nº 74 - 22/06/2004
 

NOTÍCIAS

GESTÃO E LIDERANÇA EXIGEM COERÊNCIA

A coerência entre o que o líder diz e suas atitudes pode ser a salvação da empresa no que diz respeito a ter no quadro de funcionários profissionais confiantes e motivados.
Pesquisa realizada junto a alguns profissionais mostrou os pontos que consideram importantes para confiar nas empresas onde trabalham: imparcialidade no trabalho, cuidado e preocupação com os empregados, responsabilidade e reputação da empresa.
Pode não parecer, mas as atitudes do líder falam mais do que qualquer discurso que ele possa fazer. É importante para os funcionários sentirem confiança no que o chefe diz, sentindo firmeza nas decisões e atitudes que toma.
O perigo em não agir de acordo com o discurso é afastar bons profissionais da empresa, levando-os a procurarem outras que lhes ofereçam maior confiança no trabalho. Hoje em dia, as pessoas procuram empresas que levam em consideração a ética, a confiança e a lealdade na sua rotina.
Quem pensa ser um líder de qualidade e respeitado por seus liderados, precisa sempre cumprir o que foi previamente decidido com eles e evitar atitudes incoerentes com o seu discurso.

Fernando Barone - I Semestre
Christina Rachel Cardoso -III Semestre

Fonte: Revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios, Junho 2004, nº 185, páginas 106 e 107.

 

NÃO BASTA O EMPREENDEDORISMO, É PRECISO COMPETÊNCIA PROFISSIONAL

Nas décadas de 60 e 70 era incomum o desemprego; bastava a qualificação ginasial e colegial para conseguir bom emprego. Palavras como pós-graduação, doutorado e MBA eram inimagináveis para a juventude daquela época.
Hoje significam muito. Se você não for graduado e, em alguns casos, se não tiver uma especialização ou pós-graduação, com certeza a dificuldade para se colocar no mercado de trabalho será maior.
Então, o que diferencia a situação dos jovens de hoje dos das décadas passadas? A falta de emprego, maior exigência de títulos, saturação do mercado que não consegue absorver mais o grande número de profissionais que se formam todos os anos?
Pode-se dizer que cada um desses fatores precisa ser considerado. Mudar esse quadro é muito difícil, depende da atuação governamental e da expansão do mercado, mas também depende dos jovens profissionais que devem mostrar competência e dedicação na realização da carreira profissional que escolheram.
A dificuldade existe. Profissões que estão em alta hoje, podem ser menos procuradas dentro de alguns anos e dar lugar a novas oportunidades de trabalho. Por exemplo, o terceiro setor que tem por finalidade propor soluções para problemas sociais, baseados em planos coletivos de baixo custo e com utilização do trabalho comunitário passou a ser preocupação de muitas organizações e uma importante oportunidade de trabalho.
Trabalhar nessa área ou em qualquer outra atividade, mais do que nunca, exige-se competência profissional, liderança, capacidade de planejar, de tomar decisões, de trabalhar em equipe, ser proativo, ou em uma palavra, é preciso ser empreendedor.
Refletir sobre o novo nível das exigências do mercado de trabalho pode contribuir para levar os jovens a se prepararem com maior dedicação para enfrentar o mercado de trabalho de hoje e de amanhã.

Carolynne Bonfatti - III Semestre
Fonte: Revista Vencer, Ano V nº 56, págs 14 e 15

 

PESQUISA REVELA PERFIL ANIMADOR DA COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL

Quantas vezes nós, estudantes de Relações Públicas, nos sentimos insatisfeitos com a falta de reconhecimento da nossa profissão ou, então, ouvimos aquela velha pergunta: O que faz o relações-públicas?. Quantas vezes o nosso trabalho é confundido com o dos jornalistas, publicitários e, até com os das áreas de Marketing e de Recursos Humanos?

A pesquisa Tendências da Comunicação no Brasil, apresentada em abril no 7° Congresso Brasileiro de Jornalismo Empresarial, Assessoria de Imprensa e Relações Públicas, nos ajuda a compreender um pouco mais do que ocorre no setor da comunicação e mostra que não há suficiente informação sobre o papel das relações públicas e da comunicação por incúria dos próprios profissionais desses setores.

