nº 79 - 01/10/2004

NOTÍCIAS

 

CONGRESSO ALAIC / IBERCOM / REDCOM

 

Acontecerá, nos dias 11 a 16 de outubro, na Faculdade de Jornalismo e Comunicação Social da Universidade Nacional de La Plata, Argentina, o VII CONGRESSO ALAIC / IBERCOM / REDCOM.

O terá como tema os “Setenta anos da existência de comunicação do jornalismo nas universidades da América Latina”, com foco na avaliação do ensino e na pesquisa do contexto da sociedade com vistas no futuro.

Estará em questão o papel dos profissionais da comunicação e do Jornalismo na construção de uma sociedade mais justa e progressista, bem como discutir e analisar os paradigmas universais hoje vigentes no campo da comunicação para poder compreender as demandas da sociedade e formar profissionais críticos.

Entre os subtemas abordados estará o papel das universidades na formação dos profissionais de Jornalismo e Comunicação social – conquistas, débitos sociais e conquistas.

A Professora Dra. Margarida Maria Krohling Kunsch é a presidente do Congresso.


Luciana Vissechii – V semestre

 

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RP ON LINE

 

O PROGRAMA DE VISITAS PASSO A PASSO

II - Guia de Visitas

Após a fase de planejamento e de conquista do comprometimento da alta administração e dos demais setores envolvidos, a coordenação do programa necessita dispor de pessoal preparado para receber e acompanhar os visitantes, principalmente nas áreas técnicas.
Os profissionais de relações públicas envolvidos no programa são os responsáveis pelo acompanhamento dos visitantes durante todo o percurso, porém, como não entendem das questões específicas de cada setor, necessitam do apoio do pessoal técnico para fazer um acompanhamento em suas respectivas áreas. Escolher representantes de todos os setores e treiná-los, de forma a capacitá-los com as técnicas de bem atender são tarefas do relações públicas na formação de sua equipe de guias.
Para tanto, ele deverá estar atento a algumas características indispensáveis ao bom guia como facilidade de expressão, desenvoltura, conhecimento profundo de suas atribuições e do setor em que atua e, principalmente, comprometimento com a organização.

 

Nas próximas edições voltaremos a falar sobre programa de visitas.
Seus comentários serão sempre bem vindos.


Marcela Sanches – III semestre



SÉRIE - ÁREAS DE ATUAÇÃO DAS RELAÇÕES PÚBLICAS

Durante as próximas edições do Canal RP, estaremos apresentando as diversas áreas nas quais o profissional de relações públicas pode atuar. Não nos limitaremos às grandes organizações, mas procuraremos abordar principalmente aquelas instituições em que não é comum a prática das relações públicas.

Atualmente, as funções básicas de Relações Públicas vão se moldando com o surgimento de novos mercados e instituições.

Veremos que portas estão sendo abertas e novas oportunidades estão sendo criadas. Basta ficar atento ao mercado e não se esquecer de que a oportunidade é como o cavalo que passa uma só vez e não volta mais.

ESPORTES

Os profissionais de Relações Públicas, pouco a pouco, vêm conquistando espaço no setor esportivo.

As agremiações vêm reconhecendo que, para lidar com seus diversos públicos de forma a obter resultados positivos para seus negócios, necessitam de um profissional estrategista e competente na gestão de relacionamentos, capaz de identificar as necessidades e expectativas dos diversos públicos que com ela se envolvem.

Os instrumentos e as técnicas para se trabalhar no setor esportivo são os mesmos. O diferencial está nos públicos com os quais a organização se relaciona. Quando falamos de esportes, estamos falando, entre outros, de torcidas (organizadas ou não), associados, atletas e uma mídia totalmente diferenciada.

É o setor esportivo um dos que mais sai ganhando com a nova classificação de públicos do Prof. Fábio França. Identificar aqueles que são essenciais (prioritários ou secundários) será o resultado de uma cuidadosa análise do profissional de relações públicas junto com a alta administração das agremiações esportivas. Somente após essa análise, será possível ao profissional estabelecer o conjunto de ações, entre as muitas que estão a sua disposição como: assessoria de imprensa, programas comunitários, eventos, projeção e proteção da imagem das agremiações e de seus atletas e competições.

O torcedor, um público essencial não constitutivo segundo a classificação do Prof. Fábio, é muito mais questionador e exigente e deve receber uma atenção especial do profissional de relações públicas. Para ele devem ser criadas estratégias específicas, a partir do real conhecimento de suas expectativas, não como indivíduo, mas como massa.

O profissional de Relações Públicas deve posicionar-se de forma a procurar os pontos que possam unir os interesses do torcedor e do clube, sem, contudo, se desviar do compromisso ético que deve estar presente em todas as demais ações programadas.

 

Luciana Vissechi - V semestre

 

COMUNICAÇÃO INTEGRADA

Segundo Margarida Kunsch, “ comunicação integrada é uma filosofia que direciona a convergência das diversas áreas permitindo uma atuação sinérgica”. (2003, p. 150)
Tomando isso como base, verificamos que, para a comunicação ser eficaz, deve haver cooperação entre todas as áreas, principalmente daquelas que estão envolvidas com o processo comunicacional - marketing, relações públicas, propaganda e publicidade e jornalismo. Mas, como o relações públicas poderia desenvolver esse trabalho?
Antes de tudo, desfazendo-se dos esteriótipos em relação às outras profissões.
Marketing, publicidade e jornalismo são profissões tão significativas e importantes quanto relações públicas. Por exemplo, para o lançamento de um produto, é necessário que haja uma análise de mercado (marketing), por sua vez, o produto precisa ser divulgado, para que seja consumido (publicidade), no entanto, a divulgação não é só relacionada ao produto, mas também à empresa em geral, tendo a finalidade de estabelecer o relacionamento entre os públicos e a organização (relações públicas) e de informar sobre as suas vantagens e contribuições para a sociedade (jornalismo).
“Não há conflitos entre as diversas atividades: há somatória em benefício do cliente”. (ABRP, 1984, p.12)

Biobliografia:
KUNSCH, Margarida Mª Krohling. Planejamento de Relações Públicas na Comunicação Integrada. São Paulo: Editora Summus, 2003.

