nº 70 - 29/03/2004
 

A CRISE DA PARMALAT

A Parmalat é líder no mercado de laticínios, oferece produtos de qualidade e possui uma marca forte.
Em poucas décadas, chegou ao nível de excelência mundial ao lado de organizações centenárias como Nestlé e Batavo. Possui filiais e produtos em todo o mundo.
Quem poderia imaginar que este gigante poderia um dia cair?
Da noite para o dia, a Parmalat surgiu com sua imagem ligada à corrupção, à ganância e à má gestão. Segundo pesquisa realizada pela Institute for Crisis Management, consultoria americana especializada em crises, 50% dos escândalos corporativos são gerados pelos altos executivos da organização.
No caso da Parmalat, ela foi atingida tanto pela má gestão na sua filial brasileira, como pela crise não esperada (descoberta do rombo nas contas da matriz, na Itália).
Até o momento, a estratégia desenvolvida pela empresa constituiu-se em montar um comitê para gerir a crise, formado por três representantes: a Galeazzi, responsável pelo controle e avaliação do negócio em si, a Aggrego para negociação com o governo, bancos e autoridades; e a Andreoli MS&L, para conduzir a estratégia de comunicação interna e externa.
Isso tudo mostra que o gerenciamento de uma crise não é algo tão simples. É necessário um planejamento estratégico integrando todos os setores envolvidos para desenvolver uma ação conjunta com um único objetivo. Nestas horas, é preciso implementar um programa de relacionamento com seus públicos estratégicos, organizar coletivas de imprensa, mostrando pró-atividade e preocupação com o a ética e a verdade nas informações e sempre verificar os aspectos legais antes de se pronunciar.

Priscila Delgado Martins – III Semestre
Fonte: Matéria publicada na Revista VOCÊ/SA de Março de 2004, página 24.

 

COMO REDUZIR GASTOS SEM DESMOTIVAR OS FUNCIONÁRIOS?

A revista HSM Management nº 42, de janeiro-fevereiro de 2004, traz uma excelente matéria, na qual aborda a questão da redução de gastos em momentos de crise e seu relacionamento com o nível de motivação dos funcionários.

Marcelo Ferrari, da Mercer, empresa internacional de consultoria, ao ser citado na matéria, elege a comunicação como ferramenta-chave de “gestão do clima”, voltada para a manutenção da produtividade e do bom ambiente de trabalho.

Existem ferramentas simples e baratas à disposição das empresas. É necessário ter iniciativa para compartilhar informações, utilizar a comunicação para evitar o conflito ou os ruídos, planejar em conjunto, estabelecer parcerias e analisar o desempenho de cada etapa ou processo realizado, a fim de fortificar elos entre os funcionários e destes com a alta administração.

Tharcila Tecchio Fonseca – III Semestre
Fonte: Revista HSM Management, edição de janeiro-fevereiro 2004, páginas 43 e 44

 

POR UM LUGAR AO SOL

Houve época em que a forma mais temida de seleção era o vestibular. Os profissionais, em função da grande oferta de emprego, tinham facilidade para entrar no mercado de trabalho.
Hoje, a disputa por uma vaga tornou-se extremamente acirrada e somente os melhores conseguem vencer a concorrência. A especialização, somada a algumas habilidades como o domínio de pelo menos uma língua estrangeira, tornou-se fator decisivo para o êxito profissional.
Uma das soluções para o alto índice de desemprego vem sendo encontrada na informalidade que tem exigido dos trabalhadores um alto nível de criatividade. Pequenos negócios, funcionando em residências, e empregos temporários fazem parte das alternativas que se apresentam como opções para os desempregados.
Para o profissional de Relações Públicas, que também não fica fora desse contexto, vale a recomendação da matéria da revista Veja de 17 de dezembro de 2003: “O diploma, isoladamente, não é mais garantia de emprego.”

Carolynne Bonfatti - III Semestre

 

PEQUENAS IDÉIAS, GRANDES ORGANIZAÇÕES

Quando o funcionário/colaborador é convidado a participar das decisões da empresa, por seu olhar diferenciado, ele sugere idéias que contribuem para facilitar o dia-a-dia no trabalho. Isso se deve ao fato de ele se sentir motivado, sabendo que a organização realmente se importa com o que ele pensa, fala e acredita.

Um exemplo é o projeto “Melhorias”, do ABN AMRO Real que, este ano, ganhou dois prêmios: um, da Federação das Associações de Marketing Direto e Interativo da América Latina (Amaldi) e outro, do sistema Help Online, concedido pela Associação Brasileira de Telemarketing (ABT).