A pesquisa ficou sob a responsabilidade de Walter Nori e Maria Monserrat Padilla, que apresentaram seus resultados no Congresso da Mega Brasil. Foram ouvidos 60 dirigentes e profissionais responsáveis pela comunicação em suas empresas. Uma de suas primeiras constatações, que impede o pleno desenvolvimento da comunicação, é o fato de que os empresários brasileiros ainda não incorporaram a cultura da comunicação como valor estratégico e ainda se confundem com as múltiplas denominações dadas ao processo: Relações Públicas, Comunicação Social, Comunicação Corporativa, Comunicação Institucional, Relações Institucionais e Marketing. Outro fato verificado é que os resultados obtidos pelos projetos de comunicação são intangíveis, difíceis de mensurar, o que gera insegurança nos empresários quanto a validade de sua implantação.

Apesar das barreiras, a pesquisa traz também resultados animadores. Revela que a comunicação está em constante ascensão no Brasil nas últimas décadas, o que se comprova pelo crescimento das agências de comunicação. Em 1985, eram 30 agências. Em 1986, este número dobrou, passando para 70, enquanto que, em 2003, já havia 1000 agências, notando-se que 600 delas estão situadas em São Paulo. As principais ferramentas de comunicação utilizadas pelas empresas situam-se nas áreas de relações públicas, da comunicação interna, da assessoria de imprensa e de publicidade institucional, havendo preferência pela assessoria de imprensa. A pesquisa constatou ainda que cresce a valorização da comunicação como ferramenta estratégica de gestão e a preocupação para que seja realizada de forma contínua e não apenas nos momentos de crises.
Entre os resultados mais importantes da pesquisa está a verificação da mudança do perfil do setor que está sendo assumido cada vez mais por executivos das empresas, que se reportam diretamente à diretoria da organização, como demonstra a tabela mostrada a seguir.


Perfil do setor de comunicação

- 50% dos titulares dos departamentos de comunicação das empresas são diretores.
- 42% são gerentes.
- 8% têm outra denominação.
- 81% dos executivos se reportam diretamente à presidência da empresa.
- 100% dos entrevistados verificaram, nos últimos anos, um aumento da importância da comunicação.
- 92% têm a expectativa de que essa importância aumente ainda mais.
- 97% das empresas têm departamento de comunicação.
- 81% consideram que a comunicação é uma área estratégica para as empresas.
- 50% das empresas entrevistadas aumentaram as verbas destinadas às atividades de assessoria de imprensa em 2004.
- 92% das organizações possuem publicações para o público interno.
- 65% contam com publicações para o público externo.
- 50% das organizações entrevistadas destinam mais de R$2 milhões por ano para a comunicação/ empresarial.

Amanda Falchetti - V Semestre
Fonte: revista Imprensa / maio de 2004, paginas 68 e 69.

 

REDE DE EXTENSÃO E CONSULTORIA CONQUISTA SEU PRIMEIRO CLIENTE

A cada dia que passa, cresce o número de organizações que se preocupam com a responsabilidade social, o investimento comunitário, o fortalecimento do seu conceito no mercado e que recorrem a consultorias de comunicação para ajudá-las.
Ao analisar essa necessidade das organizações a Agência Experimental de Relações Públicas da UMESP criou a Rede de Extensão e Consultoria, REC, como espaço dedicado exclusivamente à prestação de serviços especializados na área de relações públicas e da comunicação empresarial para organizações do Grande ABC e de São Paulo, que já demonstrou sua vitalidade conquistando seu primeiro cliente: o Centro de Estudo e Formação da Família (CEFF).
Trata-se de uma entidade criada por um grupo de psicólogos preocupados em contribuir para o aperfeiçoamento do processo de aprendizagem de pais e tem como proposta oferecer um espaço para reflexão e aprendizado. Nesse espaço, os participantes são estimulados a discutir os principais problemas que surgem no processo da educação dos filhos, baseando-se na construção de novos conhecimentos, habilidades e atitudes que promovam a troca de experiências e a afeição mútua dentro das famílias.
O trabalho realizado para esse cliente envolve análise de mercado; desenvolvimento de propostas de comunicação para um melhor desempenho da organização; captação de clientes e reestruturação da comunicação da entidade pelo desenvolvimento de peças promocionais como logotipo, portfólio, folhetos, por exemplo.
Com essa parceria a REC recebe ajuda do Centro de Estudo e tem melhor oportunidade de preparar seus estagiários para o mercado de trabalho.

