N°80 - 22/10/2004
 

NOTÍCIAS

 CONGRESSO IBERO-AMERICANO DE RELAÇÕES PÚBLICAS

Acontecerá entre os dias 27 e 29 de outubro, em Brasília – DF, o Congresso Ibero-Americano de Relações Públicas, tendo como tema central, “ Relações Públicas e a Alta Performance nas Organizações “.
O evento terá por objetivo “discutir o papel das Relações Públicas em um novo panorama, onde as formas de sociabilidade que estão se formando na sociedade afetam e modificam os processos de comunicação com os segmentos de públicos que surgem em função desses novos grupos sociais”. (www.grupolabor.com/gongresso )
Promovido pelo O CONFERP – Conselho Federal de Relações Públicas promoverá o evento e conta com o apoio da Aberje, da ABRACOM e da ABRP.

Luciana Vissechi– V semestre

 

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RP ON LINE

 

O PROGRAMA DE VISITAS PASSO A PASSO

III - A importância de um roteiro

Outra etapa de grande importância, é a preparação de uma programa específico para cada visita com detalhamento do roteiro a ser seguido e das responsabilidades a serem compridas.
O roteiro é o caminho a ser percorrido pelos visitantes com indicação dos horários, das diversas etapas e dos guias que devem acompanhá-los em cada uma delas. Ele inclui toda a programação, da recepção às despedidas.
O conteúdo e desenvolvimento do roteiro dependem do porte da empresa e de suas instalações, podendo existir um roteiro-padrão que poderá ser adaptado de acordo com o tipo de empresa e com as características de cada grupo de visitantes.
A seguir transcreveremos um modelo de roteiro estabelecido para uma empresa do setor metalúrgico.

Hora Local Responsável
9:00 Recepção, boas-vindas, identificação, distribuição de EPI’S Fulano de tal
9:30 Tratamento Térmico Fulano de tal
10:00 Usinas de peças Fulano de tal
10:30 Usinagem de blocos de motores Fulano de tal
11:00 Controle de qualidade Fulano de tal
11:30 Distribuição de peças Fulano de tal
12:00 Retorno Fulano de tal
12:30 Almoço Fulano de tal
14:00 Reunião Fulano de tal

OBS: O grupo será acompanhado durante todo o roteiro pelo pessoal do setor de relações públicas que deverá apresentá-lo a cada guia, mas diversas etapas da visita.

Nas próximas edições voltaremos a falar sobre programa de visitas.
Seus comentários serão sempre bem vindos.


Marcela Sanches – III semestre

 

TRAINEE

A primeira questão é saber o que é trainee. Em geral algumas pessoas associam o trainee ao estagiário, porém, entre eles existem algumas diferenças importantes. O estagiário aprende a trabalhar, enquanto o trainee é um funcionário registrado de acordo com a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), recebe salário e benefícios, além de aprender a liderar. Estes profissionais, recém formados ou ainda cursando o ensino superior são treinados para que possam ocupar posições técnicas e até gerenciais.
Algumas empresas investem em seus estagiários, aproveitando-os como trainees, de forma que possam fazer carreira e apresentar resultados melhores do que aqueles que são recrutados externamente.
Algumas das exigências necessárias para ocupar o cargo são: Inglês avançado, liderança, comprometimento com o cliente, identidade com a empresa, empreendorismo, capacidade de análise, dinamismo e qualidade nos trabalhos desenvolvidos.

Carolina Midori – I semestre

 

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ARTIGO

TÉCNICAS E MÉTODOS DA ETNOGRAFIA DA MARCA

Michele Farah

Neste segundo artigo, pontuamos diversos aspectos da etnografia aplicada ao branding, especialmente os conceitos que a envolvem, bem como seus pormenores. É imprescindível abordar as técnicas e métodos práticos de execução da investigação etnográfica. Com este objetivo, faremos uso das estruturas propostas pela Ethnographic Solution – empresa norte-americana com sede em Nova Iorque e comandada por Nicholas Kottak .

Para eles, existem alguns tipos mais relevantes para as investigações etnográficas, a saber:

ü Participação Direta
ü Entrevistas Qualitativas
ü Vídeo-etnografia
ü Diário de consumidores
ü Observação Comportamental Focada

Diante destes gêneros, vamos apresentar as fases que contemplam a etnografia da marca de forma aplicável.

1a. Fase – Meta-análise

Em qualquer um destes tipos, antes de iniciar a etnografia do consumo, é aconselhável realizar uma “meta-análise” dos relatórios do cliente sobre estudos existentes de pesquisas de mercado e consumidores. Além destes materiais, é fundamental o suporte de referências interdisciplinares como psicologia, semiótica, sociologia, entre outras.