 

Carolynne Bonfatti – IV semestre

 

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ARTIGO

A ETNOGRAFIA DA MARCA E AS RELAÇÕES PÚBLICAS

Michele Farah

Desde a escola socrática, o modelo de observação indutiva permeia muitos métodos de pesquisa, incluindo a etnografia. Mas, afinal, do que se trata esta análise? Como ela pode ser aplicada nas exigências da comunicação por resultado? E em quais aspectos as Relações Públicas podem ser ainda mais estratégicas?
Existem alguns alicerces nesta metodologia de pesquisa, a qual foi vastamente trabalhada pela sua ciência-mãe: a Antropologia. Primeiramente, é necessário conhecer os mitos, os ritos e as tribos – atores principais do estudo do ethnos (=grupo). Esta fundamentação é essencial para investigar a relevância subjetiva dos fatos observados e determinar a influência nos hábitos de consumo.
Além destes três componentes, encontramos os níveis de comunicação: parentesco, econômico e lingüístico. Freud, Marx e Saussure, respectivamente, abordam os domínios destas partes como agentes influenciadores da tribo, criados dos ritos e reguladores dos mitos. Logo, percebemos que a Etnografia da Marca não é uma investigação voltada apenas para civilizações antigas ou estudos culturais, como também do cotidiano de cada família, grupo de amigos ou empresas.
Vale desde já indicar que falamos de uma pesquisa participativa, na qual o observador entra no universo do outro, sem abandonar seus próprios “mitos”, por isso quanto mais identificado com o grupo melhor é a análise.
A Etnografia da Marca é a investigação profunda de grupos com o objetivo de conhecer vínculos estabelecidos e estruturas de valores entre as pessoas e as marcas. No entanto, sua proposta transcende a abordagem direta e mecânica, visto que apresenta como premissas o envolvimento, a identificação pessoal, a totalidade, a vida tribal e suas particularidades. Isto significa que o observador abre um canal com o ethnos e naturalmente as informações afloram sem imposições.
De acordo com os pontos apresentados, a Etnografia demanda tempo – no mínimo 3 meses de convivência – numa sociedade ávida por agilidade. No entanto, compensa-se pela riqueza de conhecimento que ela gera.
Daniel Miller, especialista em Antropologia do Consumo, lançou em 1998 sua obra “The Theory of Shopping”, na qual ele demonstra sua experiência etnográfica durante um ano com donas-de-casa em Londres. Afinal, ademais dos conceitos gerais da Etnografia da Marca, indubitavelmente é importante integrar o comportamento do consumidor e seus afluentes.
Na atualidade, a Europa e os Estados Unidos possuem suas atenções bastante voltadas para a Etnografia da Marca e como ela auxilia no ROI da Comunicação, já que fornece o conhecimento profundo para a tomada de decisões de investimento nesta área.
Felizmente, muitas empresas perceberam que seu maior patrimônio é a sua marca – o resultado de uma equação complexa entre o intangível e o mercado, porém valorizada pelas pessoas. Diante desta relevância, a Etnografia da Marca dispõe de artimanhas interessantes para o branding, pois conhecer a rede de relação entre os seres humanos e as marcas é um grande desafio.
Para alcançar tal objetivo, temos diversos recursos, técnicas e metodologias especialmente adaptados para o marketing. Não obstante, o papel do etnógrafo é imprescindível. Sem a preparação necessária os resultados desta empreitada ficam comprometidos. O perfil deste profissional é bivalente, isto é, tanto o conhecimento das relações humanas quanto a visão de mercado formam seus atributos fundamentais.
Hoje, não há especialistas nesta área. Não seriam as Relações Públicas um ótimo caminho para a Etnografia da Marca? Possuímos a natureza de administrar a comunicação e sabemos conciliar os públicos (=ethnos). Deixamos este espaço para reflexão...
Frente aos conceitos genéricos da Etnografia da Marca apresentados neste artigo, as Relações Públicas possuem uma boa formação para enfrentar os desafios deste recente e ainda inexplorada análise participativa da construção de marcas.

 

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ACESSE O NOVO SITE DE RELAÇÕES PÚBLICAS DA METODISTA E O SITE DO SINDICATO DOS PROFISSIONAIS LIBERAIS DE RELAÇÕES PÚBLICAS NO ESTADO DE SÃO PAULO.

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Equipe de Produção

Editor: Professor João Evangelista Teixeira (MTB1253)
Revisão: Professor João Evangelista Teixeira e Professor Dr. Fábio França
Equipe de Redação: Carolynne Bonfatti, Carolina Midori, Luciana Vissechi e Marcela Sanches
Estagiária Responsável:
Carolynne Bonfatti
Coordenador do Núcleo de Produtos: Prof. Dr. Fábio França CONRERP SP/PR-586

FACULDADE DE JORNALISMO E RELAÇÕES PÚBLICAS
Diretora e Coordenadora do curso de Relações Públicas:
Profa. Dra. Maria Aparecida Ferrari

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