Priscila Delgado Martins - III Semestre
Carolynne Bonfatti - III Semestre

 

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RP ON LINE

EMPRESAS BUSCAM FORTALECIMENTO DA IMAGEM

Atualmente, inúmeras empresas em todo o mundo têm dado exemplos da importância de investir em questões de responsabilidade social, de investimento comunitário, buscando o fortalecimento de sua imagem a partir da associação de sua marca a campanhas beneficentes, eventos de promoção à cultura, esportes e saúde, por exemplo. Tudo isso faz com que a profissão de Relações Públicas (RP) esteja cotada como uma das mais promissoras atualmente, uma vez que o mercado carece de profissionais que estejam aptos a coordenar todos os tipos de ações e, ao mesmo tempo, que exista aceitação e satisfação da sociedade por estes trabalhos desenvolvidos, diz a Relações Públicas, Sheila Valduga.
Cabe a este profissional apresentar a boa imagem de uma empresa, sendo capaz de gerenciar da melhor forma possível sua comunicação interna e externa. Por isso, outro fator positivo para este profissional é a abertura e a expansão dos mercados trazidos pela globalização. A diversidade de informações, conseqüência deste fenômeno mundial, tem favorecido o crescimento do número de agências de prestação de serviços terceirizados de comunicação. Para prestar consultoria, assessoria ou desempenhar seu trabalho dentro da organização, o RP tem de possuir, além de toda a formação técnica e teórica da área, uma boa formação cultural, ter noções de administração e conhecer algumas línguas, alerta Sheila. Caso contrário não estará preparado para administrar interesses e lidar com situações controvérsias.


Texto extraído do Diário Catarinense, Seção Ensino, 21-4-2004, p. 6.

 

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ARTIGO

RELAÇÕES PÚBLICAS: UMA ATIVIDADE QUE NÃO ASSUME SUA POSIÇÃO NO MERCADO

O mercado procura cada vez mais interagir com os públicos de interesse. Os relacionamentos acontecem em todas as áreas de contato da organização com os diferentes grupos com que se envolve. Ela não está sozinha, depende, para a realização de negócios, da participação de determinados públicos, o que representa tarefa árdua e delicada. Para ser eficaz, essa relação precisa estar fundamentada em diretrizes garantidoras de uma gestão adequada e frutífera da interdependência organização/públicos.

Essa constatação, aliada à necessidade de enfrentar concorrentes cada vez mais audaciosos, de conquistar e fidelizar clientes, respeitando seus direitos, está levando muitas organizações a criar setores especializados, como central de relacionamentos, serviço de atendimento ao cliente, contratação de um ombudsman para tratar dos interesses da organização, de um ouvidor sensível às solicitações do mercado, e até de gestores de relações internacionais. Outras organizações concentram sua força em processos mais sofisticados tipo CRM e marketing de relacionamento. Nem as universidades/faculdades ficam fora desse jogo; praticam o marketing de relacionamento para manter alunos, atrair os pais, os egressos e monitorar a comunidade de modo a vencerem a concorrência na disputa de inscrições para seus vestibulares.

Existe, portanto, uma tendência que se concentra na relação organização/mercado, no gerenciamento da interdependência das partes interessadas, que podem representar fornecedores, clientes, consumidores, áreas governamentais, políticas, financeiras, e muitas outras. Esse cenário aponta o surgimento de novas funções que estão a exigir profissionais especializados que as ocupem. Onde estão eles? Se existem as vagas, quem as empresas estão contratando para preenchê-las?

Toda vez que se criam novas funções dentro da estrutura empresarial e não há clareza sobre os profissionais que devem ocupá-las, as organizações promovem algumas pessoas de sua própria força de trabalho, conforme a natureza do processo, a competência e a maturidade do funcionário, levando-se em conta capacidade de bem se relacionar com as pessoas. Para as funções citadas, o contratado pode ser um advogado, um engenheiro, um administrador, um economista, um representante do setor de marketing, um publicitário, um jornalista, um representante do setor administrativo ou de recursos humanos. O que seria ideal, selecionar um relações-públicas? Não são funções próprias de sua atividade?

O que se ouve com freqüência desses profissionais é que essas posições são específicas de sua atividade; os que as ocupam estariam usurpando o direito de uma profissão regulamentada. Se essa alegação for verdadeira, por que eles não as assumem? As empresas não sabem que existem ou não os reconhecem com a devida competência? Ou os relações-públicas não estão preparados para assumi-las?

