nº 72- 14/05/2004

 

NOTÍCIAS

ASSESSORIA DE LULA NÃO CONSEGUE TRABALHAR

Mudanças de última hora na agenda, discursos improvisados, visitas a apresentadores de televisão, sem aviso prévio, são fatos que acabam prejudicando a imagem do presidente e representam preocupações com que a assessoria de imprensa de Luís Inácio Lula da Silva tem de lidar com muita freqüência.
No dia 30 de abril de 2004, o presidente concedeu uma entrevista-churrasco ao apresentador do SBT, Carlos Massa, o Ratinho, simplesmente ignorando sua Secretaria de Comunicação, sua agenda e sua assessoria de imprensa.
Nessa mesma semana, Lula improvisou mais um discurso, dessa vez dirigido aos metalúrgicos que protestavam contra a alta taxação do imposto de renda na fonte, diante da fábrica da Mercedes Benz, em São Bernardo do Campo. O presidente conseguiu apenas irritar a categoria (em seu discurso disse que os metalúrgicos são “privilegiados” por pagarem mais imposto) e fazer com que seus assessores tivessem vontade de arrancar os cabelos.
A imagem do presidente deve ser íntegra e séria perante a população, mas o governante atual parece não se importar muito com o protocolo. O trabalho dos profissionais de comunicação (Relações Públicas – é verdade que são relações-públicas??) que atuam junto à presidência se torna ineficaz devido à essa conduta. Se nosso chefe de Estado seguisse os conselhos de seu grupo de especialistas, certamente a opinião da população sobre o seu governo lhe seria mais favorável.

Fernando Barone – I Semestre
Fonte: Revista Veja, 05 de Maio de 2004, páginas 48 e 49

 

O DESAFIO DE SER LÍDER

Liderar uma equipe é um trabalho que exige muita segurança, sensibilidade e humildade.
O profissional de relações públicas tem de ter plena consciência sobre esse tema, porque ele é um intermediador entre a alta administração e seus colaboradores e, um deslize poderá prejudicar todo um planejamento de trabalho.
Um bom líder deve ter cuidado para que o cargo não o domine, deve entender que a liderança é passageira, portanto, a humildade torna-se um ponto chave.
Confiar em si mesmo traz segurança para você e para quem irá liderar. Um mínimo sinal de insegurança de sua parte fará os outros perderem o respeito por você.
Simpatia e igualdade entre todos de sua equipe são pontos que o qualificam.
Saber lidar com a inveja e outras reações negativas mostra sua posição, sem imposição. Exemplo: “Por que não eu?”, mostre que seu objetivo é ajudar e que, como colega, será um aliado da equipe para brigar por antigas reivindicações; “Foi escolhido porque é amigo de Fulano”. Assuma que seu nome pode até ter surgido porque existe uma amizade com o superior, mas que foram suas qualidades profissionais que determinaram a promoção.
Outro requisito é a descentralização, quando o assunto é liderança, delegar tarefas é o mais aconselhável, pois estimula os outros participantes da equipe, que se sentem mais envolvidos e mais responsáveis.
Esse assunto é tão importante no mercado de trabalho que o psicólogo social e consultor empresarial, Ricardo Vargas, escreveu o livro “A arte de tornar-se inútil”, no qual dá conselhos sobre o que é necessário para se tornar um bom líder.
Segundo ele, “O verdadeiro líder é o que não está preocupado em ser o centro de tudo”.

Carolynne Bonfatti – III Semestre
Fonte: Folha Classificados Empregos, 25 de abril de 2004.

 

