N°83 - 06/12/2004
 

 NOTÍCIAS

 

CARLOS EDUARDO MESTIERI VISITA A AGÊNCIA EXPERIMENTAL

 

No ultimo dia 18, a Agência Experimental de Relações Públicas recebeu o Presidente da Rede INFORM de Comunicação, Carlos Eduardo Mestieri que, além da visita, ministrou uma palestra sobre Lobby e Relações Governamentais, para o III semestre de RP matutino e encerrou sua programação com um bate-papo com os estagiários e coordenadores dos Núcleos da Agência, sobre suas experiências profissionais.
Mestieri iniciou sua palestra esclarecendo o significado de Lobby, Relações Governamentais e Advocacy, que são atividades de competência de Relações Públicas. Afirmou ainda que a grande vantagem de Lobista ter formação em RP é a possibilidade de realizar Planejamento Integrado de Comunicação, buscando os interesses da empresa.
No final de sua palestra, Mestieri convidou os alunos a debater e tirar dúvidas a respeito do tema exposto. Ao final do debate Mestieri sorteou seu livro, “Relações Públicas: arte de harmonizar expectativas”.
A visita do profissional Carlos Eduardo Mestieri é resultado de um projeto desenvolvido pelo estagiário Marcus Vinícius Machado, no ano de 2003 e supervisionado pelo professor e coordenador do núcleo João Evangelista Teixeira, chamado “Projeto Divulgação’, que programou a vinda de profissionais renomados da área para conhecer a Agência Experimental, as atividades desenvolvidas e, posteriormente, acrescentar informações aos alunos, estagiários e coordenadores dos Núcleos da Agência Experimental de Relações Públicas.

Marcela Sanches – III semestre

 

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RP ON LINE

 

OS PRIMEIROS PASSOS PARA SAIR DA CRISE


Sabemos que a crise é sempre uma situação imprevisível e desconfortável para qualquer organização, e somente um profissional com competências estratégicas é capaz de levar a organização a sair deste momento sem muitas “lesões”.
A função do relações públicas é defender, proteger e, muitas vezes, reconstruir o conceito da organização. Ele deve ter as informações sempre as suas mãos sabendo, especificamente, que decisão deve tomar diante de cada uma delas. Para um programa de gerenciamento de crises ser eficaz, é preciso que o relações públicas entenda que o trabalho em grupo é a melhor artimanha contra o inimigo.
Apresentamos os primeiros passos que devem ser executados de forma rápida e estratégica nos momentos de crise:

1º passo – uma reunião extraordinária convocando a Alta Administração, diretores e gerentes para que, por meio de uma única fonte, todos tenham informações precisas e seguras sobre o momento crítico pelo qual a organização esta passando.

2º passo – uma vez criado um planejamento de prevenção de crises, o responsável pelo gerenciamento – no caso, o profissional de relações públicas – deve apontar quais serão as táticas a serem tomadas para que a organização não sofra grandes implicações jurídicas, financeiras, físicas e, principalmente, quanto à sua imagem e reputação.

3º passo – determinar quais serão as pessoas que poderão dar declarações à mídia e treiná-las para todos os tipos de perguntas que, eventualmente, serão feitas.

4º passo – designar os responsáveis de cada área da organização para esclarecer os fatos aos colaboradores, informando que ninguém está autorizado a dar declarações à mídia senão aqueles que foram treinados para isso.

5º passo – convocar a imprensa para uma coletiva com o presidente da organização para esclarecer o posicionamento da organização em relação à nova situação. Devem compor a mesa as pessoas treinadas para atender a imprensa.

6º passo – manter a equipe de comunicação da organização atenta para dar novas informações à imprensa.

7º passo – criar após crise, uma campanha institucional para fortalecimento do conceito da organização.

8º passo – por fim, ser estrategista, analista do cenário e sensível às ameaças que podem surgir, por que a crise, nem sempre é algo previsível e muito menos, fácil de resolver. É preciso ser competente para, em um momento de crise, somar esforços na defesa das diretrizes da organização, mesmo que o foco de incêndio esteja bem em sua janela.

De toda a forma, no momento de crise, jamais esqueça de:

1. Colher informação apenas de uma fonte, de preferência imparcial, se esta não for você mesmo (a);

2. Preocupar-se com os ruídos – de dentro e de fora da organização – e extingui-los.

3. Cuidar dos boatos. Atente-se no foco do problema. Geralmente se dá proporções maiores.

4. Ser profissional com a mídia. Os jornalistas podem contribuir muito neste momento.

5. Fazer a alta administração entender que assumir a culpa é menos negativo do que omitir o culpado e, até que os fatos não estejam apurados, não culpar ninguém.

6. Jamais dizer: “estamos em CRISE”. Nem os relações públicas, nem colaboradores.

7. Agregar valores positivos à empresa, mesmo no momento da crise. Deve-se lembrar do fato não pelo que ele causou à organização, e sim de como a organização passou por ele e sobreviveu.

Sabemos que enfrentar uma crise não é tão simples assim, mas, se seguirmos os primeiros passos imediatos, certamente as conseqüências serão menores.