“A ‘meta-análise’ é constituída de descobertas e conclusões prévias que ao longo do tempo podem ter sido desprezadas, além de fornecer uma avaliação de alta ordem sintética de relacionamentos e padrões de grande significado estratégico para a etnografia de consumo. Os resultados”.(Kottak, 2004).

2a. Fase – Desenvolvimento da Pesquisa

Como não se trata de uma investigação padronizada, isto é, com questionamentos enquadrados para o entrevistado responder, a etnografia surge da orientação de um estudo preliminar qualitativo, no qual as categorias de perguntas e respostas são criadas e refinadas baseadas em um apropriado contexto cultural. Ou seja, é primordial fazer as perguntas certas e fornecer aos consumidores opções de resposta que melhor capturem sua visão de mundo.

Nesta fase, o maior objetivo é elaborar uma investigação coerente com o perfil do público, as metas da empresa e, principalmente, com o investimento destinado a esta atividade. Em momento nenhum, defendemos a etnografia como um canal único para a absorção de conhecimento para a construção de marcas, pois, é essencial neste momento analisar a viabilidade financeira da pesquisa, diante das informações adquiridas pela Meta-Análise.

3a. Fase – Análise do Conteúdo de Marca

De acordo com diversas consultorias de marca a Ethnograpic Solution também compreende a importância do estudo do branding no tocante ao “ciclo de vida da marca”. Ou seja, a fim de aprofundar a pesquisa etnográfica, fica claro a necessidade do entendimento de como esta processo evolui no consumidor, especialmente, na sua vida em grupo. De fato, não existe uma abordagem direta, em que o observado é questionado sob estes aspectos, porém o report final da investigação prevê a indicação deste movimento do brand’s life.

Logo, encontramos algumas fases, as quais se fazem essenciais para este estudo, a saber:

Fase I – Visão de Marca Corporativa Interna

Trata-se de compreender como o público interno, a priori, formadores de opinião (gerentes e diretores) enxergam e relacionam-se com a marca da empresa, isto é, detalhado de que maneira os funcionários percebem os valores do brand pela perspectiva história, diante do mercado competitivo, a consonância com os programas de motivação interna e, até mesmo, as campanhas de marketing. Assim, compreendemos como os colaboradores diretos capturam as características e personalidade da marca.

Fase II – Temas e Apresentação da Marca

Após o entendimento do público interno, a empresa passa a contar com a expertise de uma agência ou consultoria de comunicação para desenvolver ações, a fim de divulgar estes valores de marca. A propaganda e seus coadjuvantes podem ou não criar uma campanha adequada à visão interna do brand, por este motivo, é imprescindível utilizar métodos analíticos de semiótica, estruturalismo, socio-ligüística, antropologia simbólica e psicológica, no intuito de identificar os temas principais na apresentação da marcas em diversos meios de comunicação. É exatamente este ponto, que o brand ethnography propõe fornecer subsídios para um briefing adequado e criativo, sem loucuras, mas sim com fundamento para atingir resultados.

Fase III – Interpretação de Marca de Consumo

Neste último nuance, encontramos as pessoas em geral como receptores da comunicação colocada na fase anterior. Vale ressaltar que, geralmente, as percepções do consumidor são distantes das apresentadas pelo público interno, além do fato das marcas multinacionais possuírem valores diretamente influenciados pela cultura regional, onde se encontram. Assim, indicamos os conceitos e relacionamentos emocionais inerentes à marca e seus usuários.

No próximo e último artigo desta série sobre Etnografia da Marca, vamos abordar os cases de sucesso no Brasil, finalizando este estudo e, com certeza, abrindo portas para outras discussões.

 

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ACESSE O NOVO SITE DE RELAÇÕES PÚBLICAS DA METODISTA E O SITE DO SINDICATO DOS PROFISSIONAIS LIBERAIS DE RELAÇÕES PÚBLICAS NO ESTADO DE SÃO PAULO.

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Equipe de Produção

Editor: Professor João Evangelista Teixeira (MTB1253)
Revisão: Professor João Evangelista Teixeira e Professor Dr. Fábio França
Equipe de Redação: Carolynne Bonfatti, Carolina Midori, Luciana Vissechi e Marcela Sanches
Estagiária Responsável:
Carolynne Bonfatti
Coordenador do Núcleo de Produtos: Prof. Dr. Fábio França CONRERP SP/PR-586

FACULDADE DE JORNALISMO E RELAÇÕES PÚBLICAS
Diretora e Coordenadora do curso de Relações Públicas:
Profa. Dra. Maria Aparecida Ferrari

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