de seu exercício - apenas um corolário - uma conseqüência natural da competência.

Nesse sentido, Mestieri une sua voz às daqueles que lamentam a precipitada regulamentação da profissão pela Lei 5.377/67, sobretudo porque ela provocou a perda de grandes valores humanos e o enfraquecimento da própria profissão.

“Com a criação dos primeiros cursos universitários de Relações Públicas”, disse ele, “e com a reserva de mercado de Relações Públicas para os formandos, inicia-se o conflito entre os diplomados e os “empíricos”, como éramos nós, os pioneiros, os precursores, chamados pelos novos profissionais oriundos das escolas de comunicação. A conseqüência foi o enfraquecimento da profissão, com a perda de grandes valores que, por não poderem justificar seu registro nos conselhos, começam a ser privados de exercerem a profissão com a denominação de Relações Públicas como é em todo o mundo. Resultado: passam a exercê-la com outras designações.”

E Mestieri não fez essa afirmação gratuitamente. De forma inteligente, traçou, em rápidas palavras, sua trajetória pessoal: formado em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, acalentou o sonho da carreira diplomática e acabou, com Vera Giangrande, no grupo de José Carlos Fonseca Ferreira e José Rolim Valença, fundadores da AAB, a primeira agência de relações públicas brasileira. Ainda na faculdade, participou das atividades do Centro Acadêmico, então presidido por Mário Garnero, com quem fundou o Instituto Nacional de Estudos Superiores. Contemporâneo também de Ruy Altenfelder na mesma escola, desenvolveu e organizou seminários “com as mais eminentes figuras da política brasileira, sobre os mais importantes temas políticos e econômicos, sempre tendo por meta a integração nacional, debatendo a necessidade de um desenvolvimento nacional uniforme e privilegiando todas as unidades da federação.”

Em 1967, quatro anos após seu ingresso na AAB, durante os quais dedicara-se às relações governamentais, denominação encontrada para que os “relações públicas empíricos” pudessem exercer a atividade que estava nas mãos dos advogados sob o nome de lobby, a lei 5.377 chegou para restringir a profissão aos portadores do diploma universitário específico.

Mestieri não se expressa com mágoa, até mesmo porque o exercício anterior da profissão lhe garantia o registro para a sua prática legal, mas faz justas restrições pelo golpe que a Lei desferiu sobre a competência. Seu posicionamento hoje é o mesmo de 1967, porém evoluído e amadurecido pela permanente e dedicada participação em todos os fóruns de debates, onde quer que eles se realizassem: no âmbito dos órgãos representativos da classe, nas universidades, nos seminários e congressos, na ABRP, fundada em 1954, na Associação Brasileira das Empresas de Relações Públicas (ABERP), que ele ajudou a fundar no início da década de 80 e até mesmo nas rodas de amigos, clientes e funcionários.

Infelizmente nosso espaço é muito curto e não temos a chance de transmitir a profundidade do pensamento de Carlos Mestieri. Recomendamos, no entanto, que não deixem de ler a íntegra de sua palestra que será publicada no próximo número da revista “Comunicação Empresarial”, da ABERJE. Ela é toda um entrelaçamento de episódios que nos levam à compreensão dos desafios por que passou nossa jovem profissão, no Brasil.

Sobre os desafios do futuro?... Carlos Eduardo Mestieri é socrático: “só sei que nada sei”.

João Evangelista Teixeira
Professor do curso de Relações Públicas da
Universidade Metodista de São Paulo.

Expediente

O Canal RP: informativo eletrônico produzido pelo Núcleo de Produtos e Instrumentos de Comunicação da Agência de Relações Públicas Unidade Experimental da Universidade Metodista de São Paulo (UMESP). Seu objetivo é divulgar e promover a atividade profissional, tendo como referencial a qualidade UMESP e seu curso de Relações Públicas.


Equipe de Produção

Editor: Professor Ms. Fábio França (MTB1880)
Revisão: Professora Ms. Débora Marie Tamayose
Equipe de Redação: Daniel Kazuiti Kaga, Isabella Lopes H. de Freitas, Leonardo Filoso, Bruno Crepaldi Rossini.
Coordenador do Núcleo de Produtos: Prof. Ms. Fábio França CONRERP SP/PR-586
FACULDADE DE JORNALISMO E RELAÇÕES PÚBLICAS
Diretora e Coordenadora do curso de Relações Públicas: Profa. Dra. Maria Aparecida Ferrari

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