nº 71- 26/04/2004

 

NOTÍCIAS

EUA CONTRATAM RELAÇÕES-PÚBLICA BRITÂNICA

Com este título, o jornal o Estado de S. Paulo (1/4/2004 – A14, Internacional) noticia que a administração americana do Iraque contratou em março, por US$ 5,6 milhões, uma relações-públicas britânica para ajudar a promover o estabelecimento da democracia no país. A Bell Pottinger, subsidiária da Chime Communications, tem décadas de experiência política e está criando comerciais de TV e rádio que explicarão aos iraquianos como e por que os EUA entregarão a soberania a um governo iraquiano interino em junho.
Comenta ainda a notícia que a Bell Pottinger representou o Partido Nacional da África do Sul e ainda representa o ex-presidente sul-africano F.W. De Klerk.

Professor Dr. Fábio França

 

RESPONSABILIDADE SOCIAL

Um dos pontos fortes da profissão de Relações Públicas é conseguir, pelo uso de diversas ferramentas de comunicação, ajudar o desenvolvimento social e incentivar maior participação de todos em atividades que promovam o bem-estar social. Nos últimos anos, os relações-públicas estão envolvidos na gestão e na promoção da prática da responsabilidade social por parte das organizações, que estão vendo nessa prática uma forma de envolver-se com as campanhas sociais e de aumentar a sua credibilidade nos negócios.
De acordo com uma pesquisa realizada pelo IPEA – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – das 782 mil empresas privadas existentes no Brasil, 462 mil realizavam algum tipo de ação social, entre 1999 e 2000. As empresas encontraram neste segmento uma ótima maneira de gerar credibilidade de sua imagem perante os públicos, já que segundo o Instituto Ethos, 60% dos brasileiros fiéis a uma determinada marca estão dispostos trocá-la por outra que tenha relação com a parte social. Além disso, as empresas que realizam estas ações gozam de isenção de alguns impostos como incentivo do governo.
Pensando nessa área e em uma maneira de ajudar a sociedade, o médico Luiz Arnaldo Pipino trouxe para o Brasil, em 2002, a prática do licenciamento social. A instituição escolhida para iniciar o trabalho foi a Casa Hope, que atende cerca de mil crianças com câncer por ano. Com o licenciamento da marca, a organização não depende, hoje, somente de doações, já que empresas de todos os segmentos podem adquirir o uso da imagem de personagens criados pela entidade. Com a arrecadação do royalties, calculados em 8% do valor final dos produtos, a Casa Hope sustenta uma boa parte dos R$ 140 mil gastos por mês.

Amanda Falchetti – V Semestre
Fonte: Revista Forbes Brasil – 13 de fevereiro de 2004.

 

O RELAÇÕES-PÚBLICAS SABE COMO E POR QUE REALIZAR EVENTOS

O uso do termo ‘evento’, tornou-se freqüente, mas infelizmente, muitos desconhecem sua significação. Então, para não usá-lo de maneira inadequada, uma pergunta tem que ser feita, o que é evento?
O Dicionário Aurélio define-o assim: “Qualquer acontecimento de especial interesse (espetáculo, exposição, competição, etc.), capaz de atrair público e de mobilizar meios de comunicação”. Já segundo Teobaldo, reconhecido autor de obras sobre relações públicas, “Evento é um fato que pode gerar sensação e ser motivo para notícia. – O mesmo que acontecimento”. Carlos Rabaça, em seu Dicionário de Comunicação (2001, p. 290), tem uma definição mais ampla deste termo: “Acontecimento que se aproveita para atrair a atenção do público e da imprensa sobre a instituição. Pode ser criado artificialmente, pode ser provocado por vias indiretas ou pode ocorrer espontaneamente. Em geral, é programado, em todos os detalhes, no planejamento de comunicação, assim como em uma campanha de marketing ou de propaganda. Os eventos podem ser promovidos a partir de projetos culturais ou esportios patrocinados pela empresa (recitais, shows, vernissages, competições esportivas etc), como parte de campanhas promocionais (gincanas, premiações, exposições etc) em datas significativas do ano (Dia da Árvore, Dia das Crianças, etc.), em ocasiões importantes para a organização (inaugurações, solenidades, seminários etc.) ou como simples acontecimentos de rotina da instituição”. Além das classificações da definição, há vários outros tipos de eventos que devem ser considerados: eventos científicos; congressos; simpósios; colóquios; encontros; jornadas; fóruns; sessões plenárias; palestras; estudos de grupos; oficinas; painéis.
Importa ainda saber que a realização de eventos representa uma função típica de relações públicas para evidenciar os valores institucionais de uma organização e promover sua visibilidade junto aos públicos que pretende atingir. Por isso, a preocupação maior do relações-públicas é fazer um planejamento minucioso de cada evento para lhe dar o sentido desejado e para que transmita, em sua realização, as mensagens programadas para serem passadas ao público-alvo do evento e não fazer uma promoção passageira de caráter mercadológico.
O sucesso de um evento está no seu planejamento em seus mínimos detalhes. Esse processo envolve a sua concepção e execução, levando-se em conta o local, a data e as etapas de realização, pessoas envolvidas e todo o sistema de comunicação que deve ser criado para garantir o sucesso do evento e sua avaliação. Embora sejam muitos os tipos de eventos, o profissional de relações públicas sabe qual é a diferença entre promoções mal organizadas e um verdadeiro evento, que gera os resultados esperados.

