Notícias

Metodista realiza a 2a. Jornada de Iniciação científica
e o 5º Seminário de Expansão com a apresentação de 197 trabalhos

Começou na manhã de 29 de maio, na Universidade Metodista de São Paulo, o grande evento bianual denominado Jornada de Iniciação Científica, que é realizada junto com outro evento acadêmico: o Seminário de Extensão. Esses eventos, de caráter interno, prosseguem nos dias 30 e 31 e marcam a UMESP como produtora de conhecimento e divulgadora dos trabalhos das várias faculdades, em meio à intensa movimentação de alunos e professores que participam de uma verdadeira semana de integração social e acadêmica.
A ampla programação, de caráter científico, desenvolvida nos quatro campi da universidade - Planalto, Guaratinguetá, Rudge Ramos e Vergueiro – constitui-se, basicamente, das apresentações de 197 trabalhos produzidos por professores e alunos. A importância da jornada e do seminário de extensão mereceu comentários dos dirigentes da UMESP em entrevistas dadas ao Jornal que faz a cobertura das atividades desenvolvidas nos três dias de trabalho.
O Reitor da UMESP, professor Dr. Davi Ferreira Barros, espera que a atual Jornada seja tão bem sucedida quanto a anterior, que teve 22 trabalhos aceitos no encontro da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – SBPC. Afirma ainda que “antigamente, alguns ensinavam e outros aprendiam. Hoje, estamos partindo para um conceito de comunidade aprendente, em que todos aprendem, inclusive o professor. Ele não é mais o dono exclusivo do conhecimento. Ele é um líder da busca do conhecimento. Isso gera pesquisa, navegação na Internet e buscas de outras realidades para trazer ao debate. Nesse sentido todo mundo cresce”.
O Vice-reitor acadêmico, Clóvis de Castro, insiste no valor da pesquisa: “o ensino deve ser conseqüência do trabalho de pesquisa. Mas o mais importante é ter clareza de que aquilo que a gente produz como conhecimento tem que ter como fundamento a pesquisa. Então, a universidade para ter o nome de universidade, tem de investir em pesquisa”.
“A realização da Jornada é para abrir espaço para os estudantes a uma convivência com outras realidades, especialmente de outros cursos” opina Márcio de Moraes, vice-reitor administrativo.
A professora Vera Lúcia Gouvêa Stivaletti, presidente do Comitê Executivo da Jornada Científica e do Seminário de Extensão, chama a atenção para as novidades introduzidas neste ano: os alunos e professores tiveram a oportunidade de apresentar os trabalhos integralmente e toda a programação do evento ficou disponível no site da universidade, o que facilitou, para os alunos, a seleção das palestras que pretendiam assistir.
Em maio do próximo ano, a UMESP realizará o Congresso Científico, aberto também à participação externa.
 

RP on line

Profissional da BASF ministrou palestra na UMESP

No dia 13 de maio, Gislaine Rossetti, Coordenadora de Comunicação Social da BASF, ministrou uma palestra para os alunos do III semestre do curso de Relações Públicas da UMESP. Abordou o tema: “Gerenciamento de Crises” e mostrou aos estudantes a importância do relações-públicas dentro do contexto organizacional.

Gislaine falou sobre a necessidade que tem o profissional de relações públicas de estar sempre atento aos novos paradigmas que envolvem o ambiente empresarial e ressaltou que é fundamental saber transformar as ameaças em oportunidades de desenvolvimento. Ao atribuir ao relações-públicas o papel de planejador estratégico das ações de comunicação, alertou para o fato de que as informações não podem ser fragmentadas. “Elas têm de atingir a todos os stakeholders, fazendo-os compreender as mensagens emanadas da empresa”, afirmou.

O relações-públicas deve trabalhar visando à eficácia da comunicação organizacional para evitar situações de crise. É também necessário treinar adequadamente a equipe de trabalho e seu porta-voz, para que saibam agir em momentos críticos. O gerenciamento de crises tem duas estapas principais: a prevenção e a administração, explicou Gislaine, complementando que é, na primeira etapa, que se verificam os pontos fracos e as vulnerabilidades da organização.

O fato de Gislaine Rossetti atuar em uma multinacional da indústria química contribuiu muito para que os alunos entendessem o quanto é importante manter-se sempre em estado de alerta como responsáveis pela comunicação. A própria BASF é exemplo, pois atua em um meio que a torna vulnerável a acidentes, tanto em relação ao ambiente como à saúde das pessoas. Em síntese, a palestrante pôde mostrar aos alunos que, na vida profissional, devem estar sempre preparados para enfrentar adversidades, mesmo quando a empresa em que trabalham atravessa um momento de tranqüilidade, visto que “incidentes não escolhem hora para acontecer”, disse a profissional da BASF.