Seja qual for a razão, o fato é que existem muitas funções de relações públicas sendo exercidas por profissionais que não dominam sua teoria e suas técnicas. Essa situação poderia ser explicada pela falta de reconhecimento da atividade pelas empresas, pela não-existência de profissionais qualificados, por seu posicionamento tímido, que interpreta erroneamente o conceito e a visão estratégica de relações públicas no mundo contemporâneo? O que pode ser feito para que as relações públicas assumam a posição que deveriam ter no mercado e reverter essa situação? Algumas sugestões podem ser consideradas:

Primeira: Convencer os relações-públicas de que devem ser reconhecidos pelo significado de sua função, como profissionais de relacionamentos, especializados na elaboração de projetos bem estruturados das relações organizacionais com seus diversos públicos.

Segunda: Convencer esses profissionais de relacionamentos que seu principal campo de ação são os assuntos públicos, as relações publicas das organizações com o mercado, que a organização não se realiza com programas de comunicação, de campanhas e de publicações internas, mas pela visão macro do mercado nas suas relações públicas com o mundo dos negócios: governo, fornecedores, parceiros, clientes, banqueiros, financeiras, grupos produtivos setoriais, associações de classe, conglomerados, multinacionais, comércio exterior, concorrentes, para citar algumas das preocupações que interferem na luta das organizações pela sobrevivência no mundo globalizado.

Terceira: Persuadir os profissionais de relacionamentos que só assumirão posição definida no mercado no dia em que se convencerem de que sua atividade é muito maior do que fazer comunicação com empregados; é uma atividade pública que deve tratar dos interesses públicos das organizações.

Quarta: Demonstrar aos empresários que relacionamentos não podem ser considerados funções isoladas, nem ser bem sucedidos sem uma política corporativa de ação e de diretrizes que os orientem para atender com eficácia cada um dos públicos, segundo suas necessidades e características. Portanto, não podem ser estabelecidos apenas com alguns públicos (consumidores, fornecedores, por exemplo), mas com todos os que forem identificados como essenciais para a organização. Isso exige um projeto corporativo, visão estratégica com objetivos bem estabelecidos, estratégias e ações definidas, que só podem ser elaboradas com sucesso por quem é especializado neste campo: os profissionais de relacionamentos.

Quinta: Provar para as faculdades que o mercado já está acenando, há muito tempo, para novos rumos das relações públicas e até antecipando seu exercício, por isso, precisam repensar seus projetos pedagógicos, concentrando-se mais nos aspectos teóricos e estratégicos e menos na mídia, na formação de comunicadores internos, fazedores de veículos internos, incapazes de compreenderem o mundo onde as organizações operam. É preciso incluir nos projetos disciplinas que preparem o profissional de relacionamentos solicitado pelo mercado, tais como: assuntos públicos, comunicação pública, conceito corporativo, opinião pública, pesquisa, cultura organizacional, responsabilidade social, empreendedorismo, relações com o mercado, visão global de negócios, atuação de ombudsman e ouvidores, marketing de relacionamento e visão macro do complexo campo produtivo e mercadológico das organizações contemporâneas em um mundo altamente competitivo e globalizado.

Sexta: Aconselhar os profissionais de relações públicas para que facilitem a compreensão da atividade e do que fazem, abandonando uma denominação inespecífica e adotando a de profissionais de relacionamentos, relacionistas, relatores públicos, ou outra, que indique claramente para que existem e o que fazem, o que contribuiria para que obtivessem maior aprovação e para a conquista de sua verdadeira posição no mundo das relações públicas nos negócios.

Professor Dr. Fábio França
São Paulo, 13 de maio de 2004.

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Equipe de Produção

Editor: Professor Dr. Fábio França (MTB1880)
Revisão: Professor João Evangelista Teixeira.
Equipe de Redação: Amanda Falchetti, Carolynne Bonfatti, Christina Rachel Cardoso, Fernando Barone, Leonardo Godoy e Priscila Delgado Martins.
Estagiária Responsável:
Priscila Delgado Martins
Coordenador do Núcleo de Produtos: Prof. Dr. Fábio França CONRERP SP/PR-586

FACULDADE DE JORNALISMO E RELAÇÕES PÚBLICAS
Diretora e Coordenadora do curso de Relações Públicas:
Profa. Dra. Maria Aparecida Ferrari

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