”O ‘Melhorias’ é uma ação de endomarketing criado para aproximar diretoria e funcionários e, conseqüentemente, clientes”, explica Luciene Bloise, superintendente do call center, onde o projeto foi desenvolvido..

Os funcionários sugeriram a criação de uma intranet com informações para facilitar o atendimento; uma sala com pufe, aquário, revistas e música para relaxar e até sacos de plástico para embalar guarda-chuvas molhados na entrada. Com pequenas idéias e sugestões, as organizações avançam e passam a prestar melhor atendimento.

Lidiane Silva Faria – I semestre
Fonte: Consumidor Moderno nº76, páginas 16 a 18

 

QUASE SEM RISCOS

Salvo pelo fato de que seus resultados são perceptíveis apenas em longo prazo, o planejamento estratégico aparece como uma ferramenta indispensável a todas as áreas da organização. Seu processo engloba não só as áreas internas como também o ambiente externo, ou seja, o mercado. Um dos principais pontos é a previsão de situações futuras que leva as empresas a anteciparem soluções para problemas que, eventualmente, possam surgir no contexto em que elas atuam.
Sabendo de tudo isso, muitas empresas instaladas no Brasil têm investido no planejamento para driblar a atual crise econômica. A rede francesa de hotéis Accor projetou para o início do ano de 2003 um cenário desaminador, que deixaria os resultados programados pela empresa 60% abaixo do esperado. As viagens de executivos estavam diminuindo por força da inflação, com reflexos altamente negativos nas margens de lucro. Para minimizar tal situação, o departamento responsável por Turismo de Negócios da rede encontrou saída na gestão Balanced Scorecard, que visa integrar as estratégias de curto e longo prazo, trazendo resultados mais rápidos para atender o que a empresa havia planejado.
Já a Ticket, empresa conhecida pelo serviço de vale-alimentação, lançou um novo produto mais adequado às necessidades do mercado, o ticket-car, para gerenciar os gastos de frotas de veículos.
Esses exemplos provam que, para sobreviver no mercado, o planejamento é uma ótima saída para correr menos riscos.

Amanda Falchetti – V Semestre
Fonte: Revista Exame – 17 de março de 2004

 

 

 

 

RP on line

VOCÊ ESTÁ DEMITIDO!

“Uma demissão mal feita faz um profissional falar mal da empresa pelo resto da vida” – Francisco Britto, da Ray & Berndtson.

Provavelmente o Brasil todo ficou sabendo quando o Presidente Lula demitiu, por telefone, o Ministro da Educação, Cristovam Buarque.

Respeito nesse momento é essencial, o tratamento deve ser sempre digno. Claro que demitir um funcionário nunca foi e jamais será uma tarefa fácil, não existe uma fórmula mágica, mas é importante tomar alguns cuidados para tornar esse momento menos desagradável, e preservar a imagem da organização. A revista Você S.A. do mês de março nos dá algumas dicas:

É preciso deixar bem claro, desde o início, que emprego é uma relação comercial, e que o contrato pode se romper. Essa relação deve ser sempre pautada por ética e justiça.
Considere a demissão como último recurso, tente recolocar o funcionário internamente.
Seja verdadeiro, deixe claro por que o profissional foi desligado do cargo.
Fale pessoalmente, a demissão é um assunto muito complexo e delicado para ser tratado por telefone, vídeo conferência ou e-mail.
Demonstre empatia e tente fazê-lo entender como você se sente., Ele precisa perceber que isso não é agradável para você.
Não delegue para o RH. Se a pessoa trabalha sob seu comando, a tarefa de lhe comunicar a demissão é sua.
O demitido deve ser o primeiro a saber! O jornal Folha de S. Paulo divulgou a demissão de Cristovam Buarque um dia antes de ele mesmo tomar conhecimento da notícia. Deixar seu funcionário saber da demissão por terceiros é imperdoável!

Enfim, o mais importante é tratar a pessoa com respeito. Precisamos estar atentos a esses detalhes e sempre assessorando os executivos da organização a esse respeito.
No mais, nunca demita numa sexta-feira, como aconteceu com o ex-ministro. Ele certamente teve um fim-de- semana complicado...