A MARCA E OS NOVOS NEGÓCIOS

Construir a marca de uma empresa é importantíssimo para o jovem empreendimento. Este processo, em inglês branding, consiste em criar ou identificar uma vantagem competitiva sustentável no mercado.
Existem dois aspectos da identidade da marca que um empreendedor, na fase inicial do negócio, deve desenvolver: o “nome” e a “logomarca”. Com o crescimento da empresa, pode surgir a necessidade de atualização ou de modificação da marca e do logotipo criados no início do empreendimento. Deve-se, porém, evitar a perda do valor líquido da marca com essas mudanças. Sua construção envolve a identificação ou criação de uma vantagem competitiva, por meio de desempenho de atividades distintas, ou oferta de algo diferente dos concorrentes e, ainda, a forma como se cria, transmite e coloca essa diferenciação no mercado.
Segundo o especialista Michael Porter, existem dois fatores para a vantagem competitiva: o baixo custo e o diferencial. É preciso optar por competir com um desses fatores, mas não com ambos, em um mercado restrito ou amplo.
O atendimento ao cliente, o preço e a qualidade raramente funcionam como diferenciais, pois são considerados itens básicos, uma vez que os concorrentes podem facilmente atingi-los. Características distintivas são as que o consumidor valoriza na hora de comprar.
Quanto ao nome da marca, pode ser algo abstrato, informativo, descritivo ou sugestivo, mas deve transmitir principalmente: o valor da empresa, os negócios oferecidos por ela, e a exclusividade do que oferece. Os nomes mais eficientes derivam da definição da missão do negócio e da essência de sua estratégia de marketing.
O nome deve ter significado, ser real, fácil de ser pronunciado, reconhecido e memorizado. O que se deve evitar são os nomes criados a partir de números ou iniciais, difíceis de serem identificados ou nomes que tenham significado negativo e inadequado em outros países.
Importante: o nome do empreendimento reflete as facetas da empresa, variedade, natureza dos produtos, política de preços, qualidade, posição no mercado, potencial de crescimento, emprego da tecnologia e relacionamentos com clientes, funcionários etc, por isso, consulte dicionários, publicações segmentadas ou de entidades de classe na busca de possíveis nomes.
Definido o nome da empresa, é hora de pensar na logomarca. Abuse de formas, fontes, símbolos para ajudar a transmitir a essência de seu negócio. As cores constituem o componente básico da marca e provocam reações emocionais. Vermelho, laranja e amarelo são cores intensas e estimulam o interesse e a agitação. O azul e o verde induzem à calma e à estabilidade. Cores neutras significam confiança e nobreza. Cores muito contrastantes criam energia e movimento, enquanto o contraste sutil sugere suavidade. Use estas estratégias para despertar a atenção das pessoas para sua marca.

Tharcila Tecchio Fonseca – III Semestre

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RP ON-LINE

SECRETARIA DA COMUNICAÇÃO FOI FECHADA

Notícia publicada no jornal O Estado de S. Paulo, de 5 de maio, nos dá conta de que a Assembléia Legislativa aprovou a extinção da Secretaria Estadual da Comunicação Social do Rio Grande do Sul, como medida de racionalização dos gastos públicos. Verifica-se mais uma vez o pouco valor dado pelas áreas governamentais à comunicação com a sociedade, que precisa ser permanentemente bem informada e obter respostas prontas às suas indagações e reivindicações junto ao poder público. Parece que os nossos governantes ignoram que a formação de uma opinião pública favorável depende de um trabalho persistente e inteligente de um processo organizado de comunicação pública.
O fato é preocupante para quem vive em um mundo no qual a informação é um direito do cidadão e está acessível a todos, podendo a qualquer momento manifestar sua força por meio da opinião pública, que tanto pode ser favorável como desfavorável aos governantes. Basta citar o ato do presidente da república ordenando a cassação do visto de permanência no país de um jornalista americano.
A administração pública desenvolve-se hoje sob constante vigilância dos cidadãos, tanto em nível federal, estadual e municipal. A consciência da cidadania faz com que os eleitores se tornem cada vez mais críticos, indagando com freqüência e persistência, qual a lisura dos atos dos seus governantes. Querem saber o que estão fazendo, se respeitam à lei, se cumprem promessas de campanha, se empregam de maneira legal o dinheiro público ou se estão irmanados com a corrupção que parece ter-se instalado, quase sem exceção, na administração pública brasileira. Indagam dos governantes quais são os planos de melhoria para a comunidade, como e quando vão ser executados. Clamam pela segurança pública de todos. Acusam a inércia dos governantes, a falta de determinação política para resolver problemas. Reivindicam melhores serviços públicos, mais atenção à educação, à saúde, à proteção aos idosos, às minorias, à juventude e até aos ecossistemas de cada região. E, quando necessário, acusam sem medo a quem deixa de merecer a sua confiança, chegando até a exclui-los do sufrágio de seu voto.
Exige-se dos administradores públicos a probidade e a ética nas suas gestões. Não podem mais agir de modo impune como no passado. Além das recriminações dos eleitores, estão sob a mira dos veículos de comunicação, em especial da TV, que exerce papel decisivo como fonte de informação, fazendo o acompanhamento do que ocorre em todos os níveis das áreas governamentais e divulgando o que está sob suspeição na opinião pública.
Os desmandos e escândalos administrativos vêm gerando numerosas acusações de improbidade de muitos gestores públicos e, algumas vezes, têm culminado em processos de cassação de detentores de cargos públicos por improbidade administrativa.
Diante dessas constatações, torna-se difícil admitir que um governante, que não abre mão das polpudas verbas publicitárias, feche uma secretaria de governo responsável em grande parte pela sua sustentação no cenário político em nome da contenção de gastos públicos.