Carolynne Bonfatti– III Semestre
Fonte: Revista Feira & Cia ano 07 nº 46

 

AÇÕES QUE GERAM RESULTADOS

Inserir portadores de deficiência no mercado de trabalho, criar campanhas antitabagismo e de prevenção ao câncer de mama, patrocinar projetos sociais e culturais, alfabetizar crianças e adultos são alguns exemplos de projetos sociais de sucesso que empresas cidadãs vêm adotando nos últimos anos.
A cada ano, novas ações surgem. É o caso do Instituto da Oportunidade Social (IOS), mantido pela Microsiga. Desde sua inauguração, a entidade oferece cursos de informática a jovens de baixa renda e apóia projetos nas áreas de incentivo à cultura e auxílio às pessoas com necessidades especiais. Recentemente, o instituto implementou um software voltado para o desenvolvimento das competências ligadas à maturidade cronológica de crianças com necessidades especiais. Denominado Tati, o sistema, elaborado por profissionais de tecnologia, fisioterapeutas, pedagogos e fonoaudiólogos, além de educativo, pode ser explorado por todas as crianças que estejam em fase de desenvolvimento.
Outro exemplo é a SERASA S/A que tem programas como o de empregabilidade de pessoas com deficiências, no qual oferece aos candidatos qualificação profissional, visando também cadastrar seus currículos e apoiá-los na busca de uma recolocação profissional.
Já a Novartis Biociências aposta no Projeto TropiNet, uma rede virtual que permitirá a conexão entre os pesquisadores de doenças tropicais do Brasil e o Instituto Novartis de Pesquisa em Doenças Tropicais. A rede concentrará informações sobre a dengue e as demais patologias. A intenção é aproximar pesquisadores de medicina tropical no Brasil para compartilhar informações e definir linhas de pesquisa, estimulando a produção científica.
A Unimed do Brasil terá neste ano um manual específico para destinação correta dos resíduos hospitalares. A meta é certificar com ISO 14000 todos os hospitais da rede própria e credenciada do país. Outra opção será o curso de formação de gestores em responsabilidade social. O objetivo principal é formar e capacitar o maior número possível de gestores habilitados a avaliar, monitorar, elaborar indicadores, balanço social e coordenar ações de responsabilidade social.

Tharcila Tecchio Fonseca – III Semestre
Fonte: Revista Gestão RH nº 56, janeiro/fevereiro de 2004.

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RP ON-LINE

DIRETORA DA FAJORP FALA DAS RELAÇÕES PÚBLICAS CONTEMPORÂNEAS NO CONGRESSO DE COMUNICAÇÃO DA MEGA BRASIL COMUNICAÇÃO

O 7º Congresso Brasileiro de Jornalismo Empresarial, Assessoria de Imprensa e Relações Públicas, o maior e mais prestigiado evento independente da comunicação corporativa da América Latina, aconteceu, em São Paulo, nos dias 14, 15 e 16 de abril de 2004, no Centro de Convenções Rebouças. Os organizadores do Congresso deram espaço, neste ano, para duas conferências sobre Relações Públicas.
A primeira teve como título: “Relações Públicas: o “ser” e o “fazer” em um mundo globalizado”. Participaram desta palestra: Paulo César Coelho Ferreira, diretor do Sistema Conferp em Minas Gerais; Sebastião Amoedo, diretor do Sistema Conferp no Rio de Janeiro e Andréia Athaydes, diretora do Sistema Conferp no Rio Grande do Sul. Os trabalhos foram moderados por Terezinha de Andrade Leal, diretora do Sistema Conferp e da Associação Brasileira de Relações Públicas em São Paulo.
Os palestrantes, por representarem o sistema oficial da legislação da atividade, discorreram sobre vários aspectos da aplicação da lei e defenderam a necessidade do registro profissional para o exercício da profissão.
A segunda conferência “Fundamentos contemporâneos das Relações Públicas para a sobrevivência das organizações no século XXI” teve como convidada a Dra. Maria Aparecida Ferrari, diretora da Faculdade de Jornalismo e Relações Públicas da Universidade Metodista de São Paulo (FAJORP) e professora de Relações Públicas na Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo. A moderadora foi Angélica Consiglio, presidente da RBCE, Rede Brasileira de Comunicação Empresarial e diretora da Planin Comunicação.
Maria Aparecida Ferrari tratou dos diferentes enfoques das Relações Públicas contemporâneas e ressaltou que se trata de uma atividade voltada para a gestão dos assuntos públicos das organizações e de seus relacionamentos com os públicos estratégicos, que precisam ser mapeados e definidos de forma adequada para a obtenção de resultados tangíveis e efetivos para as organizações. Demonstrou os fatores que tornam as Relações Públicas excelentes e os dez princípios da pesquisa internacional de J.E. Grunig, aplicados em diversos países, e que receberam a denominação de Teoria das Relações Públicas. Abordou ainda o papel das Relações Públicas no gerenciamento da Responsabilidade Social das empresas e na definição das novas características empresariais enquanto elementos de inclusão social.
A oradora terminou sua conferência afirmando:“Sem dúvida, a ação de Relações Públicas é o melhor caminho para se conseguir essa integração e para manter relacionamentos fundamentados em diretrizes estáveis e em objetivos precisos entre a organização e seus públicos”.