Luciana Vissechi – V semestre

 

A IMPORTÂNCIA DO PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO PARA AS RELAÇÕES PÚBLICAS

A comunicação vem ganhando espaço nas mentes de empresários ávidos por progredirem em seus negócios. E por quê? Porque eles têm percebido o quanto é importante e essencial manter um bom relacionamento, uma comunicação franca e transparente com todos os públicos da organização.
Para isso, o profissional mais preparado para esse trabalho é o relações públicas; mas como vai executar essa idéia ‘de bom relacionamento com os públicos’? A resposta é planejamento.
Segundo Oliveira (2004, p. 35),


“o planejamento estratégico corresponde ao estabelecimento de um conjunto de providências a serem tomadas para a situação em que o futuro tende a ser diferente do passado...o planejamento é, ainda, um processo contínuo, um exercício mental que é executado pela empresa independentemente da vontade específica de seus executivos”. (2004, p. 35)


Tendo por base a definição de Oliveira, podemos perceber que, para estruturar e melhorar o sistema de comunicação existente em uma organização, deve-se criar um plano estrategicamente elaborado, capaz de mostrar todas as variáveis do assunto, para assim, definir medidas plausíveis para o melhoramento desse sistema.
Esse planejamento segue algumas diretrizes básicas como:

a) briefing – onde é apresentado os dados centrais da empresa, tais como, histórico, descrição estrutural e econômica, mapeamento dos principais públicos e análise do fluxo e dos meios utilizados na comunicação, tanto interna quanto externa da empresa;

b) cultura organizacional – analisa a missão, a visão e os objetivos da empresa, como se dá o sistema gerencial administrativo, apresentando quais são os elementos que compõe a cultura, a disposição e organização do ambiente de trabalho e a cooperação de todos;

c) estudo da identidade corporativa – analisando os significados que a marca e a imagem da empresa pretende passar a seus públicos, verificando se essa identidade é de fácil assimilação;

d) análise estratégica – identificando os pontos fortes e fracos do ambiente interno e as oportunidades e ameaças do ambiente externo, fazendo uma comparação com outras empresas e seu modo de interagir com seus públicos estratégicos a fim de implantar ou até mesmo melhorar seu desempenho;

e) pesquisa – no qual é criada um pergunta-problema baseada nos fatos analisados, estabelecendo um roteiro a ser aplicado na população de estudo;

f) diagnóstico – possibilita identificar e analisar os pontos fortes e fracos bem como as oportunidades e ameaças do ambiente que a cerca e

g) propostas de ação – são sugeridas ações para melhorar o desempenho da organização.

Todas essas etapas, previamente pensadas e executadas, resultam na conquista dos objetivos centrais da organização.

 

Bibliografia: OLIVEIRA, Djalma de Pinho Rebouças. Planejamento Estratégico: conceitos, metodologia e práticas. 20ª ed. São Paulo: Atlas, 2004.

Carolynne Bonfatti – IV semestre

 

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ARTIGO

 

DESVENDANDO A OPINIÃO PÚBLICA

Márcia Perencin Tondato

Como formar, controlar, enfim, conhecer a opinião pública? Da imposição à aplicação de estratégias, a resposta envolve a busca de informações: quem são os atores, onde estão, como se comportam, o que pensam e desejam?
Na história contemporânea, os estudos sobre opinião pública se desenvolveram em função do comportamento político. Tanto em regimes de ditadura, como em sociedades democráticas, governar implica conhecer o público. Num contexto empresarial, conhecer os públicos de interesse, estratégicos, faz a diferença entre vencer ou sucumbir.
Porém, estudar a opinião pública vai além da aplicação de métodos científicos que captem informações comportamentais por meio de instrumentos padronizados. Neste processo é preciso lembrar que, conforme uma das suas cinqüenta definições operacionais, "a opinião pública é constituída por opiniões sobre temas controvertidos que podem se expressas em público sem isolar-se". Platão, Maquiavel, Shakespeare, Montaigne, Locke e outros já alertavam para a questão do consenso em assuntos envolvendo o público (o oposto ao privado).
Estando opinião pública relacionada à exposição, fama e reputação, seu estudo deve procurar vencer a espiral do silêncio (Noelle Newman), aquele espaço de consenso, no qual as pessoas se protegem do isolamento social. Mas como conseguir que as pessoas expressem opiniões, expectativas, desejos, muitas vezes nem percebidos por elas mesmas?
Na academia, no mercado, na política, entrevistas focalizadas ou em profundidade, grupos focais, observação direta são técnicas cada vez mais utilizadas para a compreensão de um indivíduo bombardeado por informações, cada vez mais exigente, participante de uma sociedade cada dia mais complexa.
O material produzido pelas técnicas qualitativas de coleta de dados consiste de descrições detalhadas de situações, pessoas, interações; citações diretas sobre suas experiências, atitudes, credos e pensamentos; e análise de documentos, registros de correspondência. “Como validar e confiar na quantidade de informações assim gerada?” é a primeira pergunta num contexto de pesquisa de tradição quantitativa, em que 'mais era mais'.
Nesse sentido, é importante a verificação de aspectos de validade, sendo o primeiro a validade aparente, em que se verifica se um método de pesquisa produz o tipo de informação desejado ou esperado. A adequação de concordância entre os dados e as descobertas ou conclusões correspondem à validade interna. A validade instrumental é comprovada quando ocorre a combinação entre os dados fornecidos por um método de pesquisa e aqueles gerados por algum procedimento alternativo aceito como válido e a validade teórica se refere à legitimidade dos procedimentos da pesquisa em termos de teoria estabelecida - psicológica, sociológica, etc.. Finalizando, a validade consultiva refere-se à validação dos dados ou informações através da consulta dos envolvidos no processo da pesquisa.

 

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Equipe de Produção

Editor: Professor João Evangelista Teixeira (MTB1253)
Revisão: Professor João Evangelista Teixeira e Professor Dr. Fábio França
Equipe de Redação: Carolynne Bonfatti, Carolina Midori, Luciana Vissechi e Marcela Sanches
Estagiária Responsável:
Carolynne Bonfatti
Coordenador do Núcleo de Produtos: Prof. Dr. Fábio França CONRERP SP/PR-586

FACULDADE DE JORNALISMO E RELAÇÕES PÚBLICAS
Diretora e Coordenadora do curso de Relações Públicas:
Profa. Dra. Maria Aparecida Ferrari

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