Daniel Kazuiti
Estagiário do III semestre

 

Artigo

A queda da propaganda (I)


Na edição passada deste informativo, apresentamos a divisão geral do livro de Al Ries & Laura Ries “A queda da propaganda: da mídia paga para à mídia espontânea” e prometemos novos artigos comentando as principais idéias dos autores em relação à propaganda e às Relações Públicas. Hoje, damos seqüência aos artigos.


Em geral, pouco se ouve falar de relações públicas por parte dos publicitários e dos profissionais de marketing e do jornalismo. Para a maioria deles, relações públicas ou representam um subsistema da comunicação promocional ou simplesmente para nada servem. Pode-se acrescentar a essa visão negativa o fato de que o refrão mais comum no mercado da comunicação é que “ninguém conhece e ninguém sabe o que são e para que servem as relações públicas, muito menos os empresários”. Valorizar a própria profissão e menosprezar outras é fato corriqueiro entre nós. Por exemplo, para os advogados a profissão mais importante do mundo é a advocacia, as demais devem lhe ser subservientes.
Quando, em congressos e seminários, os profissionais de relações-públicas defendem suas posições e se atrevem a dizer algo politicamente incorreto aos olhos dos publicitários, são ridicularizados como gente sem importância. E nem são ouvidos. Enquanto isso, repetidas e insossas palestras sobre os “quatro pês” são reforçadas com a exibição pelos publicitários do show de prêmios - Leões de Ouro, Clios, e muitos outros, como observa, aliás, o próprio Al Ries: “Em nenhum outro setor existem tantos prêmios quanto na indústria da propaganda” (53).
Seguindo os passos da cultura brasileira, que despreza o que é nacional e valoriza em excesso o estrangeiro, podemos dizer que quem fala agora a favor da “ascensão das relações públicas” é um dos maiores gurus do marketing, o senhor do “posicionamento” e, como tal, poderá ser ouvido. O que ele diz sobre a propaganda? Para que ninguém imagine que estamos deturpando as idéias de All Ries & Laura Ries, vejamos, a título de introdução ao artigo, o que afirmam na introdução do livro “A queda da propaganda”. Assim o fazemos para se ter a visão do posicionamento básico dos autores.
“A propaganda deve vir após as relações públicas tanto em termos de tempo quanto de tema. A propaganda é a continuidade das relações públicas por outros métodos, e só deve começar depois que o programa de RP estiver implementado e em andamento. Além disso, o tema de um programa de propaganda deve repetir as percepções criadas na mente do possível consumidor pelo programa de RP.”
A fase da propaganda de um programa também não deve ser algo que se faça suavemente. Um programa de propaganda só deve ser lançado em nome de uma marca forte e somente por uma empresa que possa arcar com o compromisso que uma campanha publicitária exige.
Os profissionais de propaganda costumam considerar a função de RP uma disciplina secundária, útil apenas em crises ou talvez para divulgar a mais recente campanha publicitária. Nada poderia estar mais longe da verdade.
Hoje, para a maior parte das empresas, RP é importante demais para ficar atrás da propaganda. Sob muitos aspectos, os papéis se inverteram. “RP hoje ocupa o assento do motorista, devendo liderar e orientar o programa de marketing” (p. 12).

Professor Dr. Fábio França

 

Expediente

O Canal RP: informativo eletrônico produzido pelo Núcleo de Produtos e Instrumentos de Comunicação da Agência de Relações Públicas Unidade Experimental da Universidade Metodista de São Paulo (UMESP). Seu objetivo é divulgar e promover a atividade profissional, tendo como referencial a qualidade UMESP e seu curso de Relações Públicas.


Equipe de Produção

Editor: Professor Ms. Fábio França (MTB1880)
Revisão: Professora Ms. Débora Marie Tamayose e João E.Teixeira.
Equipe de Redação: Ana Lúcia Molina, Daniel Kazuiti Kaga, Isabella Lopes H. de Freitas, Leonardo Filoso, Leonardo Godoy, Marcus Vinícius Machado.
Coordenador do Núcleo de Produtos: Prof. Ms. Fábio França CONRERP SP/PR-586
FACULDADE DE JORNALISMO E RELAÇÕES PÚBLICAS
Diretora e Coordenadora do curso de Relações Públicas: Profa. Dra. Maria Aparecida Ferrari

E-mail: canalrp@metodista.br

E-mail: agenciarp@metodista.br