Professor Dr. Fábio França

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ARTIGO

TÉCNICAS DE RELAÇÕES PÚBLICAS III

Os recursos da mídia são múltiplos, porém o que torna a comunicação eficaz é o conhecimento do público ao qual é direcionada, a natureza do veículo utilizado, os objetivos da mensagem e o emprego da mídia mais adequada ao público em foco. Vimos que o profissional de relações públicas tem o domínio da mídia e sabe também de que filosofia devem estar imbuídas as mensagens para provocarem a interação comunicacional.
Mas, como descrever de forma mais precisa a mídia de relações públicas?
Em termos gerais, pode-se dizer que o profissional lança mão da mídia impressa: interna e externa. Internamente, trabalha, por exemplo, com publicações que podem ser: revistas, jornais, boletins, folhetos, declarações do presidente da empresa, informativos, manuais, relatório anual e outros recursos. Para públicos externos podem ser dirigidas revistas corporativas, para acionistas, clientes; relatório anual; jornal e folhetos institucionais. O uso de modernas tecnologias permitem também a teleconferência para a empresa se comunicar com seus públicos internos e externos.
Forte mídia externa é a chamada propaganda institucional, mas levando em conta a sua importância, falaremos em outro boletim sobre a “public relations advertising”, como dizem os americanos.
Outro público de interesse maior é a imprensa com a qual a empresa se relaciona por meio de comunicados, press releases ou promove contatos diretos com os editores dos principais veículos por meio de entrevistas pessoais ou de coletivas de imprensa.
O público interno merece sempre maior atenção, pois além de ser atingido pelas publicações, pode facilmente ser acionado por meio da comunicação oral: reuniões, encontros com diretores, gerentes, e o uso de linhas telefônicas especiais. Muito amplo é também o uso interno da linguagem visual: Intranet, vídeos, filmes, transparências, exposições de fotografias.
Recorrem também as empresas, para se aproximar de seus públicos de interesse, à participação em feiras e exposições e a programação de visitas às suas instalações.
Todos esses recursos da mídia representam técnicas que podem ser programadas pelo relacionista. Como se lembrou de início, para fazer bom uso de toda essa riqueza da mídia, o relações-públicas seleciona cuidadosamente a forma especial de comunicação com cada público, planeja o veículo, programa as mensagens que devem ser enviadas, ou seja, sabe o que e por que se comunica, o que faz a diferença entre a divulgação imediata de uma notícia, o que é próprio do jornalismo, e o cuidado em difundir mensagens programadas de forma permanente para atingir os objetivos corporativos dos relacionamentos das organizações com os seus públicos. Com este artigo, espera-se que os leitores continuem a compreender cada vez mais o que são Relações Públicas e como empregam todos os tipos de instrumentos para conseguir informar, causar atitudes favoráveis e mudar comportamentos.

Professor Dr. Fábio França

 

 

INFORME-SE MAIS SOBRE RELAÇÕES PÚBLICAS!

ACESSE O SITE DO SINDICATO DOS PROFISSIONAIS LIBERAIS DE RELAÇÕES PÚBLICAS NO ESTADO DE SÃO PAULO.

www.sinprorp.org.br


Equipe de Produção

Editor: Professor Ms. Fábio França (MTB1880)
Revisão: Professora João E. Teixeira.
Equipe de Redação: Amanda Falchetti, Leonardo Godoy, Lidiane Silva Faria, Carolynne Bonfatti e Tharcila Tecchio.
Estagiária Responsável:
Lidiane Silva Faria
Coordenador do Núcleo de Produtos: Prof. Ms. Fábio França CONRERP SP/PR-586

FACULDADE DE JORNALISMO E RELAÇÕES PÚBLICAS
Diretora e Coordenadora do curso de Relações Públicas:
Profa. Dra. Maria Aparecida Ferrari

E-mail: canalrp@metodista.br

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