Leonardo Fraga Godoy – III semestre

 

 

Artigo

TÉCNICAS DE RELAÇÕES PÚBLICAS II

Sabemos que os profissionais de relacionamento contam com sólido referencial teórico para se comunicar com saber e arte com seus públicos. Isto quer dizer que quando lançam mão de qualquer veículo, o fazem para atingir objetivos específicos, usam, portanto, o que se chama comunicação dirigida. Argumentam alguns autores que é da natureza da comunicação ser dirigida o que torna impróprio falar em mídia dirigida. A afirmativa é falaz, pois a eficácia da comunicação não se mede só pela presença de um possível receptor, mas pela sua eficácia diante de um interlocutor procurado, que recebe as mensagens para ele programadas. Isto quer dizer que tão importante é ter a mensagem como conhecer o público para o qual ela se destina.

Ora, se quero falar com determinado público que escolhi, não basta lhe enviar mensagens de caráter geral, e sim as especificamente a ele direcionadas, com objetivos de atingi-lo. Quando o relações-públicas faz isso, está de posse da mensagem certa e a transmite para o público certo, no momento mais apropriado, está fazendo, com clareza, uma comunicação dirigida da qual espera resultados igualmente programados.

Não há, pois, como negar a existência da comunicação dirigida a públicos selecionados como prioritários no desenvolvimento do processo de comunicação com os diversos públicos que podem afetar a organização. É a partir dessa constatação que o relacionista irá estudar todos os recursos que pode encontrar na mídia a seu favor. A mídia representa toda sorte de instrumentos ou ferramentas em uso por qualquer comunicador: jornais, revistas, boletins, rádio e TV. O que diferencia seu uso é a capacidade do profissional em conhecer todos esses instrumentos, saber programá-los de maneira inteligente de modo a atingir seus objetivos diante dos mais variados públicos. Como se disse anteriormente: o relações-públicas não emprega a mídia pela mídia, mas a mídia dirigida para gerar resultados.

Em uma organização, por exemplo, para se comunicar com seus diferentes públicos, pode-se recorrer à publicação de boletins, revistas, folhetos, relatórios, manuais; à utilização de vídeos, filmes, murais, displays; ao uso de circulares, mensagens do presidente, memorandos e comunicados; à comunicação virtual via Intranet e Internet. Outra forma muito eficaz de comunicação empresarial são as reuniões de treinamento, de debates, bate-papos, fale com o presidente; eventos e festas de confraternização são outras formas de atingir os objetivos de integração de funcionários com a organização. Mas, há ainda formas especiais de estimular a comunicação como a entrega de “pins” ou broches por tempo de casa, o reconhecimento do empregado do mês.

É muito rica a mídia organizacional. Mas, a questão é entender que a mídia não faz sucesso por si só; o êxito do uso de qualquer um desses instrumentos está baseado no conhecimento da natureza de cada veículo, dos públicos a que é dirigido, da forma de sua apresentação, incluindo seus aspectos estéticos e de linguagem, sem esquecer as formas adequadas de sua distribuição. É aqui que entra o relações-públicas, profissional de relacionamentos, que foi preparado para fazer uso correto e eficaz dos instrumentos de comunicação – mídia – para conseguir os resultados esperados de um bem elaborado plano corporativo de comunicação.


Professor Dr. Fábio França

 

INFORME-SE MAIS SOBRE RELAÇÕES PÚBLICAS!

ACESSE O SITE DO SINDICATO DOS PROFISSIONAIS LIBERAIS DE RELAÇÕES PÚBLICAS NO ESTADO DE SÃO PAULO.

http://www.sinprorp.org.br/

 


Equipe de Produção

 

Editor: Professor Ms. Fábio França (MTB1880)
Revisão: Professora João E. Teixeira.
Equipe de Redação: Amanda Falchetti, Leonardo Godoy, Priscila Delgado Martins, Lidiane Silva Faria, Carolynne Bonfatti, Talita Mendes e Tharcila Tecchio.
Estagiária Responsável: Priscila Delgado Martins
Coordenador do Núcleo de Produtos: Prof. Ms. Fábio França CONRERP SP/PR-586

FACULDADE DE JORNALISMO E RELAÇÕES PÚBLICAS
Diretora e Coordenadora do curso de Relações Públicas:
Profa. Dra. Maria Aparecida Ferrari

 

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Expediente

 

O Canal RP: informativo eletrônico produzido pelo Núcleo de Produtos e Instrumentos de Comunicação da Agência de Relações Públicas Unidade Experimental da Universidade Metodista de São Paulo (UMESP). Seu objetivo é divulgar e promover a atividade profissional, tendo como referencial a qualidade UMESP e seu curso de Relações Públicas.