Professor Dr. Fábio França

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ARTIGO

TÉCNICAS DE RELAÇÕES PÚBLICAS III

Os recursos da mídia são múltiplos, porém o que torna a comunicação eficaz é o conhecimento do público ao qual é direcionada, a natureza do veículo utilizado, os objetivos da mensagem e o emprego da mídia mais adequada ao público em foco. Vimos que o profissional de relações públicas tem o domínio da mídia e sabe também de que filosofia devem estar imbuídas as mensagens para provocarem a interação comunicacional.
Mas, como descrever de forma mais precisa a mídia de relações públicas?
Em termos gerais, pode-se dizer que o profissional lança mão da mídia impressa: interna e externa. Internamente, trabalha, por exemplo, com publicações que podem ser: revistas, jornais, boletins, folhetos, declarações do presidente da empresa, informativos, manuais, relatório anual e outros recursos. Para públicos externos podem ser dirigidas revistas corporativas, para acionistas, clientes; relatório anual; jornal e folhetos institucionais. O uso de modernas tecnologias permitem também a teleconferência para a empresa se comunicar com seus públicos internos e externos.
Forte mídia externa é a chamada propaganda institucional, mas levando em conta a sua importância, falaremos em outro boletim sobre a “public relations advertising”, como dizem os americanos.
Outro público de interesse maior é a imprensa com a qual a empresa se relaciona por meio de comunicados, press releases ou promove contatos diretos com os editores dos principais veículos por meio de entrevistas pessoais ou de coletivas de imprensa.
O público interno merece sempre maior atenção, pois além de ser atingido pelas publicações, pode facilmente ser acionado por meio da comunicação oral: reuniões, encontros com diretores, gerentes, e o uso de linhas telefônicas especiais. Muito amplo é também o uso interno da linguagem visual: Intranet, vídeos, filmes, transparências, exposições de fotografias.
Recorrem também as empresas, para se aproximar de seus públicos de interesse, à participação em feiras e exposições e a programação de visitas às suas instalações.
Todos esses recursos da mídia representam técnicas que podem ser programadas pelo relacionista. Como se lembrou de início, para fazer bom uso de toda essa riqueza da mídia, o relações-públicas seleciona cuidadosamente a forma especial de comunicação com cada público, planeja o veículo, programa as mensagens que devem ser enviadas, ou seja, sabe o que e por que se comunica, o que faz a diferença entre a divulgação imediata de uma notícia, o que é próprio do jornalismo, e o cuidado em difundir mensagens programadas de forma permanente para atingir os objetivos corporativos dos relacionamentos das organizações com os seus públicos. Com este artigo, espera-se que os leitores continuem a compreender cada vez mais o que são Relações Públicas e como empregam todos os tipos de instrumentos para conseguir informar, causar atitudes favoráveis e mudar comportamentos.

Professor Dr. Fábio França

 

 

INFORME-SE MAIS SOBRE RELAÇÕES PÚBLICAS!

ACESSE O SITE DO SINDICATO DOS PROFISSIONAIS LIBERAIS DE RELAÇÕES PÚBLICAS NO ESTADO DE SÃO PAULO.

www.sinprorp.org.br


Equipe de Produção

Editor: Professor Ms. Fábio França (MTB1880)
Revisão: Professora João E. Teixeira.
Equipe de Redação: Amanda Falchetti, Leonardo Godoy, Fernando Barone, Priscila Delgado Martins, Carolynne Bonfatti e Tharcila Tecchio.
Estagiária Responsável:
Priscila Delgado Martins
Coordenador do Núcleo de Produtos: Prof. Ms. Fábio França CONRERP SP/PR-586

FACULDADE DE JORNALISMO E RELAÇÕES PÚBLICAS
Diretora e Coordenadora do curso de Relações Públicas:
Profa. Dra. Maria Aparecida Ferrari

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